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Estados Unidos da América

A América do alemão quer seguir em frente no Brasil

Tiveram um percurso parecido com o português. Senão, vejamos: 1 vitória, 1 empate e 1 derrota. E tal como os portugueses, os norte-americanos ganharam à Selecção do Gana e perderam com a Selecção da Alemanha, tendo, é claro, empatado com a Selecção de Portugal. Mas eles passaram e os portugueses não. Estes estão nos oitavos-de-final, e os portugueses ficaram-se pela fase de grupos. Numa explicação objectiva, foram os golos. A Selecção dos Estados Unidos da América teve uma diferença de golos muito mais favorável que os portugueses. Começou logo pela Alemanha. Portugal foi dizimado por uns conclusivos 4 a 0. Os Estados Unidos perderam por 1 a 0. Foi quanto bastou. Uns ganharam a glória (até quando?) e outros o calvário (Paulo Bento já veio dizer que não há motivo para alterar muito a composição desta selecção).

E assim, amanhã, Terça-feira, dia 1 de Julho, os Estados Unidos vão encontrar-se com a Bélgica para decidirem, entre eles, que irá aos quartos-de-final. E os norte-americanos acreditam que irão levar de vencida os europeus. Nas palavras de Tim Howard, o guarda-redes da selecção americana e do Everton da Premier League, e um dos jogadores que mais comentam as actividades futebolísticas da selecção, “sobrevivemos ao chamado grupo da morte [...] muita gente não acreditou que seríamos capazes de fazer isso antes de o torneio começar.”

E tem razão. Muita gente não acreditava que os Estados Unidos conseguissem seguir em frente num grupo onde tinha de enfrentar a Alemanha, Portugal e o Gana. 3 selecções muito fortes e perigosas. Bom, umas mais que outras. Mas lá estavam eles, os norte-americanos, o país do futebol americano, do basketball e do baseball, afinal, também dá cartas no soccer. Para mal dos pecados portugueses. E contra tudo e contra todos (quem afinal acreditaria que os Estados Unidos suplantassem Portugal?), com diz Tom Howard, “a única maneira de provar que os críticos estão errados é ir até lá e fazer o que eles dizem que não conseguimos fazer. Fizemos isso, fizemo-lo com coragem e coração.”

Palavras sábias de quem anda nisto há tempo suficiente para ir aprendendo algumas coisas. Coisas que uns aprendem e outros não. Por exemplo, continua o guarda-redes norte-americano: “somos uma equipa muito jovem e sempre digo que juventude traz ambição, que é algo que é necessário num Campeonato do Mundo, e em qualquer torneio importante.” Ora aí está.

Tim Howard

Tim Howard é uma referência na selecção norte-americana

Se dúvidas houvessem, aí está, da boca do veterano guarda-redes de uma selecção que está nos oitavos-de-final, a explicação para algum do seu sucesso.

E agora?

Então, agora é para continuar em frente. “Estamos a jogar um excelente futebol [...] e a conseguir fazer com que algumas equipas nos abrissem espaço. Ainda não somos capazes de vencer qualquer um, mas estamos a jogar de igual para igual com grandes selecções.” Por isso não será de espantar que a selecção norte-americana entre amanhã no Arena Fonte Nova, em Salvador, com a ambição de ultrapassar a selecção belga que, e ao contrário do esperado, ainda não mostrou as suas reais capacidades. É que além das esperanças do guarda-redes titular e grande referência, o seleccionador é Jürgen Klinsmann, um alemão que está habituado a ganhar. E não quer perder esse hábito.

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