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Uruguai 1 - 3 Costa Rica

A derrota que os brasileiros mais gostaram

São vizinhos. E até se dão bem. Dão-se tão bem que o sul do Brasil, por vezes, sente mais o Uruguai que o resto do Brasil que está tão lá para cima. Culturalmente, então, aquela zona gaúcha partilha muito, cruzando as fronteiras físicas.

Por isso, e não só, pode dizer-se que Brasil e Uruguai são países amigos.

Mas quando se fala de futebol, alto lá e pára o baile. Aqui, no futebol, não há amizades entre brasileiros e uruguaios. Aqui, no futebol, são inimigos figadais. Aqui, no futebol, todos os adversários de um deles, são amigos do outro.

Por isso só se pode perceber que, ontem, aos 3 golos da Selecção da Costa Rica, o Brasil entoou bruás se satisfação quase tão grande como se Neymar tivesse marcado outro golo.

Isto tem a ver com a história. E é assim, por coisas como esta, que explicam o que parece estranho, que a história é importante. E o que é que nos diz a história? Bom, há muito, muitos anos, no Campeonato do Mundo de 1950, quem diria, também no Brasil, na final do torneio, a Selecção do Uruguai teve o descaramento de ganhar à Selecção do Brasil, em pleno Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, perante uma assistência de 200.000 pessoas. Como? Ah, pois! Não há brincadeiras. Os uruguaios tiveram o desplante de vencer o Mundial do Brasil, em casa destes, perante uma plateia eufórica e em festa, comemorando já, antecipadamente, uma vitória que, afinal, nunca viria.

Então, ontem, por 3 vezes, por cada um dos golos que a Costa Rica meteu na baliza uruguaia, os brasileiros gritaram, loucos, roucos e muito satisfeitos, pela caminhada vitoriosa que os costa-riquenhos conseguiram ter sobre os uruguaios.

E com isto tudo, a vida da selecção uruguaia ficou mesmo complicada. Para além da, já grave, derrota por 3 a 1 no jogo inaugural contra um, previsivelmente, adversário acessível, a selecção uruguaia volta a entrar em campo na próxima Quinta-feira, no Arena São Paulo, em São Paulo, com a Selecção de Inglaterra que, adivinhe-se lá, também vem de uma terrível derrota, embora contra os mais difíceis italianos. Óscar Tabárez, o seleccionador uruguaio, olha à sua volta e vê a sua vida complicada. A aposta na recuperação de Luis Suárez ainda não está ganha, tanto que o jogador não saiu do banco no jogo de ontem. E para agravar ainda mais a sua vida, não pode contar com a participação de Maxi Pereira, expulso no jogo com a Costa Rica.

Uruguai 1 - 3 Costa Rica

O Uruguai foi surpreendido pela Costa Rica

Depois do árbitro japonês amigo dos brasileiros que acabou por abrir as portas da vitória inaugural, é a selecção uruguaia que parece ter recebido o bilhete de regresso a casa. Tudo se conjuga para que os brasileiros tenham uma campanha mais alegre. E até Luiz Felipe Scolari deve estar a esfregar as mão de contente, esperando que estes pequenos eventos levem o povão a esquecer as manifestações e a empolgarem-se com a canarinho.

Para já, os adeptos brasileiros comemoram a derrota dos vizinhos. Não apaga a depressão de 1950, mas ajuda, um pouco, ao samba da vida.

E, ao mesmo tempo, os costa-riquenhos ganharam mais uns milhões de adeptos, pelo menos ontem, o que não será de desprezar.

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