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Costa do Marfim

A fim da geração de ouro costa-marfinense

Há várias gerações de ouro. Em várias, muitas áreas. Por vezes as gerações são interpretadas como épocas. Como a época de ouro dos comics americanos, ou a época de ouro do star system do cinema de Hollywood. No futebol português também houve uma época de ouro, nos anos ’60, coincidindo com as duas vitórias do Benfica na Taça dos Campeões da Europa, e com a presença e o 3º lugar da selecção portuguesa no Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra. Anos mais tarde, também se falaria de uma geração de ouro do futebol português, referindo-se à geração de Luís Figo, Rui Costa, João Pinto, Fernando Couto, Emílio Peixe, e outros. Foi uma geração que não conquistou nada, mas espalhou magia pelos campos e tornou a Selecção de Portugal um habitué das fases finais, na Europa e no Mundo.

Também a selecção de futebol da Costa do Marfim tem a sua geração de ouro. E ela está a chegar ao fim com este Mundial.

Esta geração de ouro costa-marfinense é a geração de Didier Drogba e Zokora e de Yaya e Kolo Touré. E é uma geração que está a chegar ao seu fim. Estão já, todos, acima dos 30 anos. Este será, certamente, o último Mundial de um grupo de jogadores de excepção que, não tendo ganho nada internacionalmente, conseguiram classificar a Costa do Marfim para o seu terceiro Campeonato do Mundo consecutivo, ser o orgulho de África, onde brilharam e deram cartas, e, pessoalmente, pontificaram nos melhores clubes do Mundo onde, aí sim, foram vencedores de muitos títulos.

Kolo Touré chegou a afirmar que, contrariamente ao que seria de prever, a Costa do Marfim teve sempre participações, se não medíocres, pelo menos não satisfatórias, nas fases finais dos Mundiais, mas talvez agora, que é a última hipótese desta geração, façam algo que esteja realmente de acordo com a qualidade que, efectivamente, esta geração tem mostrado um pouco por todo o lado.

Costa do Marfim

Esta geração de ouro da Costa do Marfim, está a chegar ao seu fim

Também é verdade que a sorte tem estado sempre de costas voltadas para os costa-marfinenses. Até agora. A Costa do Marfim tem feito sempre parte dos chamados grupos da morte. Em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha, formaram grupo com a Argentina, a Holanda e a Sérvia e Montenegro, tendo perdido com os dois primeiros por 2 a 1 e ganho aos último por 3 a 2. Foi insuficiente. Em 2010, no Campeonato do Mundo da África do Sul, a Costa do Marfim fez parte do grupo onde também estavam Brasil, Portugal e Coreia do Norte. Ganharam 3 a 0 aos últimos, perderam 3 a 1 com os primeiros e empataram a zero com Portugal. Também não chegou. Agora, em 2014, no Campeonato do Mundo do Brasil, a Costa do Marfim tem, pelo menos, a sorte de estar num grupo equilibrado. Não é um grupo fácil, mas também não é mais um grupo da morte. Ao ter de competir com a Selecção da Colômbia, a Selecção da Grécia e a Selecção do Japão, há pelo menos a esperança de poder ir mais longe, passando jogos difíceis, mas possíveis.

Após a experiência acumulada em dois Mundiais, esta geração, na companhia de nomes como os de Salomon Kalou e Gervinho, mais os novos jogadores que começam a despontar e aos quais querem passar testemunho, a Selecção da Costa do Marfim está esperançada que este pode ser o seu Mundial e, depois, se conseguirem passar a fase de grupos, o limite é o céu.

E tudo começa já amanhã, Sábado, dia 14 de Junho, no Arena Pernambuco, no Recife, quando a Selecção da Costa do Marfim subir ao relvado para defrontar a Selecção do Japão, num jogo apitado pelo árbitro chileno, Enrique Osses, na estreia deste Campeonato do Mundo da equipa africana que está apostada em ser uma surpresa.

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