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Holanda

A Holanda só quer anular Lionel Messi

Tem-se visto muito, neste Mundial, várias selecções a serem carregadas por um único jogador.

Tem sido assim com o Brasil, sem deslumbrar, a ser carregado por Neymar. Também tem sido assim com a Argentina, sem grande futebol, a ser carregada por Lionel Messi. Poderia ter sido assim com Portugal, se Cristiano Ronaldo, também ele, não estivesse cansado, lesionado e em baixo de forma, e sem uma equipa a puxar por ele.

A questão que por vezes se coloca é, esses jogadores puxam as equipas porque elas são inexistentes sem eles, ou as equipas são inexistentes porque estão lá esses jogadores?

Com a Selecção do Brasil, vai já ver-se hoje, quando, às 21:00′ de Portugal continental, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, a Canarinho defrontar a Selecção da Alemanha, sem a presença da sua estrela mais cintilante, lesionada no jogo dos quartos-de-final com a Selecção da Colômbia. Vai ver-se o que vale esta selecção brasileira sem o seu Neymar. E, já agora, sem o seu capitão Thiago Silva, castigado e, por isso, também ausente. Será que o Brasil se vai afundar na sua fraqueza e pequenez, ou será que, finalmente, vai conseguir fazer desabrochar um futebol que estava a sentir-se castrado? Já se vai ver, mais logo.

Mas amanhã poderia passar-se algo semelhante. A Selecção da Argentina tem estado muito dependente de Lionel Messi e Ángel di Maria. Ora. di Maria não vai jogar amanhã, também por motivo de lesão. Mas Lionel Messi está lá, para alimentar uma equipa que, por quase unanimidade, está bem longe de deslumbrar e de merecer estar numa meia-final. Valha-lhes Messi. O que seria esta equipa sem um dos melhores jogadores do Mundo? Acho que não iremos saber este Mundial.

Contudo, esta Argentina de Lionel Messi vai ter de medir forças com uma Selecção da Holanda que parece ser uma reencarnação da Laranja Mecânica de Johan Cruijff e do seu fabuloso carrossel holandês. Os holandeses jogam um futebol total, rápido, intuitivo, que passa por todos os elementos da equipa, e que termina, quase sempre, nos pé mágicos de Arjen Robben, o estratega desta equipa, mas que não a tornou dependente de si.

Tim Krul

Foi Tim Krul e a estratégia de Van Gaal que colocaram a Holanda nas meias-finais

E, bom, esta selecção holandesa, a única equipa das meias-finais que nunca foi campeã, mas que acumula várias finais, quer resgatar o seu passado. Com Van Gaal no banco desta Holanda, percebe-se que esta equipa anda à procura da sua estória. Esta equipa, que tem deslumbrado neste Mundial, embora esteja em queda, ou então ainda não se considera muito o que fizeram os costa-riquenhos, sobreviveu a uma surpreendente Selecção da Costa Rica estendida por 120′ de jogo mais uma série de grandes penalidades contra um guarda-redes que já tinha mostrado as suas grandes, enormes, habilidades. E foi no banco que a Holanda ganhou o jogo, com o seleccionador Van Gaal a lançar para campo um dos guarda-redes suplentes, unicamente para defender as grandes penalidades. E foi o que fez Tim Krul. E a ele devem o seu afastamento os homens da Costa Rica. E a ele, e a Van Gaal, devem os holandeses o seu apuramento para as meias-finais, que pretendem ganhar, à campeão argentina. Porque estes holandeses são um grupo, e não um conjunto de várias individualidades. Como bem diz Dirk Kuyt, “temos 23 jogadores e todos são muito bons no que fazem. Sempre que o treinador precisa, eles correspondem. Provamos mais uma vez que não estamos a vencer apenas com 11 jogadores. Somos todos uma equipa – uma equipa com um único objectivo.” E que objectivo é esse? Continua Dirk Kuyt: “é por isso que estamos aqui. As meias-finais estão fantásticas, mas sabemos o que é perder um Campeonato do Mundo e agora queremos muito ganhar. Esse é o nosso objectivo.”

Não havendo dúvidas sobre o que move os holandeses, como esperam consegui-lo? Foi a vez de Bruno Martins Indi dar a explicação: “a Argentina é uma excelente equipa, mas a Bélgica teve boas oportunidades contra eles. Vi esse jogo. Todas as equipas têm pontos fortes e fracos. Temos de fazer com que Messi não receba a bola.” Simples assim.

Com uma selecção argentina tão banalizada e messi-dependente, à Holanda só basta anular Lionel Messi. E depois, buscar aquilo que tanto procuram há tanto tempo.

Mas para já, para já, têm de anular Lionel Messi. O que não será uma tarefa de somenos.

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