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Holanda

A laranja mirrou

E pronto. Foi um ar que lhe deu. A Laranja, de mecânica e eléctrica, passou a mirrada, seca e desgraçadamente desinteressante.

Aquela que começou por ser a primeira grande surpresa do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, ao derrotar os Campeões Mundiais em título, a Espanha, por uns concludentes 5 a 1, esgotou toda o seu futebol, como afinal já se tinha visto antes, nomeadamente no jogo dos quartos-de-final, com a Selecção da Costa Rica.

E Louis van Gaal, no meio de isto tudo? Ora aí está uma personagem de insondáveis mistérios, ou como diz muita gente, um verdadeiro intelectual do futebol cujo raciocínio baralha tudo e todos. Porque é que não utilizou, ontem, o milagreiro Tim Krul. O que é que a resolução por pontapés de grande penalidade de ontem tinha de diferente dos de Sábado passado?

Mas afinal, o que é que se passou no jogo de ontem onde, supostamente, se defrontavam uma forte Selecção da Holanda e uma frágil e tímida Selecção da Argentina? É que quem acabou por ir a jogo, foram as fortes defesas dessas duas selecções. Todo o campo estava estruturado para que, tanto de um lado como o outro, as defesas fossem intransponíveis, umas barreiras a impedir a progressão dos atacantes, ou seja, uma maneira de tirar o sal ao futebol. Com tanta e tamanha defesa, acabou por não haver golos. Com a memória do jogo de véspera, ambas as selecções quizeram recatar-se. Chama-se táctica. Ontem o rei da táctica foi outro. Adeus van Gaal, olá Alejandro Sabella. De acusado de pau-mandado nas mãos de Lionel Messi, a mestre táctico. Quando as coisas não são assim, são assado. Ou vice-versa.

Ontem, até foram os holandeses que se apresentaram melhor em campo. Ou pelo menos aparentemente. Trocavam mais e melhor a bola, circulando por todo o campo, aproximavam-se muito rápido, e perigosamente, da baliza adversária. Mas depois… Depois, faltava-lhes a finalização, ou a capacidade para se sobrepor à capacidade defensiva dos argentinos. Estes acabaram por equilibrar as coisas, ao fim de algum tempo, especialmente por intermédio de Enzo Pérez. Até ao intervalo, acabou por não haver grandes proximidades com o golo. As equipas estavam encaixadas e o jogo tornava-se um enorme bocejo (houve jogos mais chatos neste Mundial, mão não eram meias-finais nem oponham duas das escolas mais irreverentes do futebol Mundial).

Holanda

A Holanda gastou todo o seu futebol e, na meia-final, estava seca

Mas o jogo da véspera, entre a Selecção do Brasil e a Selecção da Alemanha levantou uma série de medos que não se esperavam destas duas selecções. Mas foi o que aconteceu. Duas equipas a querer ganhar, mas mais do que isso, a não querer perder e com medo da humilhação.

Ver van Gaal agarrado a uma táctica e sem capacidade de ultrapassar as linhas montadas por Sabella tornou-se constrangedor.

Quando, findo os minutos de jogo e o descontos e o prolongamento e as equipas arrancam para as grandes penalidades, onde está a grande lição táctica de van Gaal? Porque gastou a última substituição numjogador que não veio alterar em nada o jogo jogado e produzido? Terá sido Tim Krul, tão somente um coelho retirado de uma cartola mágica sem significado, que não a lantejoula circense? Porque não ontem? Os jogadores argentinos produzem remates de mais fácil encaixe?

A Holanda foi afastada da final do Campeonato do Mundo por culta própria. Por falta de ambição. Por enredos tácticos que não compreendemos. E a Argentina que ainda não chegou a este Mundial, mas tem Sergio Romero, está na final.

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