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Brasil

A sorte do poste num grande jogo entre sul-americanos que o Chile não merecia perder

Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Cerca de 60.000 espectadores. Bom tempo, com céu azul e algumas nuvens.

Selecção do Brasil – Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo, Fernandinho (72′ Ramires), Luiz Gustavo, Hulk, Oscar (106′ Willian), Neymar, Fred (64′ Jo).

Treinador – Luiz Felipe Scolari.

Selecção do Chile – Claudio Bravo, Francisco Silva, Gary Medel (108′ José Rojas), Gonzalo Jara, Mauricio Isla, Charles Aranguiz, Arturo Vidal (87′ Mauricio Pinilla), Marcelo Díaz, Eugenio Mena, Alexis Sánchez, Eduardo Vargas (56′ Felipe Gutiérrez).

Treinador – Jorge Sampaoli.

Golos – 18′ David Luiz – Brasil 1 – 0 Chile / 32′ Alexis Sánchez – Brasil 1 – 1 Chile.

E começou, às 17:00′ de Portugal continental, um dos mais interessantes jogos dos oitavos-de-final, que opunha a constante candidata ao título e organizadora deste Mundial, o Brasil, a uma outra selecção sul-americana, que venceu os actuais campeões do Mundo em título, que já foram para casa, e que tem apresentado um futebol bastante interessante, o Chile.

Era um jogo entre escolas muito próximas, com uma filosofia de campo muito semelhante.

O Brasil aparecendo em campo com a estrela Neymar, que tem carregado o resto da equipa ao colo, o Chile com Arturo Vidal como estrela de uma equipa que actua em grupo, como um todo.

Era evidente que a selecção brasileira era a candidata à vitória, até pelo historial dos últimos anos entre as duas equipas, mas o Chile era uma equipa que não se apresentava derrotada à priori.

Um grande jogo em perspectiva.

A Primeira Parte

E o jogo começou nervoso e eléctrico. O Chile a tentar subir pelo meio-campo brasileiro. O Brasil a tentar barrar a subida dos chilenos. O Chile começou por sofrer umas faltas. Fernandinho teve uma entrada violenta sobre Charles Aranguiz que o virou ao contrário. O árbitro avisou o jogador brasileiro para ter mais calma nas suas entradas.

O Brasil vai conseguindo afastar, por momentos, a equipa chilena e subir no terreno. Hulk marcou um pontapé de canto do lado esquerdo do ataque brasileiro, mas a jogada acabou com um pontapé forte de Marcelo para fora.

Os minutos iniciais pareciam um grande e rápido bailado, com a bola a surgir a tempos, numa baliza e na outra. Os jogadores estavam rápidos, trocavam bem a bola, mas também a perdiam e recuperavam com a mesma facilidade.

Brasil 1 - 1 Chile

Júlio César observa a bola a entrar na sua baliza, no primeiro golo do Chile

Aos 13′, Hulk ensaiou uma entrada na área chilena e caiu, mas sem falta, e com o árbitro a mandar jogar. 3′ depois foi Neymar que apareceu sozinho na área chilena, mas com o jogador a enredar-se nas suas próprias fintas e a acabar por perder a bola, e a jogada, que até era bastante perigosa. Mas logo aos 18′, Neymar marcou um pontapé de canto do lado esquerdo, Thiago Silva conseguiu dar uma primeira cabeçada para trás e David Luiz apareceu ao segundo poste para cabecear a bola, mas junto com ele apareceu Gonzalo Jara, que se antecipou e deu um toque na bola para o interior da baliza de Claudio Bravo, marcando auto-golo, inaugurando o marcador e colocando o Brasil a ganhar por 1 a 0.

O Brasil cresceu com a marcação do golo. Neymar apareceu várias vezes isolado frente à baliza de Claudio Bravo, mas as jogadas terminaram sem grande perigo. Aos 32′, o Chile recuperou uma bola no meio-campo brasileiro, Arturo Vidal serviu Alexis Sánchez que apareceu isolado de marcação na grande área brasileira e rematou fora do alcance de Júlio César, marcando golo e empatando o jogo.

Na resposta, o Brasil subiu rápido ao último reduto chileno, houve um cruzamento para a cabeça de Neymar que foi directo à baliza, mas Claudio Bravo defendeu para canto. Na marcação do pontapé de canto, houve alguma confusão na área chilena, mas com os jogadores do Chile a conseguirem chutar a bola para longe da área. Na insistência, a bola foi lançada em profundidade para Neymar que fez uma excelente parada da bola, mas depois não foi lesto a rematar e a defesa conseguiu retirar-lha, com Fred ainda a recuperar, mas a chutar muito alto, e para fora.

Alguns minutos depois, e num outro ataque brasileiro, Daniel Alves apareceu à boca da grande área chilena a rematar com muita força e bem colocado, mas com Claudio Bravo a fazer uma grande defesa e a mandar a bola para fora.

Antes do final da primeira parte ainda houve tempo para um contra-ataque chileno, muito perigoso, mas que resultou numa grande confusão frente à baliza de Júlio César, com vários jogadores a tentar chutar na bola e ela a sair pela linha de fundo.

A Segunda Parte

Recomeçou o jogo, e as duas equipas apareceram com vontade de virar o resultado a seu favor. Tal como na primeira parte, assistiu-se a várias subidas, ora de uma, ora de outra equipa, a tentar fazer o golo. E, por várias vezes, ambas as equipas estiveram perto de o fazer.

Aos 56′ Hulk apanhou uma bola à entrada da área chilena, descaído para o lado direito do ataque brasileiro, e rematou à baliza, com um remate tosco que não acertou em cheio na bola, mas que a fez rolar, e passar fora do alcance das mãos de Claudio Bravo, e entrar na baliza. Os brasileiros começaram a festejar o golo de Hulk, mas o árbitro anulou-o por considerar que Hulk parou a bola com o braço, e mostrou-lhe o cartão amarelo. O resultado manteve-se, com empate a 1 golo.

Brasil 1 - 1 Chile

Uma segunda parte equilibrada, com o Chile a controlar muito bem o Brasil

O Brasil irritou-se com esta opção do árbitro, e começou a ficar muito nervoso. A equipa começou a recuar muito no terreno e a permitir a subida perigosa do adversário. Aos 64′, a equipa chilena fez um ataque perigoso, com um remate de primeira de Charles Aranguiz que levou Júlio César a fazer uma grande defesa para parar o remate.

Estava a assistir-se a um grande jogo, onde qualquer uma das equipas poderia marcar o segundo golo. Mas parecia que o Chile estava mais acutilante. No Brasil, assistiu-se a um eclipsar de Neymar.

Aos 74′, a equipa brasileira tentou o contra-ataque, com Hulk a subir muito bem pelo lado esquerdo do ataque, a centrar a bola para próximo da baliza chilena, mas com Jo a falhar escandalosamente uma bola que era só empurrar para dentro da baliza de Claudio Bravo.

Ao aproximar-se o final do jogo, começou a perceber-se um certo nervosismo por parte das duas equipas. Quem sofresse um golo, ficaria em muito má posição. O Brasil tentou atacar mais. Neymar falhou um cabeceamento frente a Claudio Bravo. Depois foi Jo a não conseguir rematar dentro da pequena área. O Chile lá conseguiu sacudir o jogo e arrancar para o meio do terreno. Mas o Brasil voltou a insistir, e Hulk desferiu um grande remate, dentro da área, para grande defesa de Claudio Bravo. O Chile continuava a ter mais posse de bola. Mas o Brasil parecia a estar mais perigoso.

Já no período de compensação, foi a equipa chilena a ter mais e melhores oportunidades, dentro da área, com a bola a ser afastada no limite pela defesa brasileira. O sufoco estava a ser feito pelos chilenos. O Brasil tentava não sofrer nenhum golo e ir para o prolongamento.

O Prolongamento

O Chile conseguiu levar o jogo para o prolongamento.

Mas foi o Brasil que recomeçou melhor o jogo, com Hulk a insistir num contra-ataque e a sofrer uma falta que Neymar viria cobrar mas com a bola a ir para fora.

Aos 93′, Jo teve uma entrada fora de tempo sobre Claudio Bravo, e o guarda-redes do Chile esteve lesionado durante algum tempo. Jo levou cartão amarelo e o jogo continuou.

O Chile apresentava-se mais atacante e mais perigoso, mas o Brasil muito seguro na defesa.

Neymar

Um grande encontro de futebol

A equipa brasileira apostava mais no contra-ataque, principalmente através de Neymar e de Hulk, mas as iniciativas eram sempre quebradas pela defesa chilena e pelo seu guarda-redes.

Aos 103′ de jogo, uma iniciativa isolada de Hulk, que terminou com um grande remate do jogador brasileiro de meio do campo, teve como resposta uma grande defesa do guarda-redes chileno.

Na segunda parte do prolongamento, o Brasil começou mais agressivo e com maior velocidade.

O Chile começou a dar mostras de grande cansaço e a evitar grandes jogadas e grandes correrias. Parecia que o Chile estava a apostar tudo nas grandes penalidades.

O Brasil parecia querer resolver o jogo durante o tempo de prolongamento, mas também se percebia que era maior a vontade que a capacidade. Insistia muito no ataque, mas também se percebia que não tinha grandes soluções para abrir a defesa chilena que estava muito bem fechada.

Nos minutos finais só dava Brasil que estava todo lançado no ataque, com os jogadores chilenos a sentirem tão perto o final, e por isso, a chutar a bola para longe sempre que ela se acercava da baliza de Claudio Bravo.

Mas ao minuto 120, num contra-ataque rápido da equipa chilena, Mauricio Pinilla rematou forte com a bola a explodir na barra da baliza de Júlio César, e o Chile perto de se apurar para os quartos-de-final, e o Brasil perto de ser eliminado. Mas não. Terminou o prolongamento e o resultado manteve-se. E seguiu-se as grandes penalidades.

Grandes Penalidades

Brasil – David Luiz – Marcou.

Chile – Mauricio Pinilla – Falhou. Defesa de Júlio César.

Júlio César

Júlio César, um herói brasileiro

Brasil – Willian – Falhou. Bola ao lado.

Chile – Alexis Sánchez – Falhou. Defesa de Júlio César.

Brasil – Marcelo – Marcou.

Chile – Charles Aranguiz – Marcou.

Brasil – Hulk – Falhou. Defesa de Claudio Bravo.

Chile – Marcelo Díaz – Marcou.

Brasil – Neymar – Marcou.

Chile – Gonzalo Jara. Falhou

Brasil 32 Chile.

Conclusão

Foi uma grande partida de futebol a dar início aos jogos dos oitavos-de-final.

Brasil e Chile demonstraram que eram duas equipas à procura da glória e, conforme se pôde aferir pelo prolongamento, duas grandes equipas que poderiam levar, qualquer uma delas, o jogo de vencida.

Chile & Brasil

Chilenos e brasileiros numa grande partida de futebol

O Chile pareceu ser mais equipa que o Brasil e, ao longo de todo o jogo, foi a equipa que mais pressionou, que mais jogou, e que maior perigo criou. O Brasil apareceu a espaços, nomeadamente através da classe individual dos seus jogadores, em especial Neymar e Hulk.

Mas as duas equipas deparavam-se sempre, também, com dois grandes guarda-redes que defenderam tudo o que havia para defender.

120′ de grande jogo, que poderia levar qualquer uma das equipas aos quartos-de-final. Mas teve de ser as grandes penalidades a resolver o que o jogo jogado não conseguiu resolver.

Júlio César começou por ser o herói brasileiro da partida ao defender as duas primeiras grandes penalidades chilenas, mas depois do Chile se aproximar do Brasil, por dois falhanços brasileiros, o grande herói brasileiro acabou por ser o poste que defendeu o remate de Gonzalo Jara e deu a passagem aos quartos-de-final à Selecção do Brasil.

A Selecção do Chile ficou-se pelos oitavos-de-final, mas caiu de pé, demonstrando que tinha uma grande equipa, e que merecia ter ido muito mais longe.

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