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Selecção Portuguesa

Antevisão: Portugal – Luxemburgo

Nesta altura do campeonato do nosso (quase) descontentamento, só há uma antevisão possível a fazer ao próximo jogo da selecção portuguesa: é necessário ganhar.

E é necessário ganhar por vários motivos e, o primeiro dos quais, e talvez o mais importante, por uma questão de honra. Honra e prestígio. A selecção portuguesa, que é considerada uma das melhores selecções do mundo (tendo estado há vários anos no top das 10 melhores selecções do mundo no ranking da FIFA, está agora em 11º lugar, prestes a ser ultrapassado pela Grécia de Fernando Santos), não pode não ganhar jogos à selecção de Israel. Uma selecção com as ambições da selecção portuguesa não pode perder pontos com selecções como a da Irlanda do Norte. Uma selecção com jogadores como os da selecção portuguesa não se pode passear dentro do campo à espera que o tempo resolva o jogo por eles. Uma selecção que tem Cristiano Ronaldo na sua equipa não pode estar ausente da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol. Uma selecção que já tem um historial como a selecção portuguesa, não pode passar a vida a fazer contas até ao fim, mesmo num grupo em que tem a Rússia como adversário e que deu alguns brindes, que a selecção portuguesa desperdiçou, como a derrota com a Irlanda do Norte.

Depois, é necessário ganhar porque há, ainda, uma ínfima possibilidade de a Rússia perder o último jogo desta fase de apuramento contra o Azerbaijão, lá em casa dos azeris. Mas nesse caso, e para que a selecção portuguesa aproveitasse na sua totalidade a benesse russa, teria de recuperar a diferença de golos que tem para com a selecção da Rússia, ganhando ao Luxemburgo com uma goleada de vários golos.

A seguir, porque uma selecção portuguesa não deve, não pode, nem mesmo em sonhos, não ganhar a uma selecção, objectivamente mais fraca, como a do Luxemburgo. Em caso contrário, é transportar a selecção portuguesa vários anos para trás, onde não era concorrente, não tinha pergaminhos, e não contava para nada, a não ser quando fazia brilharetes como agora fez a selecção de Israel.

Por último, a selecção portuguesa não pode minar o caminho aberto por jogadores como Figo, Rui Costa e João Pinto, que deram uma dimensão a esta selecção que nunca, nem mesmo nos seus melhores momentos com Eusébio e seus pares, que conquistaram Inglaterra em 1966, ninguém tinha dado. Há uma história (a que alguns não ligam, nem dão crédito, por ignorância e despeito) que é preciso respeitar.

A Selecção de Portugal

Ora, a selecção portuguesa chega a este último e importante jogo muito desfalcada. Os dois jogadores do Real Madrid, e peças importantes numa equipa a que

Luxemburgo - Portugal 2012

Hélder Postiga de volta ao onze português

o seu treinador Paulo Bento é averso mudar, Pepe e Cristiano Ronaldo, foram amarelados e ficam de fora deste jogo. Provavelmente já a pensar no jogo do play off. Com as mudanças executadas neste último jogo com Israel, o que é que fica do que era a equipa base do seu treinador?

Rui Patrício continuará a ser o guarda-redes da selecção, mesmo tendo sido o responsável pelo erro que esteve na origem do golo da selecção Israelita. Rui Patríco não desaprendeu de defender e já por diversas vezes deu a vitória a Portugal, ou pelo menos, segurou-a.

Na defesa é que não fica mesmo pedra-sobre-pedra. Pepe era o único resistente, fase às ausências de João Pereira, Bruno Alves e Fábio Coentrão. Agora, provavelmente, será elegido Neto para o seu lugar. Para compor uma manta de retalhos que deve arrepiar o treinador: André Almeida, Ricardo Costa e Antunes. Mas a verdade é que foi um trio que se portou bem. E Ricardo Costa até marcou o único golo de Portugal. Num passe de Antunes.

O meio-campo, que podia ser o único espaço de terreno de volta aos verdadeiros eleitos de Paulo Bento quando ainda se esperava que Raul Meireles ficasse por cá, continua coxo: quem se irá juntar a MiguelVeloso e a João Moutinho? Rúben Micael passou completamente ao lado do jogo com Israel. Quem sobra? Custódio, André Martins e Josué. É difícil substituir Meireles.

No ataque as coisas também não estão para melhor. É de prever o regresso, do muito odiado, Hélder Postiga. É a escolha dos treinadores que devem ver no ponta-de-lança o que o adepto não vê. Mas também é verdade que, por vezes, muito por vezes, tende a ignorar a falta de simpatia dos adeptos e a fazer o que ninguém acredita que fizesse. Paulo Bento não irá prescindir dele, obviamente. E nas alas? Nani, que ninguém viu no último jogo contra Israel, mas que seria um crime lesa-majestade tirá-lo da equipa. É um dos jogadores de Paulo Bento e assim será. Agora, e para a ausência de Cristiano Ronaldo? Há sempre Danny e Varela e, essa surpresa de última hora, Bruma. Provavelmente será Danny o escolhido. Vamos a ver.

A Selecção do Luxemburgo

Da selecção do Luxemburgo o que há a dizer é que é a pedra no caminho que a selecção portuguesa tem de ultrapassar sem tropeçar e sem cair, e de

Luxemburgo - Portugal 2012

No último encontro entre Portugal e Luxemburgo, foi assim

preferência à antiga, com goleada (difícil, muito difícil, mas não impossível).

Esta selecção luxemburguesa  conquistou pontos somente a duas equipas: com a Irlanda do Norte (ganhou em casa e foi empatar fora) e com o Azerbaijão, com quem empatou os dois jogos. Em casa foi goleada por 6 com Israel e por 4 com a Rússia. No entanto, a selecção portuguesa não conseguiu mais que os mínimos: foi ao Luxemburgo ganhar por escassos 2 a 1.

É verdade que não é de esperar grande noite luxemburguesa mas, como esta selecção portuguesa se anda a portar, nada está garantido.

As selecções mais fracas tendem a crescer para as as selecções mais fortes. E já está mais do que confirmado que Portugal dá-se melhor com selecções mais fortes do que com selecções mais fracas.

Espera-se que esta selecção luxemburguesa não seja mais do que aquilo que é, o número 126 do ranking da FIFA. E que Portugal seja aquilo que o levou a ser o que é hoje. Uma equipa forte, coesa e consciente do seu valor.

Equipas Prováveis

Selecção de Portugal – Guarda-redes: Rui Patrício; Defesas: André Almeida, Neto, Ricardo Costa, Antunes; Médios: Miguel Veloso, Josué, João Moutinho; Avançados: Hélder Postiga, Nani, Danny.

Selecção do Luxemburgo – Guarda-redes: Joubert; Defesas: Tom Laterza, Chris Philipps, Laurent Jans, Janisch; Médios: Nelson da Mota, Lars Gerson, Marlo Mutsch, Bensi; Avançados: Martino, Ben Payal.

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