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Arena Amazónia

Arena Amazónia – O elefante branco do Brasil?

Muitos portugueses certamente se recordam dos idos de 2004, quando por essa altura se deu a organização do Campeonato da Europa de Futebol, cuja infra-estrutura, obrigou o país a um investimento de várias centenas de milhões de euros em obras de construção de estádios, vias de acesso, parques de estacionamento e afins, para que durante um épico mês, as principais selecções de futebol da Europa pudessem jogar o Euro 2004. Muitos desses estádios, como o Municipal de Leiria, o Municipal de Aveiro ou o Estádio do Algarve, são hoje estádios à mercê de um louco investimento, não passando de elefantes brancos que algumas autarquias sentem dificuldades para suportar, 10 anos depois. A câmara municipal de Leiria, por exemplo, ainda deve mais de 48 milhões de euros em empréstimos contraídos para a construção do seu estádio.

A mais de 8000 Km de distância e com muitas raízes portuguesas pelo meio, o Brasil parece estar a emergir para aquele que foi o “erro de Portugal”. Manaus é um bom exemplo disso. Uma cidade brasileira em pleno centro da Amazónia, é caracterizada pelos 30º à sombra e uma humidade superior a 80%. Foi lá, por questões técnicas e políticas, que o Estado decidiu construir o Arena Amazónia, um dos estádios que irá receber o Campeonato do Mundo de Futebol que agora começa.

Contra tudo e contra todos, Manaus foi escolhida para ser uma das cidades sedes do Mundial do Brasil, ainda que seja uma cidade sem qualquer tipo de tradição no Futebol, sem qualquer equipa nas principais divisões do Futebol Brasileiro, e sem qualquer ligação aquilo que o negócio da bola. Muitos arriscam-se a dizer que o Arena Amazónia, findo o campeonato do mundo, será um elefante branco de 44.000 lugares inerte e sem utilização prevista.

Um custo que a Amazónia não podia suportar…

Manifestantes

Manifestantes à porta do Arena Amazónia

O Arena Amazónia custou ao Estado 270 Milhões de Dólares, e os campos de treino anexos, mais 16 milhões de dólares. A liga de futebol da Amazónia tem uma média de 500 espectadores por jogo, pelo que é com naturalidade que a cidade de Manaus se encontra dividida. Há quem apoie e fibre com o Mundial, e há quem simplesmente não queira ouvir falar do torneio e dos milhões investidos numa infra-estrutura que em nada servirá a comunidade. Muitos, principalmente índios da Amazónia, irão marchar com arcos e flechas no próximo dia 14 de Junho, altura em que o Arena Amazónia receberá a sua primeira partida, um escaldante Inglaterra VS Itália.

Chegar ao estádio em dias de jogo será uma aventura. Não existe paragem de metro nem de combóio, e os lugares de estacionamento são reduzidos. A única possibilidade são os acessos via autocarro, ainda que as direcções para o estádio estejam mal feitas.

Findo o Campeonato do Mundo, o Arena Manaus será provavelmente o espelho de um investimento mal realizado, tal como outrora aconteceu em Portugal, ou mesmo na África do Sul em 2010. Investimento esse que poderia ter sido realizado em outro tipo de estruturas, como a saúde ou a educação. Mas afinal, de quem é a culpa?

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