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Maradona vs bélgica

Argentina x Bélgica: Um duelo de Gerações

No Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no próximo sábado 5 de Julho, defrontam-se a Argentina e a Bélgica numa partida que, para além de definir o adversário de Holanda ou Costa Rica nas meias finais, será também uma reedição da história tendo em conta os escassos, mas decisivos, jogos entre estas duas nações.

Tendo-se encontrado em quatro ocasiões ao longo da história, a Argentina foi quem mais vezes levou a melhor ao triunfar em três ocasiões contra apenas uma vitória melga. Ainda assim, a idade remota da primeira partida (Jogos Olímpicos de 1928) faz com quem o resultado diga pouco dos jogos dos dias de hoje. À altura, a seleção das Pampas venceu por 6-3 com Domingo Tarasconi a ser o heróis dos sul-americanos devido aos três golos que marcou enquanto que o ainda 5º melhor marcador da história belga, Raymond Braine, fez um dos três golos dos Diabos Vermelhos.

Em 1982, em Espanha, a Bélgica venceu por 1-0 a Argentina.

Em 1982, em Espanha, a Bélgica venceu por 1-0 a Argentina.

Depois destes jogos olímpicos, já em 1982 no Mundial de Espanha, defrontaram-se ainda na fase de grupos, com a Bélgica a vencer por 1-0 uma Argentina que contava já com Diego Maradona, ainda com 21 anos, enquanto que os belgas possuíam ainda uma equipa de poucos atletas de renome. Em 1984, no único amigável entre as duas equipas, a Argentina ensaiou para o Mundial 1986 e venceu a Bélgica por 2-0.

Foi então nesse Mundial de 86, que aconteceu no México, que a Argentina desferiu a derrota, emocionalmente, mais pesada à Bélgica. Depois de ter ultrapassado a fase de grupos como a melhor 3ª classificada, a Bélgica eliminou, no tempo-extra, a União Soviética e, nos penaltis, a Espanha, enfrentando então a Argentina nas meias finais. Tendo já assegurado a melhor campanha de sempre num Mundial de Futebol, a Bélgica acabou por ser afastada nas semi-finais pela equipa que se viria a tornar campeã do Mundo e que contou para isso com a graciosa ajuda de El Pibe, que marcou os 2 golos do triunfo argentino diante dos belgas neste Mundial.

Agora em 2014, 28 anos depois, as duas nações voltam a enfrentar-se em condições semelhantes, sendo que apenas diferem os nomes. Mais uma vez, na América do Sul, no entanto, sem Maradona, a Argentina dispõe agora de Messi, que vem acompanhado de outros astros como Dí Maria ou Lavezzi, enquanto que a Bélgica se apresenta com aquela que é já conhecida como a melhor geração de sempre do futebol belga. De todos, Eden Hazard é provavelmente o mais carismático, no entanto, Marouane Fallaini, Romelu Lukaku, Vincen Kompany e/ou Thibaut Courtois são muitos dos nomes de topo que esta seleção aqui apresenta, tendo mesmo por isso um dos mais valiosos planteis em prova.

Até atingirem estes quartos de final ambas as equipas acumularam 100% de vitórias tendo Messi sido peça fulcral da Argentina, enquanto que a Bélgica tirou sempre partido das substituições de Marc Wilmots que acabaram sempre por se revelar acertadas. Serão então estas as armas que os técnicos usarão para seguir em frente?

Marc Wilmots prima pela descrição e recusou já comentar a forma como pretende travar Messi ou como pretende fazer a sua equipa jogar. Wilmots destacou ainda a excelente prestação que os Diabos Vermelhos conseguiram na fase de grupos, onde venceram todos os jogos ainda que com um futebol não muito vistoso. Depois disso, nos oitavos frente aos EUA, a equipa soltou-se e futebol bonito apareceu, com Wilmots a apelidar o jogo belga de “natural”. Ainda assim, o triunfo nesta primeira eliminatória, mais uma vez, aconteceu apenas depois do treinador ter mexido na equipa, tendo a entrada de Lukaku na partida sido o fundamental para os dois golos da vitória.

Uma das maiores rivalidades da Liga BBVA promete continuar a dar que falar no Mundial.

Uma das maiores rivalidades da Liga BBVA promete continuar a dar que falar neste Mundial 2014.

Já o técnico sul-americano, Alejandro Sabella, foi ainda mais restrito que Wilmots no que permitiu aos jornalistas observar, tendo apenas sido visível a recuperação de esforço que a equipa tem realizado. Desde o jogo frente à Suíça que têm sido poucas as oportunidades dos atletas argentinos para tocarem na bola, sendo os treinos mais redirecionados para a recuperação física. Para além das dúvidas em redor da permanência de Gago no 11 inicial, a única certeza que se tem acerca do grupo das Pampas é que Marcos Rojo, suspenso, não actuará na partida sendo substituído por José María Basanta.

Para além de todas as rivalidades colectivas, observa-se ainda o duelo individual entre dois dos melhores actuais jogadores nas respectivas posições, Lionel Messi, do Barcelona, e Thibaut Courtois, do Atlético de Madrid, que ao longo da época desportiva 2013/14 se defrontaram por 6 vezes, sem que o avançado argentino tenha conseguido marcar qualquer golo ao guardião belga. De destacar ainda que, para além de Messi nunca ter batido Courtois, o Barcelona também não conseguiu vencer nenhum desses 6 jogos, tendo 5 acabado em empate e 1 com a vitória do Atlético que acabou por ser campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, provas onde os triunfos diante do rival foram fulcrais.

Será então Courtois capaz de manter esta superioridade no duelo com o, já 4 vezes Bola de Ouro, Leo Messi? Teremos oportunidade para esclarecer todas as questões por volta das 17h, hora de Lisboa, quando no amanhã, sábado 5 de Julho, as duas seleções se defrontarem no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, em jogo a contar para os quartos de final do Campeonato do Mundo do Brasil.

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