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França

Au revoir, les enfants

E pronto. Já está. Alguma altura, tinha de ser a altura. A selecção francesa terminou o seu périplo pelo Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. Agora é a vez de deixar o lugar aos campeões – os multi-vencedores Selecção do Brasil, Selecção da Alemanha e Selecção da Argentina – e à sua colega de finais preferida: a Selecção da Holanda.

Ninguém dava nada por esta tricolor que desde o Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul, se arrastava pelos relvados, tendo conquistado o direito a estar no Brasil in extremis, num último grande esforço ultrapassando a selecção ucraniana sobre a linha da meta.

Então, ninguém dava nada por estes gauleses e eles chegaram ali e disseram presente e que estavam ali para dignificar o seu país e o futebol que executam, ao mesmo tempo que davam asas à transformação de uma selecção que estava a ficar velha, cheia de manias, e pouco criadora. Nem a falta que, evidentemente, fez Franck Ribéry, a sua maior estrela, roubou à Selecção de França o direito de ser uma selecção com um futebol recomendável, vitorioso e que produziu jogos que soube bem ver, alguns deles com golos, muitos golos, que é o que toda a gente mais gosta de ver, os golos.

Didier Deschamps, com o seu trabalho no Brasil, conseguiu, contra (quase) todas as expectativas, chegar aos quartos-de-final, ganhar uma equipa e antever um futuro promissor. Como o próprio Deschamps afirmou, depois do encontro com a selecção alemã, onde foram eliminados, “estou muito orgulhoso do que os meus jogadores realizaram durante este Campeonato do Mundo.” E bem pode dizê-lo. A França, que conhecemos dos últimos anos, travestiu-se de equipa capaz, e com um futebol bonito e cativante. E continuou o seleccionador de França: “espero que esse grupo de jogadores possa continuar junto por muito tempo. Tenho muito trabalho a fazer com eles, mas as coisas são realmente promissoras. Precisaremos manter esse ímpeto e essa qualidade. Apesar de eu estar chateado e decepcionado no momento, [pela eliminação do Campeonato do Mundo pela selecção alemã] preciso lembrar que há muitos aspectos positivos.”

Karim Benzema

No final dos quartos-de-final, Karim Benzema era o jogador mais importante no ranking da FIFA

E foram esses aspectos positivos que os próprios franceses encontraram no trabalho dos bleus, tanto que houve bastantes adeptos a esperarem a selecção à sua chegada a Paris. E não foi para desancarem nos representantes da república, mas para os incentivarem pelo excelente trabalho produzido, e garantirem que acreditam que este grupo de trabalho, este jogadores, a maior parte deles ainda muito novos, tem a simpatia dos franceses que acreditam que ainda podem vir a fazer coisas bonitas e, quem sabe, a dar muita alegria à França que, em 2016, vai organizar o Campeonato da Europa de Futebol, o primeiro com 24 equipas (em 2012, no Europeu da Polónia/Ucrânia estiveram presentes 16 equipas).

Este foi também o Mundial que marcou o adeus de Mickaël Landreau, guarda-redes que não esteve nas tristezas do Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul, nem do Campeonato da Europa de 2012, na Polónia/Ucrânia, embora tenha no seu currículo a presença no vice-campeonato de 2006, na Alemanha.

Num ano em que muitas equipas favoritas, e ex-campeãs do Mundo, abandonaram cedo o torneio, a selecção francesa mostrou que tem folga para o futebol que anda a jogar e que pode ampliar num futuro muito próximo. Na lista dos Melhores Jogadores do Mundial, para a FIFA, logo depois do final dos jogos dos quartos-de-final, apareceram dois franceses nos três primeiros lugares, Karim Benzema, em primeiro, e Raphaël Varane, em terceiro, separados por James Rodríguez, da Colômbia. Já estão os três fora do Mundial.

Au revoir, les enfants. Até à próxima.

Grow-maienza, who recently completed her 21st http://writemyessay4me.org/ year teaching at truman state

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