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Adeptos Bosnia

Bósnios à procura de paz

A Bósnia-Herzegovina faz a sua estreia numa grande competição internacional quando se completam vinte anos dos seus primeiros jogos internacionais, numa época em que ainda não eram, sequer, uma federação reconhecida pela FIFA. Por essa altura, os bósnios tinham outras preocupações em mente, num país assolado por uma guerra que provocou milhares de mortes. Adnan Filipovic, um dos bósnios que acompanha a equipa no Brasil, explica porque é que faz tanto sentido estar no Brasil. “De certa forma, sentimos que todas essas pessoas nos acompanham até aqui, estão vivas na nossa memória”. A Bósnia-Herzegovina não poderia ter presença com maior significado neste Mundial.

Pacificar sentimentos

A família de Adnan Filipovic fugiu de Banja Luka quando ele tinha apenas onze anos, encontrando uma nova vida nos Estados Unidos. “Apesar de termos encontrado conforto, é impossível esquecer o que se passou. Poderia dizer que vim até ao Brasil para me tentar pacificar com o meu país e com as memórias que tenho. Até hoje, eu não sabia o que era vencer. E ver a nossa bandeira no Maracanã passou a ser uma espécie de vitória para nós”.

Vlad Ibisevic, que ficará para a história como marcador do primeiro golo dos bósnios num Mundial, é também alguém marcado pela guerra. O seu avô foi assassinado por soldados sérvios que queimaram a aldeia onde viviam e ele, junto da sua mãe e irmã, teve que se esconder em florestas para escapar a tal destino. Dzeko, que é considerado o melhor jogador da equipa, também define a sua infância como uma mistura de “tiros, bombas e guerras”. Para todos eles, estar num Mundial, é sinónimo de uma conquista improvável, após o sofrimento.

Honra e orgulho

Outro refugiado bósnio,Mirna Mahmutcehajic, atualmente a viver na Noruega, fala do orgulho que sente ao ver a seleção bósnia jogar. “É o futebol que nos tem unidos, a todos aqueles que se viram obrigados a fugir do país. Sentimos que podemos construir algo, agora, que nos vamos levantando do chão.” Safet Susic, o treinador, explora esse sentimento, e depois de uma exibição de garra frente à Argentina, aposta agora na primeira vitória da seleção, perante a Nigéria.

Lesões e alterações táticas

Susic estará em dúvida sobre se apresentar um sistema mais conservador, com Dzeko sozinho na frente, ou recuperar um 4x4x2, com Ibisevic a ser premiado com a titularidade. No entanto, existem preocupações com as lesões. O capitão Spahic foi dispensado do treino de ontem devido a um problema no joelho, enquanto Salihovic ainda continua a tentar recuperar de problemas que o mantém longe da sua melhor forma. No entanto, para o treinador-adjunto Borce Sredojevic, “Spahic deverá jogar. Acredito que a sua vontade superará qualquer problema físico”. É também desta crença que se faz a presença da Bósnia-Herzegovina no Mundial do Brasil.

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