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Dzeko Bosnia

Brasil, dezanove anos e uma guerra depois

Dezanove anos depois do primeiro jogo oficial da Bósnia Herzegovina, a seleção do jovem país dos Balcãs estreia-se numa fase final de um Mundial de Futebol. E qual seria o cenário perfeito para esse momento altamente simbólico? O Maracanã, no Rio de Janeiro, pátria do futebol moderno e diante de uma das melhores equipas do mundo, a Argentina. Todos os ingredientes reunidos para assistirmos a um hino ao futebol que será também um marco histórico. Só pela presença no Brasil, o grupo orientado por Safet Susic já fez uma tremenda conquista. O que não significa que estejam prontos para voltar a casa. A Bósnia quer mostrar aos argentinos e ao mundo o futebol de que é capaz.

De Zagreb a Triana só com nove

Muhamed Konjic, Big Mo como ficou conhecido, foi o capitão bósnio nesse jogo inaugural, há dezanove anos. Se na altura, alguém lhe dissesse que hoje a sua seleção estaria prestes a estrear-se no Campeonato do Mundo do Brasil, diante da histórica Argentina, seria olhado como louco. Afinal, quando essa comitiva embarcou no avião que os levaria a Triana, na Roménia, levava apenas nove jogadores, era suposto que os restantes se reunissem no destino. No papel, Guerra dos Balcão estava terminada, mas a situação era tão recente que os atletas bósnios continuavam espalhados. Foram vários os que não conseguiram responder à convocatória e até ao momento em que entraram no relvado a Bósnia Herzegovina não sabia se ia conseguir elementos suficientes. Neste Domingo, 15 de Junho de 2014, o antigo capitão estará no Brasil, num camarote, cumprindo as suas novas funções de comentador televisivo, assistindo aquilo que considera nada menos que “um milagre”.

Merecer o Maracanã

Não faltará carga histórica a este Argentina-Bósnia. Sessenta e quatro anos depois da final da Copa de 50, o Maracanã volta a receber um jogo de seleções de futebol. Recebe um dos maiores jogadores de todos os tempos, o argentino Leonel Messi, e apadrinha a estreia de um jovem país na fase final de um Mundial de Futebol da FIFA. Para estar no Brasil a Bósnia Herzegovina venceu o Grupo G de qualificação europeu, com os mesmos pontos da Grécia mas com mais do dobro de tentos marcados. Foram oito vitórias em dez jogos, e só a dupla atacante – Edin Dzeko e Vedad Ibesevic – foi responsável por dezoito golos. Escapou assim a um terceiro play-off com Portugal, que em duas ocasiões privou os bósnios da ansiada estreia.

Marcar mais um que a Argentina

O único elemento da comitiva bósnia que sabe o que é competir num mundial é o selecionador Safet Susic. No Espanha 82 e Itália 90, o técnico representou a Jugoslávia. E as palavras do antigo médio não deixam dúvidas quanto à carga simbólica de estar pela primeira vez neste palco. “É, provavelmente, a coisa mais importante para o nosso país, depois da independência. Passamos por uma guerra terrível, e as feridas ainda estão a cicatrizar. As pessoas ainda sofrem e o que a seleção de futebol conseguiu deu-lhes algo positivo a que se podem agarrar”.

A estrela da companhia é o avançado do Manchester City, Dzeko, mas esta formação bósnia está repleta de bons executantes, a sua maioria a atuar na Bundesliga. Não se espere, portanto, um grupo excursionista. Não lhe falta talento, organização e capacidade competitiva. E mesmo sabendo que vão defrontar uma frente de ataque de luxo – Messi, Aguero e Di Maria – não se perspetiva o aparcar do famoso “autocarro”. Susic avisa, “sou o tipo de treinador que quer marcar mais um golo que o adversário. Não sei se vamos ser capazes de o fazer à Argentina. Mas é essa a nossa filosofia para atingir os nossos objetivos.

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