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Selecção do Brasil

No mundo do futebol é costume dizer-se que Deus é brasileiro. E, para o que aqui interessa, o futebol, as suas vitórias, as suas alegrias e a magia do toque na bola que faz dançar o adepto pela alegria contagiante, não deve andar longe da verdade: a Inglaterra inventou o futebol, mas o Brasil aprendeu a jogá-lo melhor que ninguém. A Selecção Brasileira de Futebol é a única equipa a estar presente em todos os Campeonatos do Mundo. É a equipa que mais Campeonatos do Mundo ganhou, com 5 vitórias. Já ganhou a Copa América por 8 vezes. Ganhou a Taça das Confederações por 4 vezes. No total, e juntado as selecções brasileiras dos diversos escalões, o Brasil já ganhou 72 títulos internacionais oficiais. E, além de tudo isto, o Brasil é a terra de Pelé, Garrincha, Tostão, Sócrates, Falcão, Zico, Romário, Ronaldo e Ronaldinho.

História da Selecção

Tudo começou em 1914. Enquanto a Europa se preparava para uma horrível guerra que iria consumir os seus homens na flor da idade (mais de 15 milhões de mortos de forma directa e mais uns milhões não quantificados de forma indirecta) e que mais tarde se alargaria a todo o Mundo, o Brasil criava a CBD - Confederação Brasileira de Desportos -, que em 1979 se transformava em CBF – Confederação Brasileira de Futebol, e montava a sua primeira selecção para jogar contra o Exeter City, de Inglaterra, e ainda nesse mesmo ano, contra a selecção Argentina que se tornaria, a par do Uruguai, um dos grandes rivais do que seria a selecção Canarinho. O Brasil venceu esse mesmo jogo em Buenos Aires e conquistou o primeiro troféu da sua história: a Copa Roca. Mas o primeiro grande título da Selecção Brasileira foi o Campeonato Sul-Americano de 1919 (actual Copa América), tendo ganho 1 a 0, precisamente, ao Uruguai.

Mas estes primeiros anos da Selecção Brasileira não reflectiam o que a equipa seria no futuro. No Campeonato do Mundo de 1938 no Uruguai, que

Confederação Brasileira de Futebol

A Confederação Brasileira de Futebol faz em 2014, 100 anos

seria campeão, o Brasil não passaria da primeira fase, como, aliás, no campeonato seguinte, em 1934, em Itália, e que a selecção da casa ganharia. Já em 1938, no Campeonato do Mundo em França, e onde a Itália bisaria, o Brasil conquista, pela primeira vez o pódio, ficando em 3º lugar, vencendo, no último jogo a selecção da Suécia por 4 a 2.

Depois da paragem de 12 anos, forçada pela Segunda Grande Guerra, a Selecção Brasileira recebe o maior balde de água fria da sua história ao perder, na final, na sua própria casa, no campeonato que tinha organizado, 2 a 1 com a eterna rival selecção do Uruguai que se torna, em 1950, campeã pela 2ª vez na sua história.

O Início da Glória

Mas em 1958 tudo mudaria. No Campeonato do Mundo na Suécia, já com o actual equipamento amarelo e azul (até 1950 jogava de branco), e com Pelé e Garrincha na equipa, com um psicólogo para ajudar às mazelas provocadas pelo Mundial de 1950 e um dentista para tratar das bocas de jogadores de origens humildes, o Brasil ultrapassou a Inglaterra, a União Soviética e a Áustria, na fase de grupos, e depois o País de Gales e a França, chegando à final com a equipa da casa, a Suécia, que derrotou com um concludente 5 a 2, utilizando o equipamento de reserva da própria selecção sueca por os brasileiros não terem outro equipamento e terem de defrontar a selecção da casa que também equipava de amarelo.

Quatro anos mais tarde, no Campeonato do Mundo no Chile, a selecção brasileira, como muito Garrincha e pouco Pelé, voltaria a bisar, vencendo, na final, a Checoslováquia por 3 a 1.

Em 1966, no Mundial de Inglaterra, no mundial de Eusébio e de Portugal (que ficaria em 3º lugar), a selecção brasileira consumiu-se a ela própria, perdida em jogos de interesses e interferências várias.

Com uma caminhada exemplar, a selecção brasileira chegaria 4 anos mais tarde ao mundial do México em máxima força e cheia de esperança mas não evitaria, contudo, uma chicotada psicológica com uma mudança de treinador antes da fase final. A Selecção do Brasil acabaria por ganhar o seu 3º Campeonato do Mundo, com aquela que seria considerada a melhor equipa de todos os tempos e levaria consigo, para casa, finalmente e pela primeira vez na história dos mundiais, a Taça Jules Rimet que seria roubada e destruída. Mais tarde o Brasil receberia uma réplica da taça que poderia, finalmente, guardar.

O Interregno

Entre 1970 e 1994, o Brasil andou pelas ruas da amargura. Foram anos de chumbo para um país que se habituou a ver no futebol a maior das maravilhas do mundo.

Em 1982, no Campeonato do Mundo de Espanha, que a Itália ganharia, o Brasil tinha o que muitos consideravam uma das melhores, se não mesmo a melhor equipa de sempre: Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Toninho Cerezo e Luizinho. Mas esse, estava escrito, seria o mundial de Paolo Rossi que marcaria 3 golos ao Brasil, na vitória por 3 a 2, e mandaria a selecção canarinho para casa.

Dos Mundiais de 1986, no México, ganho pela Argentina e 1990, em Itália, ganho pela Alemanha, não reza a história. Foram Campeonatos do Mundo sem a beleza do futebol dos meninos de praia. O Brasil ausentava-se da glória.

O Regresso

Brasil em 1994

1994 foi o ano do tetra, numa final sem golos com a Itália

O regresso à glória dá-se em 1994, nos Estados Unidos, numa altura em que o Brasil não era favorito, tendo feito uma fase de qualificação muito fraca e apresentado um futebol triste e muito defensivo. Mas, pouco a pouco foi passando as diferentes etapas, chegando a derrotar a selecção da casa a 4 de Julho, o Dia da Independência. Na final acabaria por derrotar a selecção italiana nos penaltis depois de um dramático jogo sem golos. O Brasil tornar-se-ia a primeira selecção a ganhar o tetra campeonato e, também, a primeira selecção a ganhar um campeonato através da marcação de grandes penalidades.

Com um interregno dramático no Campeonato do Mundo de 1998, em França, onde a selecção brasileira seria dizimada na final por uns concludentes 3 a 0 pela selecção anfitriã comandada pelo genial Zinédine Zidane, num jogo cheio de peripécias onde se inclui uma bizarra história com Ronaldo que não estaria em condições, tendo ido ao hospital, mas aparecendo em cima da hora do jogo garantindo estar em condições e tendo-se, afinal, arrastado pelo campo durante todo o jogo, sendo uma sombra de si próprio, o Brasil recuperaria o seu estatuto único e original, voltando a ganhar o Campeonato do Mundo de 2002 na Coreia do Sul / Japão.

Mais uma vez o Brasil partiu para esse mundial envolvido em confusões, pressões, e enormes problemas entre os quais as inúmeras mudanças de treinador (5!), tendo ficado, no final, com Luis Felipe Scolari, que levantaria uma grande gritaria no Brasil ao convocar Ronaldo que estava praticamente há 2 anos sem competir, e tendo vivido o que viveu na final em França mas que se tornaria o melhor marcador da prova, com 8 golos, e ajudando a selecção brasileira a ganhar todos os jogos e, mais uma vez a fazer história, ao garantir o penta campeonato.

Nova Travessia no Deserto

Os dois campeonatos seguintes foram de desilusão para os brasileiros. Em 2006 na Alemanha e em 2010 na África do Sul, o Brasil não conseguiu chegar às meias finais, o que constituiu um rude golpe a quem se habituara a ser sempre considerado potencial vencedor. No primeiro foi eliminado pela França, verdadeira besta negra do Brasil, que seria a equipa vice-campeã ao perder na final com a Itália que ganharia o seu tetra. No segundo seria eliminado pela selecção holandesa, por 2 a 1, e que seria, também ela, a selecção vice-campeã ao perder na final para a selecção de Espanha que, ganharia aqui, o seu primeiro Campeonato do Mundo.

E Agora, Brasil?

Apurado desde o início para o Campeonato do Mundo de 2012, por ser o país anfitrião, o Brasil voltou a chamar o treinador campeão, Luiz Felipe Scolari. Mas até agora os jogos de preparação e amigáveis não têm sido de muita feição para os filhos de Vera Cruz. Mas como sempre, é no campeonato que se vai descobrir o que é que o Brasil tem. Tem jogadores, muitos e bons. Tem treinador campeão. Tem público ávido de ser campeão em casa e vingar 1950. Tem toda uma nação a clamar por vitória. No final, logo se vê. Até porque o Brasil é o Brasil. É sempre um potencial vencedor. Pode estar bem e perder. Pode estar mal e ganhar. Mas é preciso não esquecer que a selecção brasileira joga o mundial em casa. Tem milhões a torcer pela sua selecção. O seu país está no melhor momento dos últimos anos. Tudo se conjuga para uma vitória. Vamos ver se, como se

Luiz Felipe Scolari

Luiz Felipe Scolari é pela segunda vez o seleccionador do Brasil

diz, Deus é brasileiro.

Treinador

Luiz Felipe Scolari é um treinador de excepção. Com provas dadas. Seja em clubes ou em selecções. Com as mais recentes excepções no Chelsea e no Palmeiras, Scolari tem um trajecto vencedor, com inúmeros títulos no seu palmarés e várias vitórias pessoais. Ganhou vários campeonatos estaduais no Brasil, várias copas e campeonatos do Brasil, no Kwait e no Uzbequistão. Ganhou a Taça Libertadores da América. Ganhou o Campeonato do Mundo e a Taça das Confederações. Além de outros troféus de menor importância.

Prováveis Convocados

Guarda-Redes: Júlio César; Jefferson.

Defesas: Daniel Alves; Maicon; Marcelo; Maxwell; Thiago Silva; David Luiz; Dante; Henrique, Vitinho.

Médios: Fernando; Hernanes; Luiz Gustavo; Paulinho; Ramires; Lucas; Óscar; Kaká.

Avançados: Hulk; Bernard; Neymar; Fred; Jô; Robinho; Pato; Ronaldinho.

As Estrelas

Neymar

Neymar é a grande estrela da selecção brasileira

Ainda com muitas provas por dar, a grande estrela da companhia é Neymar. Com uma boa recepção por parte da comunicação social, Neymar antes de ser já o era. Os ecos dos seus jogos no Brasil invadiram a Europa. O interesse do Barcelona aguçou o apetite e, mesmo sem ser visto a jogar, Neymar já era uma estrela.

Depois há toda uma série de jogadores de excepção que, se estiverem em forma na altura do campeonato, e forem convocados, poderão fazer a diferença.

Na defesa, Marcelo, David Luiz e Thiago Silva são valores seguros com provas dadas nos seus clubes.

No meio-campo, os grandes nomes são Hernanes, Ramires e Óscar. Kaká, que passou muito tempo na sombra no Real Madrid, lança expectativas sobre o que poderá fazer no Milan e se recupera o seu estatuto.

Na frente de ataque, para além do referido Neymar, os grandes nomes são Fred e Robinho. Ronaldinho é uma incognita (embora tenha feito uma grande época), e Hulk, desde que deixou o F. C. Porto não voltou a ser o desequilibrador que era.

Equipamentos

Brasil A 2014 Brasil B 2014

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