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Camarões

Camarões: roteiro de uma crise

Acordar difícil e pesado em Yaoundé, esta manhã, depois da seleção dos Camarões ter perdido todas as hipóteses de se manter em prova no Mundial, goleado pela Croácia. No centro das queixas dos adeptos está Alex Song, principal visado devido ao cartão vermelho infantil que precipitou a queda camaronesa. O jogador é referido com verdadeira cólera, que o acusam de enorme falta de “maturidade”, dada a falta de razão para um gesto tão vil. Para além disso, a jogar com menos um jogador em campo, tornou-se impossível competir. No entanto, os males dos Camarões não se concentraram, apenas, no jogador do Barcelona.

Itandje, de Jesus a Judas

O guarda-redes camaronês teve uma atuação lamentável na partida de ontem, levantando fundadas suspeitas sobre o seu desinteresse nesta partida. A verdade é que Itandje nunca foi um jogador muito amado nos Camarões, devido à sua inconstância na baliza, mas exibições recentes, sobretudo na qualificação, fizeram acreditar que ele poderia merecer a redenção.

A sua atitude, sobretudo no terceiro e quarto golos dos croatas foi, a todos os níveis, lamentável, deixando alguma desconfiança sobre as suas atenções. Por outro lado, pode também dizer-se que a linha defensiva esteve, toda ela, perdida dentro do relvado, deixando o seu guarda-redes muito abandonado. A questão técnica é outra das coisas a levantar vozes entre os adeptos dos Camarões.

O mal de Finke

Volker Finke foi um herói ao conseguir levantar os Camarões das cinzas e a qualificar a equipa para este Mundial, mas fica-se na dúvida sobre a sua preparação para orientar esta equipa na prova. Ontem, sentindo-se obrigado a mexer na equipa depois da derrota com o México, entrou em campo com Mbia encostado ao lado direito, perdendo um dos seus jogadores mais dinâmicos do meio-campo e colocando-o numa posição onde o sevilhano não rendeu. Toda a equipa parecia uma manta de retalhos, com o “alemão” Joel Matip a servir de bombeiro para apagar fogos em toda a linha defensiva, mas também a sentir a necessidade de aparecer na área adversária.

No ataque, o caos estava instalado. Aboubakar nunca foi capaz de justificar a sua titularidade, com Salli, que entrou apenas para os quinze minutos finais, a ser um elemento muito mais ativo. O único jogador a destacar-se acabou por ser Moukandjo, que tentou, por várias vezes, mexer na frente de ataque dos Camarões, na busca do golo. O jogador do Nancy, no entanto, revelou também sempre uma preocupante tendência para o individualismo, acabando isso por originar o momento mais estranho do jogo. Assou-Ekotto, como que pedindo-lhe justificações após um falhanço nos minutos finais, atacou-o com uma cabeçada.

Vê o vídeo:

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