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Estádio Maracanã

Campeonatos do Mundo de Futebol em Países Ricos

Ora bem, é um país em desafogo financeiro? Sem grandes problemas políticos, quer interna, quer externamente? É um país central? Uma país com boa vizinhança? Um país politicamente correcto? Então pode vir a ter a organização de um futuro Campeonato do Mundo de Futebol [diga-se também, que a lista de potenciais candidatos acabou de ser reduzida drasticamente].

Isto porque, avisa-se já, a FIFA está cansada. Cansada dos problemas que as últimas escolhas de países organizadores lhe tem causado. Primeiro foi a África do Sul e os enormes atrasos na entrega dos estádios. Depois, está a ser o Brasil, cujos atrasos na entrega dos estádios ainda está a ser mais preocupante do que já tinha sido na África do Sul, mais a falta das estruturas temporárias que ninguém quer pagar, para além das manifestações contra a organização do Campeonato do Mundo que o Brasil está a sofrer por parte dos próprios brasileiros.

De seguida adivinham-se já, também, os problemas com a Rússia 2018, numa altura em que os russos começaram a invadir e a anexar partes da Ucrânia, o que está a por o Mundo ocidental em ebulição, e já levou a Rússia a ser afastada do G8, que, para já, passou a G7, não sendo preciso imaginar muito para perceber que virão aí muitos boicotes à organização russa do Campeonato do Mundo de Futebol – e basta lembrar alguns dos problemas com a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, onde a actuação de grupos de milícias contra, por exemplo, as activistas Pussy Riot levantou enorme indignação. Por último, toda a celeuma que está a ser levantada com a escolha do Catar para 2022, que se tornou, já, um caso de polícia.

Portanto, percebe-se o cansaço da FIFA. É claro que a isto é preciso juntar as guerras internas a que a própria FIFA vai estar sujeita, numa altura em que se fala de um fim de ciclo para Joseph Blatter e da entrada na corrida do Presidente da UEFA, Michel Platini, que é um dos líderes de uma corrente que acha que só os países mais desenvolvidos deveriam organizar um evento com a dimensão e a responsabilidade de um Campeonato do Mundo de Futebol. É de lembrar que a UEFA acabou de acordar, por unanimidade, a organização da Liga das Nações, fechando-se mais sobre si própria e tentando manter o poder dentro das suas fronteiras, ou seja, da Europa. Para onde, previsivelmente, Michel Platini quererá trazer de volta o Mundial, com as prováveis excepções dos Estados Unidos, Austrália, Japão e Coreia do Sul.

Mas no horizonte, a situação mais complicada será mesmo a do Catar, onde a corda foi, realmente, muito esticada, e onde o poder da FIFA quis ir mais longe e onde, obviamente, os problemas se tornaram, já, também, e a esta distância, de uma enormidade de todo o tamanho. O FBI americano investiga a compra de votos. A comunidade internacional olha com apreensão a grande quantidade de imigrantes ilegais que morreram na sequência de inúmeros acidentes nas obras do Mundial. E, last but not least, as elevadas temperaturas que normalmente se fazem sentir no Catar durante os meses de Junho e Julho, altura em que normalmente se realizam os jogos do Campeonato do Mundo, já levou a FIFA a pensar em alterar a data do Campeonato do Mundo de 2022 para o Inverno.

Enfim, vive-se uma balbúrdia. A FIFA está cansada, mas espera-se que consiga resolver todos os problemas que, afinal, foram criados por ela própria.

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