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Carlos Queiroz

Carlos Queiroz em Defesa do Irão

Numa recente entrevista à Folha de S. Paulo, diário brasileiro de São Paulo, o português Carlos Queiroz toma a defesa da sua selecção e do país que ela representa: o Irão. No seu já habitual estilo queixoso, Carlos Queiroz diz que as sanções económicas sobre o país afecta, muito, a selecção do Irão. Mas garante que, dentro das fronteiras, e a viver o dia-a-dia com os iranianos, estes são como todos os outros povos e o Irão é como todos os outros países. Só que, sem condições, ou com falta delas. A escassez de dinheiro no país, reflecte-se em tudo. No caso concreto da selecção de futebol que está a preparar-se para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, são notórias as ausências de infraestruturas, de campos de treino, a falta de viagens e de jogos preparatórios com equipas de topo para os quais, diz, não existir verbas. Sendo impossível marcar jogos amigáveis com essas selecções de topo, não são jogos contra o Kuwait ou a Tailândia que vão fazer crescer o futebol da selecção iraniana.

Objectivo: Oitavos-de-Final

Contudo, Carlos Queiroz é bastante ambicioso. Mesmo com todos estes condicionalismos, garante que o objectivo a que se propôs nesta segunda fase – lembre-se que o objectivo primeiro de Carlos Queiroz quando aceitou treinar a selecção do Irão, três anos atrás, era a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo,

Selecção do Irão

Carlos Queiroz ambiciona passar aos oitavos-de-final com a selecção iraniana.

objectivo que atingiu – com a sua selecção, foi a passagem aos oitavos-de-final, mesmo lembrando que está num grupo que tem como adversários a Argentina, a Nigéria e a Bósnia Herzegovina.

Carlos Queiroz quer dar essa prenda aos iranianos, povo que, segundo o treinador, é apaixonado pelo futebol, não sendo necessário promovê-lo, como a FIFA vai fazendo, por exemplo, nos Estados Unidos.

Sobre a sua adaptação a este Irão, país onde vive há três anos, Carlos Queiroz diz que “a vida é dos que se adaptam melhor, não dos mais fortes.” E é verdade que Carlos Queiroz sabe do que fala, ele que é um verdadeiro globetrotter, já tendo treinado várias selecções e equipas em vários pontos do Mundo. Pena é que, por vezes, se esqueça destas suas máximas.

Quando confrontado com as manifestações que o Brasil tem vindo a sofrer neste último ano, e que tem em primeiro plano a realização do Campeonato do Mundo de Futebol, Carlos Queiroz é bastante assertivo e garante não estar preocupado, porque manifestações há sempre em todo o lado e, diz que já esteve “em jogos olímpicos, em campeonatos do mundo, em feiras mundiais e posso dizer que essas manifestações fazem parte do pacote.” E que. mais concretamente em relação ao Brasil, ele tem uma certeza: “quando a bola começar a rolar, será uma grande festa. Todo o mundo vai se beneficiar.”

Mesmo em relação aos atrasos nas obras para o Mundial que tanta tinta tem feito correr nestes últimos tempos, com a FIFA a dizer-se preocupada, Carlos Queiroz deixa uma certeza, dizendo que é assim em todo o lado. Que foi assim em Portugal, aquando do Europeu, que foi assim na África do Sul, no Mundial, e que também foi assim em Pequim, nos Jogos Olímpicos.

Brasil, Potencial Candidato

E assim, com a desvalorização das manifestações e dos ataques que o Campeonato do Mundo tem sofrido no Brasil, Carlos Queiroz também vai dizendo que o Brasil é, obviamente, um potencial candidato.

Primeiro, porque joga em casa (embora em 1950 isso não tenha servido de nada à selecção canarinha!) e há toda a expectativa de um povo, mas também de uma

Selecção do Brasil

Para o seleccionador do Irão, o Brasil é o potencial vencedor do Campeonato do Mundo.

equipa que tem noção do seu real valor e da forte experiência que tem adquirido internacionalmente, com a maior parte dos seus jogadores a jogar nas melhores equipas do Mundo e a jogarem as melhores finais, e também, e muito importante, o comando de Luiz Felipe Scolari, que já deu um Campeonato do Mundo ao Brasil (em 2002) e que tem dado bastantes provas do seu saber.

Carlos Queiroz ainda avança que tem o sonho de um dia treinar uma equipa brasileira. E para um treinador que tem tantos quilómetros nas pernas como Carlos Queiroz, é provável que, um dia, o vejamos ao comando de uma equipa de um dos campeonatos brasileiros de futebol.

Por último, Carlos Queiroz ainda justificou o voto em Messi, na escolha para o Melhor Jogador do Mundo de 2013, como uma escolha de todos os treinadores da primeira divisão do Irão, e não, unicamente, por ele próprio. E, inquirido sobre que jogador gostaria de naturalizar iraniano para poder utilizar na sua selecção, Carlos Queiroz escolheria “o pé esquerdo de Messi e o direito de Cristiano.” Mas também diz que estes dois jogadores, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, não são humanos. E que a estes dois ainda gostaria de juntar Neymar, Ribéry e Robben.

Carlos Queiroz espera, ainda, dar uma alegria aos 80 milhões de iranianos apaixonados pelo futebol, um país que tem uma selecção que, diz, “não é muito querida nem foi bem recebida por certos países.”

Embora sempre igual a si próprio, Carlos Queiroz, deu uma entrevista onde se manteve bem mais calmo que o habitual e pouco acutilante. Mas onde deu algumas novidades. Como esta de querer chegar aos oitavos-de-final. Esperemos que o consiga.

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