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Colômbia 2 - 1 Costa do Marfim

Colômbia com a sorte do jogo, numa partida intensa

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Cerca de 70.000 espectadores. Bom tempo, com algumas nuvens, e não muito quente.

Selecção da Colômbia – David Ospina, Camilo Zúñiga, Cristian Zapata, Mario Yepes, Pablo Armero (72′ Santiago Arias), Abel Aguilar (79′ Alex Mejía), Carlos Sánchez, Juan Cuadrado, James Rodríguez, Víctor Ibarbo (53′ Juan Quintero), Teófilo Gutiérrez.

Treinador – José Pékerman.

Selecção da Costa do Marfim – Boubacar Barry, Serge Aurier, Didier Zokora, Bamba Souleymane, Arthur Boka, Serey Dié (73′ Mathis Bolly), Cheick Tioté, Gervinho, , Yaya Touré, Max Gradel (67′ Salomon Kalou), Wilfried Bony (60′ Didier Drogba).

Treinador – Sabri Lamouchi.

Golos – 60′ James Rodríguez – Colômbia 1 – 0 Costa do Marfim / 70′ Juan Quintero – Colômbia 2 – 0 Costa do Marfim / 73′ Gervinho – Colômbia 2 – 1 Costa do Marfim.

E às 17:00′ de hoje, em Portugal Continental, começou mais um jogo da segunda jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo, entre duas equipas que vinham vencedoras da jornada anterior. A Colômbia vinha de uma vitória por 3 a 0 à Selecção da Grécia, e a Costa do Marfim vinha de uma vitória por 2 a 1 à Selecção do Japão.

As duas selecções apresentaram-se em Brasília conscientes do valor da outra equipa mas, ao mesmo tempo, ambas com o objectivo de levar de vencida a partido e, assim, carimbar já o passaporte para os oitavos de final.

Também as duas selecções apareceram com um único elemento como ponta de uma lança de ataque, a Colômbia com Teófilo Gutiérrez e a Costa do Marfim com Wilfried Bony. A Colômbia apresentou a mesma equipa do jogo anterior e a Costa do Marfim fez uma única troca de jogador, mas mantendo o mesmo sistema.

A Primeira Parte

Colômbia e Costa do Marfim são duas equipas bastante fortes que entraram com bastante rapidez no jogo. Desde o início que a bola começou a circular por todo o campo de jogo, chegando várias vezes às linhas de baliza.

O primeiro remate foi executado por Teófilo Gutiérrez, mas com a bola a sair ao lado da baliza costa-marfinense.

Aos 7′ de jogo, uma situação algo caricata com a invasão de campo por um balão e uma bola gigante. Assunto resolvido, e o jogo recomeçou, rápido, nervoso e incisivo. Nos primeiros minutos a selecção colombiana mais próxima da baliza de Boubacar Barry, mas com a Costa do Marfim a dar boas réplicas, e a subir em contra-ataque várias vezes.

Desde o início do jogo que os jogadores africanos faziam pressão cerrada sobre os jogadores colombianos que estavam em posse da bola. E era nesses roubos de bola feitos na pressão que, invariavelmente, a Costa do Marfim iniciava os rápidos contra-ataques.

Colômbia 0 - 0 Costa do Marfim

Uma primeira parte sem golos, mas muito intensa

Mas foi a Colômbia que se instalou no meio-campo adversário e a ensaiar o maior número de remates à baliza, fosse através de Teófilo Gutiérrez ou através de Carlos Sánchez, os dois jogadores mais rematadores da selecção colombiana.

A partir dos 20′ inverteram-se um pouco as ordens do jogo, e a Costa do Marfim conseguiu empurrar a Colômbia para o seu meio-campo e Cheick Tioté chegou a fazer um remate apertado à baliza de David Ospina, mas com a bola a sair ligeiramente por cima da barra.

Num contra-ataque rápido da Colômbia, com Juan Cuadrado a fugir aos homens da Costa do Marfim, e a fazer um belo passe para Teófilo Gutiérrez, este recebe a bola completamente sozinho na grande área, mas acaba por se atrapalhar e chutar para fora. Teófilo Gutiérrez estava ligeiramente fora-de-jogo, mas o árbitro não assinalou, e o jogador poderia ter aproveitado uma grande oportunidade para inaugurar o marcador. Esta foi a grande oportunidade da primeira parte.

E voltou a Costa do Marfim ao ataque. Nesta altura mantinha uma ligeira superioridade na posse de bola.

Houve várias subidas de Yaya Touré, com algumas quedas do africano pelo meio e, ao fim de algum tempo, o jogador já dava mostras de algum cansaço, reflexo, provavelmente, dos seus 31 anos.

Já próximo do intervalo, o jogo, bastante disputado, era mais jogado a meio-campo, com uma certa rapidez e velocidade, mas sem chegar em condições de perigo das balizas. O jogo que até estava interessante, sofria da falta de golos. Se ambas as selecções estavam conscientes de querer ganhar o jogo, ao mesmo tempo, também sabiam que se sofressem um, poderiam vir a ter problemas de recuperação.

De todas as formas, o final da primeira parte foi todo da equipa africana que chegou a por os colombianos em perigo. No entanto, não resultou em nada de concreto, a não ser ter aumentado um pouco mais a posse de bola.

A Segunda Parte

No recomeço do jogo, a toada era a mesma da primeira parte. A Costa do Marfim entrou mais forte e mais determinada. A Colômbia foi obrigada a começar a recorrer às faltas. Yaya Touré cobriu uma falta a meio do meio-campo colombiano, mas a bola foi parar segura nas mãos de David Ospina. Situação que se voltou a repetir, mas com a bola a ir para fora.

José Pékerman percebeu nesta altura que a sua equipa estava a ser muito empurrada para trás, e embora o jogo estivesse solto e rápido, achou ser necessário mexer. Assim, retirou Víctor Ibarbo e fez entrar Juan Quintero. A entrada do médio do FC Porto fez mexer com o jogo a meio-campo e levou a que, aos 55′ de jogo, Didier Zokora fosse admoestado com o primeiro cartão amarelo do jogo.

Colômbia 2 - 1 Costa do Marfim

Uma excelente segunda parte com ambas as equipas à procura do golo

A entrada de Quintero veio transformar o jogo. Quintero, Cuadrado e James Rodríguez começaram a empurrar os jogadores costa-marfinenses para o seu meio-campo, aproveitando então, a equipa africana, para fazer jogadas rápidas de contra-ataque. Num desses contra-ataques, ficou a impressão que Mario Yepes fez falta para grande penalidade, mas o árbitro não marcou nada. Entretanto, a Colômbia chutou uma bola à trave. E logo depois, na marcação de um pontapé de canto marcado do lado esquerdo do ataque colombiano, a bola foi direccionada a James Rodríguez, que saltou à vontade e cabeceou a bola para dentro da baliza de Boubacar Barry, inaugurando o marcador.

Entretanto, Sabri Lamouchi já tinha feito entrar o avançado Didier Droga que conseguiu ganhar uma falta frontal à baliza e que Yaya Touré foi cobrar. Touré chutou e a bola foi rechaçada pela barreira, com os africanos a queixarem-se de grande penalidade que o árbitro não sancionou, e que terminou em pontapé de canto. Foi um momento de grande pressão por parte da Costa do Marfim, mas a Colômbia conseguiu roubar de novo a bola, lançou-se num contra-ataque rapidíssimo, com Juan Quintero a chutar forte e a colocar a bola no fundo da baliza de Boubacar Barry, fazendo o 2 a 0.

Quase na resposta, Gervinho, solitário, apareceu pelo lado esquerdo do ataque da Costa do Marfim, fintou uma série de jogadores colombianos, apareceu sozinho frente a David Ospina e marcou o golo, reduzindo o resultado para 2 a 1.

Com o golo de Gervinho, a Costa do Marfim galvanizou-se e assentou arraiais no meio-campo colombiano, com estes a recuarem cada vez mais. Nesta altura, a 10′ do final do encontro, o jogo estava muito aberto, rápido e intenso, com qualquer uma das duas equipas próximo de marcar, mas com os costa-marfinenses mais incisivos.

Os colombianos estavam muito nervosos. Os costa-marfinenses carregavam muito e em força. Adivinhava-se o golo. Mas entretanto, os jogadores colombianos aproveitavam todas as possibilidades para ganhar tempo. E, mesmo a acabar, David Ospina retirou dos pés de Didier Drogba, aquele que seria o golo do empate. Mas o resultado ficaria assim: com a Colômbia a vencer por 2 a 1 a Costa do Marfim.

Conclusão

Assistiu-se a uma grande partida de futebol, entre a Colômbia e a Costa do Marfim. Na primeira parte o jogo foi muito repartido, jogado de forma muito rápida, com mais posse de bola por parte de uma ou de outra equipa a espaços, mas sem que nenhuma delas conseguisse fazer um golo.

Colômbia

E, no fim, a Colômbia fez a festa

Mas foi na segunda parte que as coisas ganham ainda maior intensidade. A Colômbia teve a sorte do jogo. Depois do primeiro golo, a Costa do Marfim caiu em peso em cima da Colômbia, mas sem conseguir transformar em golos essa predominância. Toda balanceada no ataque, a Costa do Marfim foi apanhada em contra-pé e acabou por sofrer o segundo golo contra a maré do jogo.

Quando Sabri Lamouchi fez entrar Didier Drogba, o jogo transformou-se ainda mais e foi quase um massacre o que o Costa do Marfim fez com a Colômbia, mas o golo africano só surgiu de uma jogada individual de Gervinho.

Até ao final do jogo, a Costa do Marfim esteve sempre a carregar sobre os colombianos que se remeteram à defesa, defendendo com unhas e dentes a vantagem que tinham conseguido. Adivinhava-se o golo do empate, mas esse acabou por nunca surgir.

No final, a Colômbia foi bafejada pela sorte, que afinal, também procurou. Mas o empate era o resultado que melhor assentava às duas equipas.

De qualquer forma, se a Colômbia já tem bilhete para os oitavos-de-final, acreditamos que a Costa do Marfim também o vai conseguir porque estas são, sem dúvida, as duas melhores equipas deste grupo.

Um grande jogo, com duas grandes equipas.

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