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Contado ninguém acreditaria

Às nove da noite, cinco em Belo Horizonte, começava a muito aguardada meia-final entre Brasil e Alemanha. Como disse Paulo Bento depois do 4-0, “o jogo esteve equilibrado até ao primeiro golo”. O mesmo se passou ontem à noite, só que o primeiro entrou aos onze minutos. A partir daí foi o descalabro de proporções inimagináveis. Contado ninguém acreditaria. Até quem estava a assistir ficava na dúvida. Os que viveram a experiência paralisaram, desesperadamente tentando entender o que lhes estava a acontecer. O Brasil ficou sem chão.

O impensável aconteceu

Antes do apito inicial, imagens das bancadas, adeptos com máscara de Neymar, o hino cantado a sessenta e cinco mil vozes. Rola a bola, o Brasil assume o comando e parte para cima do adversário. Era o início de um guião esperado, entrar bem, não dar espaço aos alemães, num jogo que se esperava equilibrado. Até aos onze minutos, quando o imparável Thomas Muller encontrou a brecha para bater Júlio César. A Canarinha entrava a perder. Foi um golpe de água fria, do relvado à assistência. Mas eles sabiam que o pior estava para vir, muito em breve. A partir daqui foi um filme de terror, digno de um Stephen King. Quase a crónica de um afogamento. O Brasil a tentar seguir na direção da baliza contrária e vaga atrás de vaga de alemães empurravam os jogadores brasileiros para trás, arrastados e sem controlo. Quando o meio-campo e a defesa verde e amarela achava que ia poder respirar, voltava o sufoco. Em seis minutos, a Mannschaft colocou por quatro vezes a bola no fundo das redes de Júlio César – Klose aos 23’, Kross aos 24 e 25’, Kedira aos 29’. Que Marcelo se perca nas suas arrancadas e deixe o flanco aberto a um dos mais letais marcadores do mundo, é até esperado. Que David Luiz, com todo o seu coração, tente atacar uma bola que não era e seja apanhado fora da posição, idem. Há uma excelente razão para Mourinho o utilizar apenas como médio. Mas quando Fernandinho comete dois erros grosseiros seguidos, é sinal que o mundo está de cabeça para baixo. É aguentar, na medida do possível.

Podia ter sido pior

Parece estranho dizer isso de um resultado final de sete a um. A equipa anfitriã de um Mundial de futebol, eterna candidata ao título, acaba de sofrer a derrota mais pesada da sua história, diante do seu público. Mas quem acompanhou a partida sabe, só não foi mais volumosa porque a generalidade dos alemães levantou o pé do acelerador. Não há necessidade de espetar o dedo na ferida, a humilhação já era gigantesca. Depois do golo fatídico, aos onze minutos, a seleção brasileira precisava de um tempo técnico. Talvez aí Scolari pudesse ter feito o que fez ao intervalo. Acalmar os seus homens, reposicionar. Mas depois de quarenta e cinco minutos e cinco golos sem resposta, era tarde de mais para correr atrás do prejuízo.

Neymar não mudaria nada

Uma última nota. Claro que agora vai haver aquela narrativa do “que falta fez o Neymar”. O filme tinha sido o mesmo com o craque em campo. Hulk e Óscar tentaram, depois Bernard e Willian, mas a defensiva alemã nunca, mesmo a vencer por números absurdos, facilitou. Neuer foi gigante em todas as ocasiões em que foi necessário. Talvez ter o seu capitão em campo pudesse ter mudado alguma coisa para a Canarinha. Alguém com a autoridade para dar uns abanões, gritar umas indicações, para sacudir o choque, podia ter minimizado a humilhação. Não acredito que evitasse a derrota.

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