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Bolanos Costa Rica

Costa Rica reclama o direito a ambicionar

O ambiente entre a comitiva costarriquenha está mais calmo. Mas não relaxado. A grande sensação deste Mundial do Brasil reclama o direito a ser ambiciosa. Se, contra todas as previsões de patinho feio no grupo da morte, Los Ticos foram os primeiros a garantir a qualificação para a fase seguinte, porque não fazê-lo como líderes do grupo? Como diz o anúncio, “falta só um pedacinho assim”, o assim sendo derrotar a Inglaterra, o que depois de calar Uruguai e Itália, parece bem ao alcance da Costa Rica.

Ganhar o grupo

A ideia é simples. A qualificação já está no papo. Muito estudo, preparação minuciosa e rigor tático renderam a Los Ticos duas vitórias históricas sobre Uruguai e Itália, seleções com pergaminhos firmados nestas andanças. Então porquê ficar por aqui? Porque não haverão os costarriquenhos investir um pouco mais e tentar terminar esta fase de grupos no topo? O prémio, além de manter a dinâmica de vitória e os níveis de concentração, será o de evitar um confronto com a Colômbia, país natal do selecionador costarriquenho. Mesmo sem Falcão, James Rodriguez e companhia têm espalhado o seu talento pelo Grupo C e a primeira posição está praticamente assegurada.

Não perder duelos individuais

Jorge Luis Pinto, o responsável técnico da Costa Rica, espera um jogo difícil frente aos ingleses. “A mãe do futebol não se pode ir embora sem pontuar. Será duro.” O orgulho dos britânicos vai obriga-los a lutar, em campo, para regressarem a casa com alguma dignidade. Por isso El Explosivo, que considerou a Inglaterra infeliz nos dois jogos em que saiu derrotada, espera uma partida disputada, muito assente no um para um. Os seus rapazes sabem o que devem fazer para evitar perder duelos individuais.

Para o encontro no Estádio Beira Rio, em Belo horizonte, a Costa Rica prepara duas alterações no alinhamento inicial, a entrada de Roy Miller, jogador dos NY Red Bulls, e Randall Brenes, que alinha no Cartaginés. Rodagem do plantel para dar oportunidade a uns de se mostrarem e a outros de descansar. Michael Ucaña ou Óscar Duarte, na defesa, e Christian Bolaños, no meio-campo são os candidatos mais prováveis a uma folga.

Segredo? Muito trabalho

Nos últimos dias todos querem saber qual é o segredo da seleção costarriquenha. Pinto lá vai dizendo que não tem segredos. E que se algum existe é o trabalho e a capacidade de organização. “A Costa Rica é um país muito organizado. A federação é muito boa a fazer coisas. Quando iniciámos a pré-temporada, a 8 de Setembro, dedicámo-nos à pesquisa de preparação – índices de gordura, condição aeróbica e mental. Estamos nisto desde Dezembro, não há um mês ou vinte dias, e isso deu-nos muita qualidade.”

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