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Camarões

Crónica de um descalabro anunciado

Os Leões Indomáveis jogam o seu terceiro desafio no Campeonato do Mundo com a eliminação já garantida. O único que resta à seleção africana é limpar um pouco a imagem, mas nem isso será tarefa fácil, já que os anfitriões também querem afirmar a sua posição e, provavelmente, vencer o grupo.

Seleção em roda livre

Quando os Camarões aterraram no Brasil, com horas de atraso provocadas pelas costumeiras negociações de prémios de última hora já se antecipava o pior. É uma sequela habitual, protagonizada por algumas equipas africanas. Seguiram-se quebras de regras, a lesão do capitão Eto’o, desavenças em pleno relvado e uma expulsão por agressão ao adversário. E claro, duas derrotas consecutivas, frente a México e Croácia. Do princípio ao fim, o que se viu foi uma seleção com jogadores capazes, alguns dos quais alinham em clubes de referência, em que cada um fazia o que bem lhe apetecia. O que não deve sofrer o selecionador alemão Volker Finke com a desorganização e descontrolo deste grupo no qual ele, claramente, não tem mão. A ausência por lesão no joelho de Eto’o, sem dúvida a estrela e chefe desta comitiva, notou-se muito em campo. Sentiu-se muito a falta da sua autoridade e liderança, talvez mais do que da sua capacidade concretizadora. Talvez pudesse ter evitado aquele espetáculo lamentável de ver Benoit Assou-Ekotto dar uma cabeçada no companheiro de equipa Benjamin Moukandjo, ou a infantil agressão de Alex Song a Mario Mandzikic. O vermelho direto, por um murro nas costas ao avançado croata, mostrado pelo árbitro português Pedro Proença, valeu ao camaronês três jogos de castigo e uma multa de vinte mil francos suíços, aproximadamente dezasseis mil e quinhentos euros. Não joga na despedida do Brasil e ainda terá mais duas partidas para cumprir nas bancadas, depois de terminado o Mundial.

Limpar a imagem

Resta aos Leões Indomáveis evitar a desastrosa passagem pela África do Sul, em 2010, em que não venceram um único encontro. Repetem-se frases feitas como salvar a honra ou apelar ao amor-próprio, mas talvez cheguem tarde demais. O Brasil de Scolari não se pode dar ao luxo de relaxar. Uma derrota afastá-lo-ia da Copa jogada em casa e os canarinhos querem agradar ao seu público, um pouco escaldado pela exibições poucos convincentes.

O que parece certo é que dificilmente poderão contar com Samuel Eto’o para o fazer. Nas palavras do selecionador, só um milagre pode fazer com que o experiente avançado esteja em condições de alinhar por mais de dez minutos. Serão precisas duas a três semanas para recuperar totalmente.

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