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Iker Casillas o rosto da desilusão

Diário do Mundial – Dia 2

Depois da decepcionante inauguração do Mundial do Brasil, quer pela cerimónia de abertura da prova, quer pelo fraquíssimo jogo entre Brasil e Croácia, começam finalmente os jogos e a verdadeira competição. O que tinha tudo para ser um bom jogo inaugural do dia, entre Mexicanos e Camaroneses, acabou por ser mais uma partida com lances polémicos, um Futebol mastigado e pouca emoção. É um facto que a chuva não ajudou muito à partida, mas a falta de ritmo competitivo ou o excesso de cansaço dos atletas, contribuiu para um espectáculo medíocre e pouco interessante do ponto de vista técnico.

Uma vitória que vale por muito

Numa partida marcada pelos lances de arbitragem, uma vez mais, o México de uma boa réplica daquilo que poderá fazer neste Grupo A do Mundial do Brasil. Os Mexicanos entraram bem na partida, mas dois golos mal alunos pelo auxiliar de linha a Giovanni dos Santos, que poderiam muito bem ter transposto para o jogo aquilo que já se verificava: um maior domínio e qualidade do México, sobre uma Selecção dos Camarões atípica e sem grandes soluções ofensivas ou criativas.

México

México superou os Camarões

A partida começou totalmente balanceada a favor do México. Durante a primeira parte o domínio foi praticamente Mexicano, com os Camarões a conseguirem inverter o estado de sítio somente na última metade do primeiro tempo, tendo na cabeça de Samuel Eto’o a melhor oportunidade de todo o jogo, com uma bola enviada ao poste direito do guardião Mexicano. Ainda assim, o México viu na primeira parte dois golos mal anulados por suposto fora de jogo, ambos por intermédio de Giovanni dos Santos, e desceu ao balneário com a sensação de que seria necessário continuar a tentar, por favor a levar a vitória do Arena das Dunas. E assim foi!

A segunda parte arrancou como começou a primeira, ou seja, com domínio Mexicano, que viria a traduzir-se em golos, quando Oribe Peralta, ao minuto 61″ da partida, marca finalmente o primeiro golo (válido) da partida, que viria a dar os 3 pontos ao México. Toda a restante partida se revelou bastante atabalhoada no seu todo, com algumas boas oportunidades para o México, e uma ou outra para os Camarões.

Não foi, por certo, a melhor forma de começar o dia!

Humilhação da Laranja no Arena Fonte Nova

Nem por sonhos conseguia imaginar aquilo que estava prestes a assistir no segundo jogo do dia. Espanha e Holanda encontraram-se para a jornada inaugural do Grupo B, e depois de uma entrada forte dos espanhóis, que acabaram por marcar por intermédio de Xabi Alonso, da marca de grande penalidade após um penalti não existente sobre Diego Costa, a Holanda esmoreceu, passou mais de meia hora a ver o tiki-taka espanhol, e num rasgo individual de Van Persie, a cruzamento de Blind, o primeiro Golaço do Mundial!

Van Persie marca golaço

Van Persie deu espectáculo

Com o intervalo a Holanda parece ter percebido bem as indicações de Van Gaal. A Laranja Mecânica entrou fortíssima para a segunda parte, e a chuva torrencial que caiu em Salvador da Bahia não limitou de forma alguma o jogo dos holandeses. Com investidas constantes no ataque, por parte essencialmente de Arjen Robben e Robin Van Persie, os dois melhores do lado Holandês, a Laranja Mecânica rapidamente inverteu as contas do jogo, de tal modo, que na segunda metade da segunda parte, já se esperavam golos a cada 5 minutos, tal era a superioridade da Holanda sobre a campeã do Mundo. Robben marca aos 53″ minutos da segunda parte, Stefan de Vrij dilata para 3-1 ao minuto 65″, Van Persie marca o 4-1 aos 73″, e Robben bisa ao minuto 80″ da partida.

Por momentos, Iker Casillas era o elo mais fraco do jogo. Depois da polémica envolta da sua ausência no Real Madrid, muito por culpa de José Mourinho, Carlo Ancelotti acabaria por fazer o mesmo esta época, colocando o guardião espanhol apenas a jogar na Taça do Rei e Liga dos Campeões, deixando o lugar a Diego Lopez, titular em praticamente todas as partidas do campeonato espanhol. Com a Espanha a continuar a apostar em Iker Casillas, guardião sempre presente nas grandes competições pela La Roja, Del Bosque ontem sentiu na pele aquilo que Mourinho preconizava há 2 anos. E assim foi, Casillas foi um desastre completo na baliza da Selecção Espanhola, e inclusive o último golo da partida, foi precisamente oferecido pelo guardião espanhol a Van Persie.

Muita Holanda para muito pouca Espanha. A La Roja parece estar cada vez a encerrar um ciclo vitorioso da sua história, que lhe permitiu a conquista do Mundial de 2010 na África do Sul, e também o Euro 2008 e o Euro 2012. Mas esse ciclo terminou, e é necessária uma renovação que, a ver pelas últimas três décadas, não augura nada de bom para os espanhóis, pouco habituados a ganhar títulos internacionais.

Os cangurus assustaram mas não venceram

Que o Futebol não é coisa para algumas selecções, disso ninguém tem dúvida. Há países sem grande tradição no Futebol Mundial, e a Austrália insere-se com toda a certeza nesse grupo.

Alexis Sánchez

Alexis Sánchez já marca

Os cangurus ainda assim têm vindo a melhorar substancialmente, com muitos dos seus jogadores a jogar no Futebol Europeu, o que traz uma maior consistência e qualidade ao seu jogo. E quando tudo fazia prever uma humilhação no Arena Pantanal, a Austrália cedo começou a afirmar o seu futebol e a colocar em causa toda a estratégia dos Chilenos para esta partida. Ainda assim, em apenas 13 minutos de jogo, o Chile conseguiu adiantar-se no marcador por duas vezes, e esteve em vantagem por 2-0 até ao minuto 35″, altura em que Tim Cahill marcou o 2-1, com um cabeceamento perfeito. E foi esse golo que permitiu à Austrália manter o sonho vivo, durante muito tempo.

Com o intervalo nada parece ter alterado, e a Austrália aproveitou a apatia do Chile para se galvanizar e pressionar os Chilenos a um empate. O guardião Chileno, Claudio Bravo, viria a ser fundamental para assegurar o resultado, tal não foi a quantidade de defesas espantosas que realizou durante a segunda parte. Mas a segunda metade da primeira parte trouxe de novo o Chile ao jogo, e foram mesmo os chilenos a aproveitar o facto de a Austrália ter esmorecido, para aos 90+2″, sentenciarem em definitivo a partida, com um golo de Jean Beausejour. O Chile colocava-se desta forma no topo do Grupo B, a par da Holanda, tornando o desafio entre Chilenos e Espanhóis num momento decisivo para as contas deste Grupo B.

A expectativa melhorou, mas a arbitragem não

Este segundo dia do Mundial de Futebol do Brasil trouxe finalmente alguma arte e engenho, muito por culpa do Futebol trazido pelas Selecções do Velho Continente, em especial Espanha e Holanda, que deram espectáculo e golos, muitos golos. A expectativa era alta e ambas as equipas trouxeram aquilo que há muito se esperava…espectáculo! Mas o dia volta a ficar marcado pela arbitragem. Dois golos mal anulados ao México, um penalti inexistente a favor da Espanha, um cartão vermelho por mostrar a Diego Costa, entre outras coisas. Teve de ser o Chile – Austrália a mostrar que afinal a arbitragem também pode ser boa, e nesse caso, até foi.

Que venha o terceiro dia, e o Inglaterra – Itália!

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