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Campbell Costa Rica

Diário do Mundial – Dia 3

O terceiro dia do Mundial de Futebol do Brasil trouxe quatro jogos, todos eles com características bem diferentes, mas interesses bem iguais.

A muralha Grega caiu

A Colômbia e a Grécia foram as primeiras duas selecções a entrar em campo. Os Colombianos partiam para o jogo como favoritos à vitória, e cedo demonstraram isso, com Armero a marcar o primeiro golo da partida aos 5″ minutos de jogo, num lance confuso e com culpas claras para a defensiva grega. Com natural ascensão no jogo, a Colômbia entrou forte e rapidamente foi dominando a partida, pelo menos até metade da primeira parte. Os Gregos mantiveram-se apáticos, sem ideias de jogo, sem criatividade e acima de tudo, sem identidade própria. De cada vez que a Colômbia acelerava o jogo, os Gregos tremiam, e assim foi, até ao minuto 44″ da partida, em que Kone obriga o guardião Colombiano à primeira grande intervenção no jogo. Uma primeira parte sem grande história, sem grande qualidade e com muita falta de ideias em campo. O intervalo chegou na hora certa.

Colombia

Colombia vence com facilidade

A segunda parte iniciou-se da mesma forma que a primeira, com uma ligeira superioridade da Colômbia, mas um jogo muito enfadonho na sua generalidade. Mas foi precisamente a Colômbia a voltar a marcar, na sequência de um pontapé de canto, com Teófilo Gutiérrez a marcar de cabeça o 2-0 para a Colômbia que deixa praticamente a Grécia arrumada. A Selecção Helénica partiu para cima do prejuízo e ao minuto 62″ da partida Gekas num mergulho dentro da pequena área, leva a bola à barra da baliza da Colômbia. A Grécia continuo a dominar a partida, correndo atrás de um resultado mais positivo ou até mesmo empate. Mas o tempo foi passando e os golos não apareceram. Só aos 84″ minutos a Grécia voltou a criar real perigo às redes da Colômbia, com um remate muito bem colocado de Georgios Samaras, a passar muito perto do poste direito da baliza defendida por David Ospina. Contra corrente e ao minuto 90+2″ da partida, James Rodríguez faz o 3-0 para a Colômbia e faz ruir por completo a muralha Grega. Fernando Santos terá pela frente um trabalho difícil de recuperação.

16 anos depois, a Colômbia regressa aos Mundiais, e logo com uma vitória no jogo de estreia.

Costa Rica faz história no Castelão

Uruguai e Costa Rica entraram em campo para o segundo duelo do dia. Depois do fantástico 4º lugar no último Campeonato do Mundo, na África do Sul, esperava-se mais da Selecção Celeste. A primeira parte foi monótona, sem grandes ideias de jogo e marcada por um penalti sofrido sobre Lugano já dentro da área e quando procurava cabecear a bola enviada a partir de um livre na lateral esquerda. Edison Cavani foi chamado para marcar, e não falhou. Esse pragmatismo dos Uruguaios foi-lhes valendo o 1-0 ao intervalo, ainda que a Costa Rica tenha dado uma excelente réplica durante os primeiros 45 minutos da partida, em especial Campbell, sempre à procura de desequilibrar o jogo a favor dos costa-riquenhos. E assim terminou a primeira parte no Castelão, com o pragmatismo do Uruguai a prevalecer.

Campbell

Campbell com razões para sorrir

Com a segunda parte esperava-se um pouco mais do mesmo, mas quem teve oportunidade de ver o jogo, assistiu a uma verdadeira revolução táctica. A Costa Rica entrou determinada a fazer história no Mundial do Brasil, e assim foi. Com um domínio avassalador na segunda parte, os costa-riquenhos chegaram ao empate ao minuto 54″ por Joel Campbell, e apenas 3 minutos depois, ao minuto 57″ da partida, Óscar Duarte faz o 1-2 para a Costa Rica. A muralha do Uruguai caiu, e sem ideias de jogo e fio condutor, os Uruguaios foram perdendo o domínio da partida, até que Marco Ureña, aos 84″ minutos de jogo faz o 1-3 e coloca a Costa Rica na liderança do Grupo. Como se tudo não pudesse piorar, Maxi Pereira vê o vermelho directo ao minuto 90+5″ da partida. Os costa-riquenhos, considerados à partida, uma das selecções menos cotadas no Mundial, acaba de vencer o Uruguai, 4º classificado no último Campeonato do Mundo. Fez-se história no Castelão.

Pragmatismo da Itália vale 3 pontos

Naquele que era o jogo grande da jornada, Inglaterra e Itália encontraram-se no Arena Amazónia para uma das partidas mais esperadas do dia. A Inglaterra entrou forte, como seria expectável, e cedo procurou o primeiro golo do jogo, que lhe permitisse a tranquilidade desejada sobre vice-campeã da Europa. Sterling foi dos mais activos durante o primeiro tempo, sempre à procura da lateral esquerda para criar o desequilíbrio, mas foi mesmo contra-corrente que Claudio Marchisio, ao minuto 35″ de jogo, colocava a Itália em vantagem. O cinismo italiano ia valendo a liderança numa partida onde os Ingleses acusaram claramente a juventude e a falta de experiência em alguns momentos do jogo.

Na resposta, os Ingleses partiram para cima dos Transalpinos, e apenas dois minutos volvidos, a Inglaterra marca o golo do empate. Sterling  na ala esquerda, coloca a bola em Rooney, que centra para o segundo poste, onde Sturrige faz o 1-1. Fazia-se justiça no jogo, porque era de facto a Inglaterra que dominava as incidências ofensivas da partida, quando os Italianos, de uma forma cínica e pragmática, se colocaram em vantagem. Destaque ainda para Super Mario, que ia marcando um golaço, não fosse Jagielka a cortar a bola mesmo em cima da linha de golo.

Marchisio

Marchisio marcou o primeiro da Itália

Naquele que foi provavelmente um dos melhores jogos do Mundial do Brasil, a par do duelo entre Espanha e Holanda, os Italianos acabaram por ter a sorte e engenho do seu lado. A experiência transalpina fez-se sentir na segunda parte, com Mario Balotelli, ao minuto 5″ do segundo tempo, a colocar a Itália em vantagem, fruto de um cabeceamento fantástico. E embora Sturrige tenha corrido e tentado por diversas vezes repor o empate, foi mesmo a Itália que nos momentos finais da partida, já no tempo de compensação, que esteve perto de fazer o 3-1, com um livre directo de Pirlo que só é desviado pela barra da baliza de Joe Hart. No fim ganha o pragmatismo da Itália, que embora não tenha feito um jogo perfeito, continua a ser uma selecção extremamente organizada, coesa e com as ideias de jogo muito bem definidas. Ganhou a experiência sobre a juventude.

O efeito Drogba ainda se faz sentir

O final do dia trouxe-nos um Costa do Marfim – Japão, numa partida que tinha tudo para sorrir aos nipónicos, não tivesse Didier Drogba entrado em campo. O Japão nunca havia perdido com uma equipa Africana nas fases finais de campeonatos do mundo, e a primeira parte até começou dessa forma, com o Japão a vencer. O Japão entrou forte no jogo, e foi quase sempre a equipa mais esclarecida e a que mais perigo criava quando se balanceava no ataque. A defesa da Costa do Marfim foi sentindo dificuldades para segurar a armada Japonesa na primeira parte, até que Keisuke Honda, com um remate colocadíssimo, coloca o Japão em vantagem aos 16″ minutos de jogo. Golaço no Arena Pernambuco!

Com Didier Drogba sentado no banco de suplentes, por opção técnica, a Costa do Marfim até ia tendo o domínio do jogo e a posse de bola, mas nunca conseguiu transformar isso num factor decisivo durante a primeira parte do jogo. Depois do golo, o Japão entregou a bola aos Africanos e procurou quase sempre o contra-ataque rápido, como forma de resolver a partida. Sem grandes oportunidades de parte a parte, a primeira metade do jogo terminava com a vantagem nipónica por 0-1.

Gervinho e Drogba

Gervinho e Drogba em grande estilo

A segunda parte iniciou-se como terminou a primeira, ou seja, com tudo na mesma. Apática e sem grandes ideias, a Costa do Marfim procurava o tento do empate, mas quase sempre sem grande esclarecimento na última metade do campo…até que, Didier Drogba entra em campo, aos 62″ minutos de jogo. Como se uma poção mágica se trata-se, a Costa do Marfim partiu para o ataque, e aos 64″ minutos de jogo, Wilfried Bony faz o golo do empate. Dois minutos volvidos, e é a vez de Gervinho, num cabeceamento extremamente bem colocado, a fazer o 2-1 para a Costa do Marfim. Estava consumada a reviravolta no marcador.

Os homens comandados por Lamouchi, ainda tiveram nos pés de Drogba e Gervinho, três boas ocasiões para dilatarem a vantagem na partida, o que acabou por não acontecer. Sem grandes ideias e totalmente apanhada de surpresa, a equipa do Japão não conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos e acabou por sair de Pernambuco com a derrota, muito por culpa do efeito que Didier Drogba trouxe ao jogo. O craque Africano foi claramente o grande impulsionador do jogo Marfinense, e embora não tenha marcado, repercutiu à sua equipa aquilo que ela realmente necessitava naquele momento do jogo.

França e Argentina estreiam-se amanhã!

Depois de este terceiro dia ter sido pródigo em golos e algumas surpresas, em especial a vitória fantástica da Costa Rica sobre o Uruguai, as atenções amanhã centram-se nos confrontos da França com as Honduras e da Argentina com a Bósnia. Da parte da manhã teremos ainda oportunidade de ver um Suíça – Equador, que embora não seja à partida um dos jogos mais aguardados do dia, poderá ser uma boa surpresa do lado Suíço.

O Mundial do Brasil está bom e recomenda-se!

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