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Brasil 1 - 7 Alemanha

E a Alemanha destruiu a alma brasileira

Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Cerca de 60.000 espectadores. Tempo bom, ar limpo e tempo ameno, não muito quente.

Selecção do Brasil – Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante, Marcelo, Luiz Gustavo, Fernandinho (46′ Paulinho), Hulk (46′ Ramires), Oscar, Bernard, Fred (71′ Willian).

Treinador – Luiz Felipe Scolari.

Selecção da Alemanha – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Jérôme Boateng, Mats Hummels (46′ Per Mertesacker), Benedikt Hoewedes, Sami Khedira (76′ Julian Draxler), Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller, Toni Kroos, Mesut Özil, Miroslav Klose (58′ Andre Schürrle).

Treinador – Joachim Löw.

Golos – 11′ Thomas Müller – Brasil 0 – 1 Alemanha / 23′ Miroslav Klose – Brasil 0 – 2 Alemanha / 24′ Toni Kroos – Brasil 0 – 3 Alemanha / 25′ Toni Kroos – Brasil 0 – 4 Alemanha / 29′ Sami Khedira – Brasil 0 – 5 Alemanha / 69′ Andre Schürrle – Brasil 0 – 6 Alemanha / 79′ Andre Schürrle – Brasil 0 – 7 Alemanha / 90′+1′ Oscar – Brasil 1 – 7 Alemanha.

E eram 21:00′ em Portugal continental quando se deu início à primeira das duas meias-finais de onde vão sair os finalistas de Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

As selecções do Brasil e da Alemanha apresentaram-se para um jogo de tira-teimas. Qual delas a melhor selecção?

Neste Campeonato, o Brasil, que joga em casa, que teve de ultrapassar os problemas psicológicos causados pelo Maracanaço, que teve de ultrapassar a grande contestação nas ruas contra a organização do Mundial, que anda a reboque da sua maior estrela, Neymar, entretanto arredado dos últimos jogos por lesão, um Brasil comandado pelo seleccionador que foi o último campeão Mundial em 2002, na Coreia do Sul/Japão, precisamente contra a Alemanha, entrou para este jogo com a pressão de ter que continuar até à final e, eventualmente, ganhá-la.

Também neste Campeonato, a Alemanha, que apareceu em apoteose, com uma vitória estrondosa sobre a selecção portuguesa, e que tem vindo a decrescer em qualidade de jogo, é um habitual das meias-finais dos Campeonatos do Mundo desde 2002, onde esteve na final que perderia para a selecção brasileira.

Hoje, ambos queriam passar à final. O Brasil com mais coração, a Alemanha com mais cabeça.

A Primeira Parte

Saiu a Alemanha com a bola. Mas depressa o Brasil a roubou, assentou arraiais no meio-campo alemão, e nunca mais saiu de lá.

Primeiro, e logo de partida, o Brasil ganhou o primeiro canto. Depois foi Marcelo a aparecer e a rematar muito forte, mas para fora. Em seguida foi Hulk que se aproximou da baliza, mas com Manuel Neuer a resolver com alguma facilidade. Só por volta dos 10′ é que a Alemanha conseguiu subir um pouco no terreno e acercar-se da baliza de Júlio César.

E logo na primeira vez que se aproximou da baliza de Júlio César, a Alemanha fez o primeiro golo. Aos 11′, foi Thomas Müller que inaugurou o marcador. Canto marcado pela direita do ataque alemão por Toni Kroos e Thomas Müller a aparecer sozinho na área brasileira e a encostar a bola para dentro da baliza. Não deixou de ser irónico que o Brasil tenha estado sempre em cima da defesa alemã, mesmo sem rematar, e os alemães fizeram uma primeira subida e marcaram golo. Um autêntico balde de água fria em Belo Horizonte.

Thomas Müller

Thomas Müller marcou o primeiro golo e o início do descalabro brasileiro

Mas o descalabro estava apenas a começar.

À meia-hora de jogo, já a selecção alemã estava a ganhar por 5 a 0 à selecção brasileira.

No premonitório último ataque da selecção canarinho, Marcelo caiu e e gritou por falta. Jérôme Boateng e Marcelo quiseram travar-se de razões e o árbitro foi obrigado a chamá-los e a dar-lhes um raspanete. Mas a verdade é que o corte tinha sido limpo, e não havia motivos para as queixas de Marcelo.

Depois os alemães começaram a crescer, a aproximar-se da baliza brasileira, passes longos, em profundidade, com muita movimentação dos jogadores, houve um primeiro remate muito forte que Júlio César defendeu, mas depois apareceu Miroslav Klose a rematar para o fundo da baliza, com Júlio César completamente batido. Aos 23′, a Alemanha estava a ganhar por 2 a 0.

Mas ainda a Alemanha estava a comemorar o segundo golo, houve uma rápida recuperação de bola por parte dos alemães que partiram a toda a velocidade para o contra-ataque e, à cabeça da área apareceu Toni Kroos que rematou muito colocado para o fundo da baliza brasileira. 3 a 0 para a Alemanha aos 24′.

E depois já não se percebia. Qualquer remate alemão à baliza de Júlio César levava a assinatura de golo. Foi o que aconteceu aos 25′, em novo rápido contra-ataque, com a bola a circular rápido e Sami Khedira a servir Toni Kroos que, mais uma vez, voltou a fazer golo. A contagem já ia nos 4 a 0.

Mas não era o fim. Aos 29′, de novo numa jogada de contra-ataque muito simples e rápido, Mesut Özil serviu Sami Khedira que rematou sem grande preparação e marcou novo golo.

Impressionante.

Cada remate à baliza brasileira era golo para a Alemanha. O Brasil não percebia o que estava a acontecer. Mas o grosso do público, também não.

No entanto, a Alemanha não parecia satisfeita e continuava  a apertar no contra-ataque que, a cada vez mais, parecia muito simples. A defesa canarinho parecia um pacote de manteiga ao sol do equador.

Até ao final da primeira parte, a selecção brasileira não conseguiu fazer nada para inverter o estado das coisas. Por outro lado, cada vez que os Alemães aceleravam, aproximavam-se do golo.

Duas ideias: a primeira é que, como vinhamos dizendo, o Brasil camuflava a pequenez do seu futebol com a magia do futebol de Neymar. Sem Neymar, este Brasil banalizou-se; a segunda, é que tudo está a correr bem aos alemães. Tal como aconteceu contra a selecção portuguesa.

Veremos com que disposição o Brasil aparecerá para a segunda parte.

A Segunda Parte

O Brasil entrou muito forte na segunda parte, com vontade de tentar, se é que era possível, mudar o estado das coisas. Tal como na primeira parte, o Brasil assentou arraiais no meio-campo alemão e até era com alguma facilidade que se aproximavam da baliza de Manuel Neuer. Mas ao contrário do que aconteceu aos alemães na primeira parte que, cada tiro cada melro, o Brasil insistiu e insistiu, mas a sorte também não quis nada com os sul-americanos e Manuel Neuer defendeu tudo o que havia para defender.

Mas o Brasil insistia, Tinha vontade e, aparentemente, saber.

No banco, Luiz Felipe Scolari estava de cara fechada.

Hulk, que passou completamente ao lado do jogo na primeira parte, ficou nos balneários na companhia de Fernandinho. Scolari fez entrar Ramirez e Paulinho. O meio-campo pareceu ficar mais forte e seguro. Mas a finalização era o grande problema brasileiro, e Neuer não era um guarda-redes qualquer.

Alemanha

A alegria de uns e o desespero de outros

Nem, diga-se de passagem, Júlio César. Porque, de novo, de cada vez que a Alemanha subia no terreno, o golo era uma proximidade que Júlio César evitava a todo o custo, parecendo ser o único jogador que não estava tão afectado com o desnível do resultado.

Porque a equipa bem tentava, os jogadores bem caiam no interior da área alemã, mas era tudo infrutífero. O Brasil não estava a conseguir, e o relógio não parava.

E depois, depois a culpa caiu nos ombros de Fred. Cada vez que Fred tocava na bola, os adeptos apupavam-no, como o grande culpado da derrota. No outro lado do campo, Júlio César desfazia-se em grandes defesas para evitar a meia-dúzia.

Mas não o evitou por muito tempo. Aos 69′, parecendo uma jogada de consola, com a bola a circular por vários jogadores que se aproximavam perigosamente da baliza de Júlio César e sem que a defesa brasileira conseguisse impedir, apareceu Andre Schürrle a chutar a bola para o sexto golo da Alemanha.

E quando já quase não havia mais estória para contar de um jogo que estaria fechado, a Alemanha voltou a carregar em contra-ataque rápido pelo seu lado esquerdo, e apareceu Andre Schürrle, à frente de David Luiz, a rematar ao ângulo, já quase sem caminho, e a bola a encontrar o buraco para entrar, uma vez mais, na baliza de Júlio César.

Ainda houve tempo para, aos 90′, Mesut Özil escapar à defesa brasileira numa grande corrida e, à boca da baliza, falhar um golo feito, e ainda para no minuto seguinte, Oscar fazer, apra o Brasil, o golo de honra de uma equipa destroçada.

Conclusão

E o que se pode dizer deste jogo?

O Brasil com certeza que irá parar ao divã do psicanalista. O Brasil não está habituado a estes resultados. Não está habituado a perder, e muito menos desta forma. Principalmente em casa, onde queriam enterrar, definitivamente, o Maracanaço. Pois, saiu o tiro pela culatra.

Foi a Lei de Murphy, o que se assistiu em Belo Horizonte. Tudo o que poderia correr de mal ao Brasil, correu.

Luiz Felipe Scolari

Luiz Felipe Scolari é a imagem do desalento

É verdade que o Brasil entrou melhor, disposto a ganhar o jogo, carregando sobre a defesa alemã, mas com a pontaria desafinada.

Mas também é verdade que quando a Alemanha subiu, foi um descalabro. Cada remate alemão era golo. O Brasil subia, rematava e a bola não entrava. A Alemanha mandava a bola para a baliza brasileira, e ela descobria o caminho do golo.

Muito se irá escrever depois do jogo acabar sobre as razões, os motivos, os porquês desta desgraça, mas o que se pode adiantar já, a quente, é que esta selecção brasileira é muito fraca, nunca apresentou um fio de jogo e Luiz Felipe Scolari nunca foi capaz de alterar o estado das coisas que já se vinham notando desde o jogo da abertura.

Quanto à Alemanha, é evidente que jogou para merecer a vitória e é por mérito próprio que está na final do próximo Domingo, no Estádio do Maracanã, com a equipa que sair do jogo entre a Selecção da Holanda e a Selecção da Argentina.

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