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Suíça 0 - 3 França

E a França apareceu cedo para o seu baile

Arena Fonte Nova, em Salvador. Cerca de 50.000 espectadores. Bom tempo, com céu limpo.

Selecção da Suíça – Diego Benaglio, Stephan Lichsteiner, Steve von Bergen (7′ Philippe Senderos), Ricardo Rodriguez, Johannes Djourou, Valon Behrami (46′ Blerim Dzemaili), Gökhan Inler, Granit Xhaqa, Xherdan Shaqiri, Admir Mehmedi, Haris Seferovic (69′ Josip Drmic).

Treinador – Ottmar Hitzfeld.

Selecção de França – Hugo Lloris, Mathieu Debuchy, Patrice Evra, Raphaël Varane, Mamadou Sakho (66′ Laurent Koscielny), Yohan Cabaye, Mathieu Valbuena (82′ Antoine Griezmann), Moussa Sissoko, Blaise Matuidi, Olivier Giroud (63′ Paul Pogba), Karim Benzema.

Treinador – Didier Deschamps.

Golos – 17′ Olivier Giroud – Suíça 0 – 1 França / 18′ Karim Benzema – Suíça 0 – 2 França / 40′ Mathieu Valbuena – Suíça 0 – 3 França / 67′ Karim Benzema – Suíça 0 – 4 França / 73′ Moussa Sissoko – Suíça 0 – 5 França / 80′ Blerim Dzemaili – Suíça 1 – 5 França / 87′ Granit Xhaqa – Suíça 2 – 5 França.

As selecções da Suíça e de França, que vinham as duas de vitórias sobre os seus opositores na jornada anterior, encontraram-se no Arena Fonte Nova, em Salvador, às 20:00′ de Portugal continental, para medirem força e tentarem perceber qual delas estaria em melhor forma.

A Suíça e a França têm um histórico de confrontos que, pendendo mais para os franceses, na prática é bastante equilibrado. Daí que, mesmo depois de uma vitória por 3 a 0 sobre a Selecção das Honduras, Didier Deschamps fez duas alterações ao onze inicial para defrontar os suíços.

Por seu lado, e depois de uma vitória suada sobre a Selecção do Equador, com quem esteve a perder, mas a quem acabou por conseguir virar o resultado, levou a que Ottmar Hitzfeld mantivesse o mesmo onze.

A Primeira Parte

Este jogo começou com força, com ambas as equipas a querer aproximar-se da baliza adversária e tentar o golo. Suíços e franceses apareceram a insuflar o peito a querer mostra-se muito bom e melhor que o outro. E o jogo fez-se rápido, intenso e de uma baliza a outra. Karim Benzema tentou um remate, mas a bola foi para fora.

Aos 7′ a primeira contrariedade do jogo. Numa bola dividida, Steve von Bergen, defesa suíço, ficou lesionado, e Ottmar Hitzfeld teve de fazer a sua primeira substituição. Embora a lesão do defesa suíço tivesse sido fruto do acaso, numa disputa de bola, passado algum tempo Mathieu Debuchy teve uma entrada bastante violenta sobre o seu adversário, o que deixou a ideia que a selecção francesa estava a ser um pouco agressiva.

E depois, apareceram 2 minutos que mudaram a história deste jogo. Aos 17′, houve a marcação de um pontapé de canto do lado direito do ataque francês, a bola foi centrada para o miolo da grande área, onde apareceu a saltar Olivier Giroud, que cabeceou a bola mesmo para o canto direito da baliza de Diego Benaglio, que deu um salto fantástico, mas insuficiente para travar a trajectória de golo. Estava feito o 1 a 0. No minuto seguinte, e depois da Suíça ter recomeçado o jogo, houve uma perca de bola a meio-campo por parte dos jogadores helvéticos, a França aproveitou para um contra-ataque muito rápido, Karim Benzema passou a bola para Blaise Matuidi que apareceu pelo lado esquerdo do ataque, aproximou-se da baliza suíça, disparou a bola e marcou o segundo golo sem hipóteses de defesa para Benaglio.

Suíça 0 - 3 França

Um boa imagem da equipa suíça, o que raio é que nos aconteceu na 1ª parte?

E em pouco mais de 10′, os suíços foram obrigados a fazerem uma substituição por lesão e passaram a perder por 2 a 0. As coisas começaram a correr mal para os comandados de Ottmar Hitzfeld.

Mas os suíços não baixaram os braços e lançaram-se ao ataque da equipa francesa, forçando-os a recuar e, aos 27′ chegaram mesmo a colocar a bola no interior da baliza de Hugo Lloris, mas o jogador suíço, Granit Xhaqa, estava fora-de-jogo. Logo quase na continuidade, e numa recuperação de bola por parte dos jogadores suíços, Granit Xhaqa apareceu de novo frente à baliza francesa, rematou com força, mas Hugo Lloris defendeu a bola. Ainda apareceu Xherdan Shaqiri para a recarga, mas a bola passou a rasar o poste esquerdo da baliza de Lloris. Grande infelicidade do ataque suíço.

Na reposição de bola, os franceses subiram sobre a defesa suíça, e Karim Benzema acabou por ser rasteirado por Johannes Djourou, numa zona da área onde o jogador francês já não tinha ângulo de remate e já estava a perder a bola. O árbitro apitou para grande penalidade. Benzema, encarregado de marcar a falta, chutou com força, mas Diego Benaglio defendeu o remate, ainda chegou Yohan Cabaye que também chutou em força, mas a bola foi bater com estrondo no poste.

Alguns minutos depois, e com a Suíça a insistir num ataque continuado sobre os franceses, estes recuperaram uma bola de um pontapé de canto marcado pelos suíços e lançaram, muito rapidamente, o contra-ataque pelo lado esquerdo, com Olivier Giroud a correr muito e depressa, a fezer um centro teleguiado para a sua direita, onde apareceu isolado Mathieu Valbuena que só teve de chutar a bola para dentro da baliza de Diego Benaglio, fazendo o 3 a 0 para a selecção francesa.

Entretanto chegou o intervalo. A Suíça apresentava maior percentagem de posse de bola, mas a França tinha muitos mais remates e remates à baliza e remates perigosos que os suíços. Aliás, mesmo depois do 3 a 0, e antes de chegar o intervalo, a equipa francesa teve oportunidade de marcar por mais duas vezes, por intermédio de Karim Benzema, mas com a bola a não entrar.

A Segunda Parte

E a selecção suíça começou a segunda parte do jogo decidida a virar o resultado, carregando sobre a defesa francesa. Haris Seferovic é o primeiro jogador a rematar muito forte, mas com a bola a subir demasiado por cima.

Era uma tarefa hercúlea, mas os suíços entraram a mostrar que tinham vontade de mudar o marcador. A posição francesa era mais de ficar na expectativa, a aguardar o que os suíços quereriam fazer e a montar uma gestão do resultado. Afinal estavam a ganhar por 3 a 0.

E assim foi, durante muito tempo. A Suíça mudou-se para o meio-campo francês e massacrou, uma vezes melhor, outras pior, mas sem conseguir marcar um golo. Os franceses iam vivendo com as sobras suíças. Cada vez que recuperavam uma bola, ou que a Suíça a perdia, os franceses lançavam-se em contra-ataques muito rápidos e muito perigosos que, por várias vezes, poderiam ter resultado em golo. Não aconteceu.

Por várias vezes, tanto Granit Xhaqa como Xherdan Shaqiri e até Admir Mehmedi, tiveram a bola nos pés e remataram, mas invariavelmente a bola fugia da baliza, por cima da barra, ao lado do poste, algumas vezes acabava nas mãos de Hugo Lloris.

Karim Benzema

Karim Benzema esteve simplesmente mortífero no ataque francês

Pelo lado francês, era Karim Benzema quem normalmente aparecia para rematar com perigo à baliza de Diego Benaglio.

Entretanto, Mamadou Sakho lesionou-se e o árbitro teve de interromper o jogo. Foi substituído. E com a paragem de jogo, voltou a aparecer a luz francesa que lhe alumiava o ataque.

Aos 67′, Progba arrancou para o contra-ataque pelo lado direito, não encontrou dificuldade na progressão, passou a bola a Karim Benzema que se limitou a dar um ligeiro toque, o suficiente para a desviar de Benaglio e fazer o 4 a 0.

Pouco tempo depois, e de novo em rápido contra-ataque pelo lado esquerdo do ataque francês, Blaise Matuidi fez um passe para a direita para Karim Benzema, que ainda passou mais à direita para Moussa Sissoko, que rematou colocado para o 5 a o. A França encaminhava-se para um resultado histórico. A Suíça sentia-se destroçada, e com vontade que o jogo acabasse.

Mathieu Valbuena e Blaise Matuidi tiveram mais golos franceses nos pés, mas Diego Benaglio foi negando-os.

Já estávamos nos 80′ de jogo quando, finalmente, a Suíça marcou um golo. Uma falta assinalada na zona frontal à baliza de Hugo Lloris, Blerim Dzemaili rematou forte, a bola furou a barreira, passou junto ao poste esquerdo da baliza de Hugo Lloris, que não conseguiu chegar-lhe e foi-se aninhar no canto das redes. A Suíça fazia o golo de honra.

Pouco tempo depois, e com a equipa francesa já à espera do fim do jogo, Gökhan Inler fez um passe em profundidade para Granit Xhaqa que rematou de primeira, bastante colocado, fazendo o segundo golo da selecção suíça.

Quase, quase no final do jogo, houve um outro contra-ataque francês pelo lado direito, com um passe para o centro do terreno onde Karim Benzema chutou de primeira para novo golo francês, mas o árbitro apitou para o final do encontro com a bola no ar, no centro para Benzema. Um erro do árbitro que impediu o golo bonito do avançado francês.

A França acabou, assim, por vencer a Suíça por 5 a 2.

Conclusão

No início ninguém esperaria um jogo como este. Aliás, várias vozes garantiam que a Suíça estaria encaminhada para ganhar a uma França sem o seu craque Franck Ribéry, e que nos últimos anos tem jogado mau futebol e feito más campanhas.

Suíça 2 - 5 França

Hoje foi dia de festa para a selecção francesa

Pois, saiu tudo ao contrário. A selecção francesa teve aqui um jogo quase perfeito. É verdade que a Suíça teve mais tempo de posse de bola, mas tudo muito inconsequente e sem sentido. Os franceses por seu lado, eram incisivos. Cada vez que recuperavam uma boa, iniciavam um perigoso contra-ataque que acabaria por render 5 golos (mais 1 que não foi contabilizado, no final do encontro).

Os contra-ataques franceses eram mortais, pontuados, normalmente com remates muito fortes e bem colocados.

A selecção suíça como que foi apanhada em contra-pé, demonstrando que nunca esteve à espera de uma França como esta que apanharam pela frente. E demoraram muito tempo para se encontrar. Aliás, os golos suíços só aparecem depois do minuto 80, quando, finalmente, os suíços conseguem colocar alguma razão no seu jogo e bloquear, momentaneamente o seu adversário.

A Suíça ficou em maus lençóis com este resultado, deixando para a última jornada, a história da sua continuidade, ou não, no Mundial do Brasil. Para já também tem que aguardar o resultado do jogo de mais tarde entre a Selecção das Honduras e a Selecção do Equador, para poder começar a traçar a sua estratégia de sobrevivência.

A França, finalmente, reencontrou-se com o seu futebol numa noite em que Benzema esteve simplesmente mortal.

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