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Suíça 2 - 1 Equador

E a Suíça não deixou nenhum chocolate para o Equador

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Cerca de 70.000 espectadores. Bom tempo, cheio de sol, num céu azul.

Selecção da Suíça – Diego Benaglio, Stephan Lichsteiner, Johannes Djourou, Steve von Bergen, Ricardo Rodriguez, Valon Behrami, Gökhan Inler, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaqa, Valentin Stocker (46′ Admir Mehmedi), Josip Drmic (75′ Haris Seferovic).

Treinador – Ottmar Hitzfeld.

Selecção do Equador – Alexander Dominguez, Juan Carlos Paredes, Jorge Guagua, Frickson Erazo, Walter Ayovi, Antonio Valencia, Carlos Gruezo, Christian Noboa, Jefferson Montero (76′ Joao Rojas), Enner Valencia, Felipe Caicedo (70′ Michael Arroyo).

Treinador – Reinaldo Rueda.

Golos – 22′ Enner Valencia – Suíça 0 – 1 Equador / 48′ Admir Mehmedi – Suíça 1 – 1 Equador / 90′+3′ Haris Seferovic – Suíça 2 – 1 Equador.

Eram 17:00′ em Portugal continental quando se iniciou mais um jogo deste Campeonato do Mundo de Futebol do Brasil, desta vez entre as selecções da Suíça e do Equador, abrindo, assim, os jogos do Grupo E.

Tanto uma selecção como a outra sem grandes surpresas nos onze iniciais, apresentando, quer Ottmar Hitzfeld, quer Reinaldo Rueda, as suas melhores, mas também mais prováveis, equipas para este confronto inaugural das duas selecções.

A Primeira Parte

O início de jogo foi todo da selecção equatoriana que se balanceou no ataque e, durante alguns dos minutos iniciais, manteve a selecção suíça acantonada no seu último reduto. A ideia que sobressaía era que o Equador entrara com vontade de resolver cedo o jogo, e deixar marcas, desde cedo, na selecção helvética.

O Equador apresentou-se a atacar com dois homens mais na frente, Enner Valencia e Felipe Caicedo, mas que estavam a contar com toda a equipa balanceada no ataque.

Já se tinha atingido os 12′ de jogo quando a Suíça consegue, finalmente, sair do seu reduto e, num rápido conta-ataque, aproximar-se muito, e com perigo, da baliza de Alexander Dominguez, mas com Josip Drmic a ser desarmado quando se preparava para rematar.

Suíça 2 - 1 Equador

O Equador foi a primeira selecção a marcar golo

Depois deste lampejo suíço, o Equador voltou a instalar-se, outra vez, no meio-campo adversário. Só vez em quando a Suíça conseguia subir até à área adversária, como aos 16′, quando Xherdan Shaqiri rematou forte, mas Alexander Dominguez defendeu com bastante segurança. Logo na resposta, um grupo equatoriano lançou-se em corrida sobre a baliza de Diego Benaglio, mas com Enner Valencia a rematar muito por cima da baliza suíça. Mas voltou a insistir e, aos 22′, no seguimento de uma falta contra a Suíça, cobrada pelo lado esquerdo do ataque equatoriano, como se fosse um canto mais curto, Enner Valencia saltou mais alto que toda a gente e conseguiu meter a bola dentro da baliza de Diego Benaglio, inaugurando o marcador para o Equador.

Dois minutos depois do golo, o Equador voltou a aproximar-se, outra vez, do golo, mas desta vez com o ataque equatoriano a não conseguir terminar eficazmente o seu contra-ataque.

À meia-hora de jogo, a selecção suíça tinha mais percentagem de bola nos pés, mas era uma posse que não se via. As jogadas eram inconsequentes e frágeis. Por seu lado, quando a selecção equatoriana tinha a bola, o seu ataque era poderoso e aproximava-se, invariavelmente, com perigo da baliza adversária. No entanto, houve um certo sacudir de água do capote por parte dos suíços que passaram, então, a ser eles a jogar, em permanência, no meio-campo sul-americano.

Desde essa altura do jogo, este tornou-se bastante mexido, com a Suíça a massacrar a defesa equatoriana, mas sem grande eficácia, com excepção do minuto 36 quando Gökhan Inler rematou forte, de longe, e Alexander Dominguez teve de se aplicar, e esticar o corpo todo, para conseguir defender a bola, mesmo cedendo um canto.

Aos 40′, Felipe Caicedo fez falta sobre Ricardo Rodriguez. A falta, cobrada do lado direito do ataque suíço, acabou por não dar em nada, com a bola a ser rematada para além das quatro linhas.

Quase a terminar a primeira parte do encontro, os equatorianos forçaram vários ataques possantes sobre a defesa suíça que se livrou deles com muito custo. Felipe Caicedo chegou a cair na grande área suíça, mas o árbitro marcou mão na bola do atacante equatoriano.

No final da primeira parte, a selecção suíça tinha mais posse de bola, 60% contra 40%, menos faltas, bastantes mais remates, mas menos incisivos. Em resumo poder-se-ia dizer que a Suíça tinha a bola, mas o Equador é que jogava, marcou um golo e poderia ter marcado mais.

A Segunda Parte

E no início do segundo tempo, a Suíça vinha empenhada em virar o resultado, arrancando sobre o meio-campo do Equador e rematando forte, tentando a sorte. E ela chegou aos 48′, quando, no seguimento de um pontapé de canto marcado do lado esquerdo do ataque suíço, Admir Mehmedi, acabadinho de entrar no jogo, apareceu sozinho a cabecear para o interior da baliza de Alexander Dominguez, fazendo o empate.

Com o golo a servir de catalisador, os suíços galvanizaram-se e assentaram arraiais no meio-campo equatoriano, obrigando-os a recuar, e a recorrer à falta para rebater o ímpeto atacante do adversário. Aos 53′, Juan Carlos Paredes foi obrigado a recorrer a uma falta e recebeu o primeiro cartão amarelo do jogo.

A Suíça mantinha a maior percentagem de posse de bola, como na primeira parte do jogo, mas agora, com ataques forte e incisivos, e com o aparecimento capaz do avançado Xherdan Shaqiri, a surgir muitas vezes frente ao guarda-redes equatoriano.

Suíça 2 - 1 Equador

No segundo tempo, assistiu-se a uma partida muito equlibrada

Numa tentativa de aliviar um pouco a carga suíça, o Equador ensaiou uns ligeiros contra-ataques que terminaram com fortes remates de Enner Valencia, mas com a bola a ser desviada para canto.

Mas os suíços voltaram a tomar conta do jogo. E ao contrário da primeira parte, onde a Suíça tinha a posse de bola e o Equador fazia as jogadas perigosas, nesta altura, os suíços tinham a posse de bola e jogavam-na. Eram mais perigosos. Mais fortes. Chegam, inclusivamente, a meter a bola dentro da baliza equatoriana aos 70′, por intermédio de Josip Drmic, mas o árbitro já tinha assinalado fora-de-jogo, que foi no entanto muito discutível, pois a bola bateu num defesa equatoriano antes de chegar a Drmic.

Entusiasmados, os suíços carregavam. Aos 73′ Xherdan Shaqiri quase que colocou a Suíça em vantagem.

Apanhando a selecção suíça toda balanceada no ataque, a Selecção do Equador ensaiou um contra-ataque muito perigoso, mas que acabou por se perder entre os vários jogadores, com a bola a sair pela linha lateral.

Depois subiram, de novo, os suíços, que carregavam perigosamente, e depois voltavam a descer os equatorianos, mais suavemente. E repetiu-se várias vezes este esquema e, numa dessas vezes, Johannes Djourou foi mesmo admoestado com o cartão amarelo, à passagem do minuto 84, por entrada faltosa sobre o adversário.

Aliás, com o aproximar do fim do jogo, ambas as selecções se tornaram muito mais faltosas do que tinham sido ao longo de todo o encontro.

E acabaram por chegar os 90′ e os minutos de compensação, e o jogo tornou-se incaracterístico, com as equipas a resguardarem-se para não saírem derrotadas, tão próximo do fim. No entanto, ainda houve tempo para um contra-ataque perigoso e assustador do Equador, mas a Suíça controlou bem, recuperou a bola, fugiu em contra-ataque e, contra todas as expectativas, marcou o seu segundo golo, o golo da vitória, aos 90′+3′ de jogo, por intermédio de Haris Seferovic, quando já nada o fazia prever.

Depois do golo, o árbitro apitou para o fim do jogo.

Conclusão

Acabou por assistir-se, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a um excelente encontro de futebol que só pecou pelo resultado demasiado magro para o futebol executado.

Tanto a Selecção do Equador, como a Selecção da Suíça, entraram para esta partida com o objectivo, bem assente, de a ganhar.

Suiça 2 - 1 Equador

No final acabou por haver mais Suíça

Entrou bem melhor a selecção equatoriana, em ataque continuado, no início de jogo, até conseguir marcar o golo. Mas depois do golo equatoriano, a Suíça tomou conta do jogo e acabou, inclusivamente, por ter maior posse de bola, embora, ao mesmo tempo, parecesse que o Equador tinha tudo controlado. E foi assim que as duas equipas foram para o intervalo, com a Suíça mais tempo com posse de bola, mas com o Equador  a demonstrar ter o jogo controlado.

Mas na segunda parte, tudo se alterou. Os suíços continuaram com maior posse de bola e logo no início do recomeço fizeram o empate.

Grande parte do segunda tempo foi a mesma história. A Suíça a ter mais posse de bola e o Equador a controlar o jogo. Até que, já no tempo de compensação, os equatorianos estiveram muito próximo do golo e, na resposta, acabou por ser mesmo a Suíça a virar o resultado.

Num jogo que se aceitava terminar empatado, embora para o jogo jogado merecesse outro resultado, pelo menos mais golos, qualquer uma das equipas poderia sair vencedora. Acabou por acontecer à Suíça. Poderia ter acontecido ao Equador. Mas não foi assim. E, na verdade, ambas procuraram a vitória, mas pode-se dizer que a Suíça procurou com maior afinco. E por isso foi recompensada.

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