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França

E depois das américas, a África

Estes oitavos-de-final que a fase de grupos do Campeonato do Mundo do Brasil ditaram, têm criado bons embates que, a mais das vezes, ultrapassa o mero confronto entre duas selecções para o ser entre duas regiões.

No primeiro dia de embate, confrontaram-se 4 equipas sul-americanas, o que, garantindo que 2 delas passariam aos quartos-de-final, também garantia que 2 delas ficariam pelo caminho. E assim foi. Continuam em prova o organizador do Campeonato, o Brasil, e uma das equipas com futebol mais bonito deste Mundial, a Colômbia. E ficaram pelo caminho o surpreendente Chile e o Uruguai sem Luiz Suárez.

No segundo dia entraram os europeus. Para confrontar americanos. À Holanda coube o México. À Grécia, a Costa Rica. E com resultados diferentes, que poderiam ter sido semelhantes, a tombar para qualquer um dos lados. No primeiro jogo, passou aos quartos-de-final a Selecção da Holanda, com uma recuperação histórica e nos limites. Aos 87′, os holandeses estavam a perder por 1 a 0. 7′ depois estava a vencer por 2 a 1. A Selecção do México foi afastada, mas com fortes críticas ao trabalho do árbitro português Pedro Proença. No segundo jogo deu-se a situação inversa. A surpresa Costa Rica defrontou e venceu o futebol tristonho e cinzento da Grécia. Mas foram a prolongamento. E a marcação de grandes penalidades.

Hoje, os europeus têm pela frente os africanos. À Selecção da França calhou a Selecção da Nigéria e à Selecção da Alemanha foi a Selecção da Argélia. Dois bons jogos em perspectiva. Mas à priori, com a continuidade a tombar para o lado europeu. Nada leva a crer que, nem a Nigéria, nem a Argélia consigam levar de vencida os seus adversários, mas, neste Mundial, tudo é possível. E até o seu contrário.

Mas no caso dos franceses, os bleus estão confiantes. Há anos, tantos, que a selecção francesa não mostra um fio de jogo tão completo, constante e funcional como neste Mundial.

Depois dos desastres que foram o Campeonato do Mundo de 2002, na Coreia do Sul/Japão e o Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul, onde não conseguiram passar da primeira fase, e das sofridas prestações no Campeonato da Europa de 2008, na Suíça/Áustria, onde também não passaram da primeira fase, dos Campeonatos da Europa de 2004, em Portugal, e de 2012, na Polónia/Ucrânia, onde se ficaram pelos quartos-de-final, e depois de um difícil campanha de apuramento para o Mundial do Brasil, a França está a renovar-se e a provar que merece estar onde está. Os jogos da fase de grupos foram um bom exemplo do que esta equipa tem para dar. E agora querem fazer o mesmo frente à Nigéria.

Didier Deschamps

Para Didier Deschamps, sonhar, mas com os pés na terra

Didier Deschamps, o seleccionador francês está consciente do valor das selecções que estão e estiveram neste Mundial, o que só vem abonar, ainda mais ao valor da selecção tricolor: “estou orgulhoso do que os jogadores fizeram. Temos que festejar este momento: basta ver os outros jogos para perceber que este Campeonato do Mundo está muito difícil. Grandes selecções já foram eliminadas, mas nós ainda estamos aí…” E esperam continuar a estar. Para além da Nigéria estão os quartos-de-final, e os franceses querem lá chegar, a todo o custo.

Mas Didier Deschamps é, também, um seleccionador com os pés assentes no chão e não deixa os seus jogadores embandeirarem em arco. É que há muito caminho para percorrer e cada jogo é um jogo, e cada um tem a sua história. Um jogo de cada vez. “Mas até agora não precisei intervir porque não senti nenhum excesso de confiança”, afirmou Deschamps, e continuou “Mas também não podemos perder o ímpeto.”

Um dos jogadores que tem sido muito importante para a estratégia de Didier Deschamps e para o desempenho da selecção francesa, é o médio paul Progba. E é dele as palavras: “vamos enfrentar a Nigéria nos oitavos-de-final, mas poderia ter sido a Argentina ou qualquer outra selecção; para nós é a mesma coisa”, diz. “O objectivo é vencer e chegar o mais longe possível. Estamos a fazer de tudo para conseguir.”

Progba é o exemplo da mentalidade que está a construir uma selecção francesa muito diferente daquela que se tem arrastado pelos estádios nos últimos anos.

França e Nigéria, uma grande partida em perspectiva.

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