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Alemanha

E no fim ganha a Alemanha

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Cerca de 75.000 espectadores. Bom tempo, céu azul e temperatura elevada.

Selecção de França – Hugo Lloris, Mathieu Debuchy, Patrice,  Evra, Raphaël Varane, Mamadou Sakho (71′ Laurent Koscielny), Yohan Cabaye (73′ Loïc Rémy), Mathieu Valbuena, Karim Benzema, Antoine Griezmann, Blaise Matuidi, Paul Pogba.

Treinador – Didier Deschamps.

Selecção da Alemanha – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Jérôme Boateng, Mats Hummels, Benedikt Hoewedes, Bastian Schweinsteiger, Sami Khedira, Thomas Müller, Toni Kroos (90′+2′ Christoph Kramer), Mesut Özil (83′ Mario Götze), Miroslav Klose (69′ Andre Schürrle).

Treinador – Joachim Low.

Golos – 13′ Mats Hummels – França 0 – 1 Alemanha.

Eram 17:00′ em Portugal continental quando se deu início à nova fase do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Começou o primeiro jogo dos quartos-de-final, a colocar frente-a-frente duas equipas da Europa. As selecções de França e da Alemanha foram as primeiras a subir a campo para decidir qual deles terá direito a estar nas meias-finais, a caminho de uma possível final.

Qualquer uma das duas equipas poderá ganhar o jogo. A selecção alemã vem em decrescendo desde que goleou a selecção portuguesa, enquanto a selecção francesa tem surpreendido pela positiva, ultrapassando os problemas que vinha tendo desde o Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul.

Assim, era de esperar que esta fosse uma grande partida de futebol.

A Primeira Parte

Saiu a Alemanha com a bola. E a Alemanha começou a tentar atacar. Mas a França mostrou-se muito tranquila. Mesmo quando os alemães apareceram mais perigosamente na área francesa, e foram várias vezes no início do jogo, os bleus nunca tremeram perante a bola e os alemães.

E tanto estava concentrada a selecção francesa que, sendo os alemães a terem a posse da bola e a manterem-se no ataque, pertenceram aos franceses as subidas mais perigosas, com os franceses a mostrarem-se muito perdulários. Só que, ao minuto 13, e num lance de bola parada, Toni Kroos bateu um livre no lado esquerdo do ataque alemão, no início do meio-campo francês, para dentro da grande área francesa, onde apareceu Mats Hummels, a saltar mais alto que toda a gente, e a cabecear a bola para o interior da baliza de Hugo Lloris, passando no buraco da agulha entre a mão de Hugo Lloris e a barra da baliza. Estava feito o primeiro golo da partida, com a selecção alemã a arrancar vencedora.

Começando o jogo a perder, a equipa francesa não deu sinais de nervosismo. A selecção alemã continuou ao ataque, tentando chegar, de novo, próximo da baliza de Hugo Lloris, mas os franceses continuavam muito tranquilos a cortar as jogadas e a interceptar os passes, embora começassem a ficar mais faltosos. Aos 24′, num lance dentro da grande área francesa, Miroslav Klose sentiu a mão de Mathieu Debuchy a segurar-lhe a camisola, e mandou-se para o chão, tentando cavar uma grande penalidade, mas o árbitro mandou continuar a jogar, dizendo que não era nada.

França 0 - 1 Alemanha

Mats Hummels marcou para a Alemanha o único golo da partida

À meia-hora de jogo, começou-se a definir melhor as posições de uma e outra equipa. Primeiro, a selecção alemã tomou conta do jogo e mantinha-se em ataque continuado e em constante pressão sobre a defesa francesa que, só a muito custo conseguia ensaiar pequenas e tímidas tentativas de contra-ataque. Em segundo, a selecção francesa começou a acentuar, em demasia, a sua tendência faltosa, o que estava a levar os alemães a criar maiores oportunidades de golo em lances de bola parada.

Em contra-ciclo com isto tudo, num desses tímidos contra-ataques, a França aproximou-se demasiado da baliza de Manuel Neuer e, dentro da área, Mathieu Valbuena disparou um potente remate à queima-roupa que o guarda-redes alemão defendeu, mais por instinto, e na recarga, Karim Benzema não conseguiu o disparo imediato porque se antecipou Mats Hummels a mandar a bola para fora.

Depois deste perigoso contra-ataque francês, o jogo centrou-se a meio-campo, com ambas as equipas a tentar mostrar-se mais forte que a outra. Mais forte mostrou-se, contudo, e sempre, os alemães, mas nos momentos finais da primeira parte, a França teve maior atrevimento e procurou afincadamente o golo do empate, acabando por encostar a Alemanha à sua defesa. E tudo começou num grande passe a cruzar todo o espaço do meio-campo alemão para os pés de Karim Benzema, bem próximo da baliza alemã, que acabou por se emaranhar nos seus próprios dribles e, quando rematou à baliza de Manuel Neuer, foi mais um passe cansado, que um remate furioso. Os franceses continuaram nas imediações alemãs até ao apito do árbitro, mas sem consequências.

A Segunda Parte

Foi a selecção francesa a recomeçar o jogo na segunda parte e, aproveitando o primeiro toque na bola, acercou-se, rápido, da baliza alemã. No seguimento da primeira jogada, Bastian Schweinsteiger empurrou Antoine Griezmann na grande área, deixando a sensação de grande penalidade, mas o árbitro mandou continuar o jogo.

A selecção francesa, a perder, entrou nesta segunda parte muito mais agressiva, e disposta a disputar o jogo, e empurrando a equipa alemã para o seu último reduto, pressionando com jogadas rápidas e passes ao primeiro toque.

Mas a Alemanha é uma máquina potente e que trabalha muito afinada e, quando resolve forçar o caminho, a selecção alemã sobe com relativa facilidade pelo meio-campo francês fora, que é apanhado em contra-pé.

França 0 - 1 Alemanha

Um jogo muito disputado, mas fraquinho

Contudo, a França não desistia. Não queria, nem podia desistir. Contra todas as expectativas, estavam nos quartos-de-final. E a Alemanha é vizinha, amiga/inimiga, com um historial de muita rivalidade.

Aos 62′, Bastian Schweinsteiger entrou em peso com todo o seu corpo sobre Mathieu Valbuena, que ficou estendido no chão e teve de ser assistido. Mas os franceses não se amedrontaram. E continuaram a pressionar a selecção alemã. Mas aos 69′, e depois de uma substituição, onde Joachim Low fez entrar Andre Schürrle para o lugar de Miroslav Klose, os franceses perderam, infantilmente, a bola próximo da sua baliza, e os alemães levaram, de novo, grande perigo à baliza de Hugo Lloris, através de um remate cruzado de Thomas Müller, a passar frente ao guarda-redes e a sair a roçar o poste.

Por volta dos 75′, a equipa francesa já tinha maior posse de bola, estava mais tempo ao ataque e a manter a selecção alemã a cerrar fileiras na sua defesa. Mas a espaços, os alemães conseguiam fugir para o contra-ataque, normalmente muito mais perigosos que o ataque constante dos franceses.

Exemplo disso foi ao minuto 82, depois de um pontapé de canto para a França, com a bola a ser agarrada por Manuel Neuer, que lançou rápido o contra-ataque para Mesut Özil que correu sozinho pelo lado esquerdo do ataque alemão, centrou para o coração da área onde Thomas Müller falhou o primeiro remate e Andre Schürrle fez um remate muito denunciado que Hugo Lloris defendeu com uma certa facilidade.

Até ao fim do jogo, os franceses ainda tentaram procurar o golo do empate e o consequente prolongamento. Mas não o conseguiram. Aos 90′+4′, Karim Benzema esteve bem perto desse milagre ao disparar um grande remate sobre Manuel Neuer, mas com este a fazer uma grande defesa por reflexo e a garantir a vitória dos alemães.

Conclusão

Foi um jogo fraco entre duas selecções que muito prometiam e, afinal, pouco deram.

A selecção alemã começou o jogo a querer mandar e a tentar marcar um golo. Ao acabar por conseguir marcar um golo bastante cedo, a Alemanha manteve-se, no resto do tempo, a defender um resultado que lhe era favorável.

Por outro lado, a selecção francesa que, deixando jogar os alemães, parecia controlar o jogo, não denotando nervosismo, mesmo quando começou a perder, deixou passar demasiado tempo e, quando se lembrou que estava num jogo a eliminar, já era tarde demais.

Alemães

E no fim ganham os alemães

Foi, no fundo, um jogo muito táctico sem grandes rasgos de futebol nem grandes oportunidades de golo.

Houve, aliás, partes onde o jogo foi jogado a passe, sem velocidade, feito por duas equipas cansadas e sem imaginação, mesmo que, a espaços, poucos, houvesse uma ou outra jogada mais entusiasmante.

Tivemos que esperar pelos últimos segundos de jogo para assistir à maior oportunidade de golo para a selecção francesa. Já era tarde.

Uma selecção francesa que vinha em crescendo, acabou por ser eliminada por uma selecção alemã que já tinha tido melhores dias.

Mas como é normal dizer-se, o futebol são onze jogadores para cada lado e no fim ganha a Alemanha. É verdade. E com isto, a Selecção da Alemanha está na meias-finais.

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