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Alemanha

E no fim ganha, mesmo, a Alemanha

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Cerca de 75.000 espectadores. Bom tempo.

Selecção da Alemanha – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Mats Hummels, Jérôme Boateng, Benedikt Höwedes, Bastian Schweinsteiger, Christoph Kramer (30′ Andre Schürrle), Thomas Müller, Toni Kroos, Mesut Özil (90′+30′ Per Mertesacker), Miroslav Klose (88′ Mario Götze).

Treinador – Joachim Löw.

Selecção da Argentina – Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Martín Demichelis, Ezequiel Garay, Marcos Rojo, Enzo Pérez (86′ Fernando Gago), Lucas Biglia, Javier Mascherano, Ezequiel Lavezzi (46′ Sergio Agüero), Lionel Mess, Gonzalo Higuaín (78′ Rodrigo Palacio).

Treinador – Alejandro Sabella.

Golos – 90′+23′ Mario Götze – Alemanha 1 – 0 Argentina.

E aproximava-se do final, o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Às 20:00′ de Portugal continental, começava o jogo da final entre as selecções da Alemanha e da Argentina. Duas equipas sem qualquer derrota, mas uma delas a jogar bom futebol e a marcar muitos golos, e a outra a sobreviver com vitórias pela margem mínima.

No início do jogo, e pensando que num encontro destes, há sempre 50% de possibilidade de vitória para cada lado, a Alemanha aparecia como a grande candidata, pelo que fez ao longo do Campeonato, e pelo futebol que vem apresentando. A Argentina aparecia como a selecção de um homem só, e dele dependente. Equipas que se encontravam numa final pela terceira vez na história, é também a possibilidade de uma das equipas superar a outra, visto que as duas já ganharam uma final contra a outra.

Depois do Brasil ter perdido o terceiro lugar para os holandeses no jogo de ontem, este jogo perdeu muito adeptos. Mas para muitos brasileiros, a vitória alemã, carrasca do Brasil, é a possibilidade de não permitir aos vizinhos argentinos comemorar a vitória em sua casa.

A Primeira Parte

E começou a Alemanha a jogar neste último jogo do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. E depressa se acercou da baliza de Sergio Romero. Marcos Rojo carregou Thomas Müller à entrada da grande área, e Toni Kroos marcou a falta, mas sem perigo. A Argentina pegou na bola, correu para o contra-ataque e Gonzalo Higuaín rematou cruzado frente à baliza de Manuel Neuer, naquele que foi, aos 4′ de jogo, o remate mais perigoso deste início da partida.

E quando se esperava que fossem os alemães a pegarem no jogo, foram os argentinas que a partir daquele primeiro remate perigoso fincaram os pés no meio-campo alemão. No entanto, depressa se equilibrou, o jogo, e começou a ser jogado muito a meio-do-campo. Com uma ou outra subida às balizas, com a Argentina a começar a ser muito faltosa, e com a Alemanha a sofrer com essas faltas – Christoph Kramer, que entrou à última da hora para substituir Sami Khedira, foi uma dessas vítimas e chegou a assustar.

Lionel Messi

Lionel Messi foi o autor da mais bonita e perigosa jogada da primeira parte do jogo

À meia-hora de jogo as duas situações que vieram alterar o estado das coisas. Quando o jogo estava a ficar muito morno, muito sitiado a meio-campo, a Argentina arrancou num rápido contra-ataque por intermédio de Ezequiel Lavezzi que fez um passe longo, a cruzar o campo, para Gonzalo Higuaín que só teve de encostar o pé para colocar a bola dentro da baliza de Manuel Neuer. Mas o árbitro assistente estava de bandeirola no ar a assinalar o fora-de-jogo a Gonzalo Higuaín, que já festejava eufórico, quando o árbitro apitou para marcar o fora-de-jogo. E o resultado mantinha-se no zero a zero. Ao mesmo tempo, Christoph Kramer teve mesmo de sair, não conseguindo recuperar da lesão sofrida, e foi substituído por Andre Schürrle.

Irritados, lá voltaram os argentinos ao jogo. E voltaram a carregar sobre a defesa alemã que conseguiu sacudir a bola e provocar um perigoso contra-ataque com a bola a terminar nos pés de Andre Schürrle que disparou um potente remate que obrigou Sergio Romero a uma grande e vistosa defesa. Na resposta, foi a argentina que saiu em rápido contra-ataque, e com Lionel Messi a surgir sozinho e isolado na grande área alemã, a fintar os defesas e a ser impedido, no limite, por uma defesa de Manuel Neuer que lhe retirou a bola dos pés.

Logo voltou a Alemanha ao ataque, e Toni Kroos rematou forte e violento para outra grande defesa de Sergio Romero.

E um jogo que estava a tornar-se chato e sem grandes rasgos, demasiado táctico, com algum medo por parte dos jogadores que não queriam sofrer algum golo, modificou-se por completo depois do tal minuto 30, o minuto onde a Argentina viu um golo anulado e o jogador alemão Christoph Kramer teve de ser substituído. Mesmo antes do apito do árbitro para o intervalo, a Alemanha, através da marcação de um pontapé de canto, esteve muito próximo do golo através de uma cabeceamento do Benedikt Höwedes, com a bola a ir ao poste. Depois, acabou a primeira parte.

Primeira parte que acabou por se tornar um jogo bem interessante depois da meia-hora, com as duas equipas a subirem bastante, e bem, e com perigo, acercando-se da baliza adversária, e possibilitando o golo que, afinal, acabou por não chegar.

Mas este final prometeu para uma boa segunda parte.

A Segunda Parte

A selecção argentina entrou a todo o gás na segunda parte do jogo. Num curto espaço de 45”, a Argentina foi por duas vezes, perigosamente, à baliza de Manuel Neuer, e o golo esteve muito próximo. Durante os 10′ seguintes, só deu Argentina, mas com a bola a fugir da baliza alemã. Só por volta dos 55′ de jogo, a Alemanha consegue, finalmente, aproximar-se da baliza de Sergio Romero com algum perigo.

Alejandro Sabella fez uma substituição ao intervalo, fazendo entrar Sergio Agüero para o lugar de Ezequiel Lavezzi, e esta alteração veio transformar por completo o jogo argentino que se tornou muito mais acutilante. Durante os primeiros minutos de jogo, os alemão não conseguiram voltar a ter a posse de bola. Finalmente depois dos 55′, a partida volta a ficar de novo mais equilibrado, com subidas perigosas de parte-a-parte.

Manuel Neuer

E num jogo muito táctico, a maior emoção foi quando Manuel Neuer subiu sobre Gonzalo Higuaín

Aos 57′ de jogo, Gonzalo Higuaín apareceu isolado à entrada da área alemã a responder a uma bola lançada em profundidade, quando apareceu Manuel Neuer a subir e a socar a bola, carregando-se sobre o avançado argentino. O árbitro assinalou falta contra a Argentina, sem se perceber porquê.

Mesmo com o jogo mais equilibrado, a verdade é que a equipa alemã apresentava-se sem soluções para ultrapassar a defesa argentina, bem colocada no campo. E os argentinos voltavam a acercar-se da baliza alemã. Mas, invariavelmente, estava sempre lá, e seguro, Manuel Neuer.

Depois da hora de jogo, e depois da entrada furiosa dos argentinos na segunda parte, o jogo acalmou, demasiado até, e começou a ficar lento e feio. As equipas começaram a ficar com medo de sofrer um golo e não ter tempo para recuperar. Demasiadas cautelas. Muito medo. Uma chatice. Mas, ao contrário do que seria de esperar, e tendo em conta o Mundial que ambas as equipas fizeram, a 10′ do final do jogo estava a haver demasiada Argentina para pouca Alemanha.

No entanto as equipas pareciam bem encaixadas uma na outra e não se vislumbrava que alguma delas conseguisse marcar algum golo. E tanto se assistia a isso que, tanto Alejandro Sabella como Joachim Löw fizeram alterações a pensar, já, na forte possibilidade de prolongamento.

Os alemães já estavam sem força para rematar à baliza dos argentinos, e os argentinos já não tinham discernimento para se acercar da baliza alemã.

Enfim, manteve-se o zero a zero no jogo, e teve de ir-se para o prolongamento.

Qual a equipa com mais resistência para mais 30′ de jogo?

O Prolongamento

A selecção alemã recomeçou o jogo e correu, rápida para a baliza argentina, com Andre Schürrle a rematar à queima-roupa para a defesa por instinto de Sergio Romero. Na resposta Lionel Messi levou a bola até à grande área alemã, mas com o remate a levar a bola para fora das quatro linhas.

Alemanha 0 - 0 Argentina

Um jogo muito táctico e com pouca emoção

Entre a subida alemã e a subida argentina, num prolongamento que continuou com o mesmo equilíbrio táctico do jogo, apareceu, aos 97′, sozinho e isolado na grande área alemã, Rodrigo Palacio, que apanhou a bola à sua frente e, à saída de Manuel Neuer produziu um chapéu que foi, milagrosamente, para o lado de fora, falhando, Palacio, um golo feito, e perdendo a oportunidade de passar para a frente do marcador.

De resto, nada mais aconteceu na primeira parte do prolongamento.

O jogo, de tão táctico, estava chato.

Mudaram-se os campos. Recomeçou o jogo, a segunda parte do prolongamento e era mais do mesmo. Nenhuma equipa parecia ter o discernimento para levar de vencida o adversário. Parecia que, ambas as equipas já aguardavam os pontapés da marca de grande penalidade.

Era o cansaço, o desgaste de um mês de jogos, o culminar de uma série de vitórias para aqui chegar. Mas os corpos pareciam já não perceber onde estavam.

E quando já nada o fazia prever, e já ninguém o esperava, Andre Schürrle arrancou rápido pelo lado esquerdo do ataque alemão, lançou a bola para a grande área argentina onde apareceu Mario Götze a aparar a bola com o peito, entrou na pequena área e disparou um potente remate que Sergio Romero não conseguiu defender, e marcou o primeiro golo da partida, colocando a Alemanha a caminho do seu quarto título de Campeão do Mundo de Futebol.

A Argentina já não tinha pernas para ir atrás do prejuízo. E foram os alemães que continuaram à procura de novo golo.

A roçar já o final da partida, Lionel Messi ainda teve um pontapé livre para marcar, mas chutou a bola para fora.

A Alemanha ganhou o jogo. É a vencedora do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Conclusão

E que mais poderia ser? No fim ganha sempre a Alemanha.

Não foi um grande jogo, esta final do Mundial de 2014. As equipas temeram-se sempre e, a agravar ainda mais, o cansaço ao terminar uma época muito cheia.

Alemanha 1 - 0 Argentina

Num jogo equilibrado, venceu quem marcou o golo

Desde o início que se pensava que a Alemanha poderia ser a grande vencedora pelo seu trajecto durante o Mundial. Já a Argentina, apareceu nesta final como uma certa surpresa.

No entanto, não foram favas contadas. Foram precisos 120′ de jogo para que alguém conseguisse fazer um golo. E que golo. Foi o melhor desta partida, o golo de Mario Götze.

E, na verdade, se havia alguma selecção que poderia ter ganho este Mundial, essa selecção só poderia ter sido a alemã.

Não será fruto do acaso. Quase todos os jogadores da selecção alemã jogam na Alemanha e um grupo importante joga no Bayern de Munique. A selecção alemã é fruto de um trabalho árduo e pensado.

Assim, depois de 120′ de jogo, a Selecção da Alemanha tornou-se a vencedora do Campeonato Mundial de 2014, no Brasil. E com mérito.

Manuel Neuer foi considerado o Melhor Guarda-Redes do Campeonato do Mundo, Lionel Messi o Melhor Jogador e James Rodríguez o Melhor Marcador.

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