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Grécia 2 - 1 Costa do Marfim

E os deuses protegeram os gregos

Arena Castelão, em Fortaleza. Cerca de 60.000 espectadores. Bom tempo.

Selecção da Grécia – Orestis Karnezis (24′ Panagiotis Glykos), Vasilis Torosidis, Kostas Manolas, Sokratis Papastathopoulos, José Holebas, Panagiotis Kone (12′ Andreas Samaris), Giannis Maniatis, Giorgos Karagounis (78′ Fanis Gekas), Lazaros Christodoulopoulos, Giorgos Samaras, Dimitris Salpingidis.

Treinador – Fernando Santos.

Selecção da Costa do Marfim – Boubacar Barry, Serge Aurier, Kolo Touré, Bamba Souleymane, Arthur Boka, Cheick Tioté (61′ Wilfried Bony), Yaya Touré, Serey Dié, Salomon Kalou, Didier Drogba (78′ Ismaël Diomandé), Gervinho (83′ Giovanni Sio).

Treinador – Sabri Lamouchi.

Golos – 42′ Andreas Samaris – Grécia 1 – 0 Costa do Marfim / 74′ Wilfried Bony – Grécia 1 – 1 Costa do Marfim / 90′ + 3′ Giorgos Samaras – Grécia 2 – 1 Costa do Marfim.

Eram 21:00′ em Portugal continental quando começou o jogo entre as selecções da Grécia e da Costa do Marfim, a contar para o Grupo C da fase de apuramento.

Havia só um lugar disponível para os oitavos-de-final, que o outro já estava ocupado pela Colômbia e, todas as outras selecções ainda podiam passar à fase seguinte, mas era a Costa do Marfim a equipa que estava em melhores condições dessa passagem, devido à vitória conseguida sobre o Japão.

Por isso a importância deste jogo. Qualquer uma das equipas podia sonhar em passar aos oitavos, tendo um confronto directo com a outra equipa concorrente. Num outro campo, o Japão debatia-se com a Colômbia, tendo um ouvido neste campo para ir sabendo o correr do marcador.

De referir, também, que a equipa da Costa do Marfim jogou com um fumo preto no braço, em homenagem ao irmão mais novo dos irmãos Touré, que faleceu nos últimos dias.

A Primeira Parte

O jogo entre gregos e costa-marfinenses começou com bastante ritmo e com subidas de ambas as equipas à baliza do adversário.

Com o habitual estudo do adversário para perceber como é que a equipa estava escalonada no terreno, os grego conseguiram o primeiro remate à baliza da Costa do Marfim logo aos 2′, por José Holebas. Na resposta foram os costa-marfinenses a rematar forte à baliza de Orestis Karnezis, mas com a bola a subir em demasia. E assim andou o jogo durante os primeiros tempos

A primeira contrariedade para a equipa de Fernando Santos, surgiu logo aos 12′ de jogo com a lesão de Panagiotis Kone, que teve de ser substituído por Andreas Samaris.

Grécia 1 - 0 Costa do Marfim

Na primeira parte, a Grécia esteve muito bem defensivamente

A toada do jogo continuou um pouco como tinha começado, com subidas e remates à vez. Houve um centro perigoso de Yaya Touré, com Orestis Karnezis a antecipar-se a Didier Drogba, e a segurar a bola junto ao relvado. Na resposta, um centro rasteiro de Vasilis Torosidis, mas Boubacar Barry chegou primeiro que Dimitris Salpingidis.

Aos 17′ de jogo, a segunda contrariedade para a equipa de Fernando Santos, com a lesão do guarda-redes Orestis Karnezis. Mas Kernezis foi assistido dentro das quatro linhas e decidiram que continuava em jogo. Mas durou pouco tempo. Aos 24′, Orestis Karnezis teve mesmo de sair, com queixa de dores, e para o seu lugar entrou o guarda-redes Panagiotis Glykos.

Novamente o jogo recuperou o mesmo guião, e uma vez atacava uma equipa, e outra vez atacava outra equipa.

A jogada de maior perigo aconteceu aos 33′, e para a Grécia, que arrancou em contra-ataque, muito rápido, com Giorgos Samaras a lançar em profundidade José Holebas, que estava muito bem desmarcado, correu com a bola e rematou perigoso, fora do alcance de Boubacar Barry, mas a bater na barra. Na continuação da jogada deu-se uma falta à entrada da área da Costa do Marfim, descaído para o lado esquerdo do ataque grego, e Giorgos Karagounis rematou forte à baliza de Boubacar Barry que agarrou muito seguro, a bola.

A partir desta altura, começou a assistir-se a um maior domínio da Grécia, com a Costa do Marfim muito recolhida no seu último reduto. Esse recuo no terreno também levou a um aumento de faltas por parte dos africanos e a um cartão amarelo a Didier Drogba.

Aos 42′, numa recuperação de bola a meio-campo, contra-ataque rápido, com Andreas Samaris a aparecer sozinho frente a Boubacar Barry e a rematar para golo. A Grécia passava a ganhar o jogo e a estar com um pé nos oitavos-de-final. Foi, também, o primeiro golo da selecção grega nesta Mundial.

Ainda antes do intervalo, tempo para uma subida muito rápida de Yaya Touré, que entrou sozinho na grande área grega, levou de vantagem três adversários, mas depois, o remate à baliza foi parado pelo corpo de um defesa.

A Segunda Parte

A Costa do Marfim entrou na segunda parte consciente que teria de virar o resultado. Quem ganhasse o jogo, passava aos oitavos-de-final, visto que o Japão, que esteve a perder, estava empatado.

Mas o primeiro aviso foi da Grécia que teve a oportunidade para fazer o segundo golo, logo aos 47′, por intermédio de Lazaros Christodoulopoulos, que chutou do meio da rua, mas a bola sofreu um desvio e foi para fora.

Aos 49′ o primeiro grande remate da Costa do Marfim na segunda parte, com um remate fortíssimo à entrada da área, por Cheick Tioté, mas com a bola a ser bem encaixada por Panagiotis Glykos. Depois, e durante bastantes minutos, a Costa do marfim massacrou a defesa grega, sem no entanto conseguir chegar ao golo.

Grécia 2 - 1 Costa do Marfim

Na segunda parte, a iniciativa atacante foi da Costa do Marfim

Numa tentativa de aliviar um pouco a pressão costa-marfinense, a Grécia chutou a bola para a frente, Lazaros Christodoulopoulos apanhou-a, e numa jogada solitária, aproximou-se da baliza de Boubacar Barry e chutou forte, mas muito ao lado.

A Costa do Marfim recuperou, de novo, a iniciativa de um ataque continuado. Durante alguns minutos, a Grécia defendeu como pode todas as iniciativas de ataque da Costa do Marfim. E, outra vez, em contra-ataque rápido, Giorgos Samaras lançou na frente Dimitris Salpingidis, que rematou forte à esquina da área, para uma defesa espectacular de Boubacar Barry.

A bola de novo lançada para o meio-campo grego, e a Costa do Marfim de novo a massacrar a defesa grega. Jogo atípico nesta altura, com a Costa do Marfim a atacar consecutivamente, sem deixar a Grécia respirar, mas quando os gregos conseguiam furar a linha de ataque costa-marfinense e partir em contra-ataque, invariavelmente produziam enorme perigo para a baliza de Boubacar Barry.

E aos 74′, numa jogada perfeita da Costa do Marfim, Salomon Kalou lançou a bola a Gervinho que se aproximou da baliza de Panagiotis Glykos, mas virou a bola à direita para Wilfred Bony que só teve de encostar a bola para o interior da baliza grega. Estava reposta a igualdade, e neste momento, era a Costa do Marfim que estava nos oitavos-de-final.

Continuou a Costa do Marfim a manter o ataque continuado, e a Grécia a fazer contra-ataques. O mais perigoso aconteceu ao minuto 87, com Dimitris Salpingidis a fazer o cruzamento muito chegado à baliza costa-marfinense, mas sem aparecer alguém que encostasse a bola para o interior da baliza.

E aos 90′ + 2′, grande penalidade contra a Costa do Marfim. Giorgos Samaras correu para a bola e marcou golo. Aos 90′ + 3′ de jogo, a Grécia conseguiu o milagre de ganhar a partida no último minuto de jogo.

Conclusão

Jogo bem agradável, este entre a selecção grega e a selecção costa-marfinense.

Foram os gregos a conseguirem marcar primeiro na partida. Mas quando se apanharam a perder, os homens da Costa do Marfim viraram-se em peso para o ataque, descurando, até, um pouco da sua defesa, o que levou a Grécia, em vários contra-ataques muito perigosos a quase conseguir marcar um segundo golo. Foram, aliás, várias as bolas gregas que bateram no ferro.

Mas a Costa do marfim insistiu, insistiu e, finalmente, conseguiu marcar o golo do empate e que lhe permitia continuar em prova.

Sabri Lamouchi

Sabri Lamouchi incrédulo, com a grande penalidade depois dos 90′

Quando se esperaria que a Grécia invertesse os papéis e arrancasse para o ataque, foi precisamente a Costa do Marfim que continuou a atacar massivamente, com a Grécia a subir, a tempos, em contra-ataques, rápidos e perigosos, mas com a bola a não querer entrar na baliza de Boubacar Barry.

Os últimos minutos de jogo foram dramáticos para ambas as equipas porque, cada vez que uma delas subia, abria a defesa que ficava desprotegida para o ataque do adversário. E um golo, era o suficiente para apurar uma ou outra equipa.

Mas aconteceu o minuto 90′ + 2′, altura em que houve grande penalidade para a Grécia. Giorgos Samaras marcou a grande penalidade e converteu-a em golo. No último minuto de jogo, a Grécia sobe aos céus, e a Costa do Marfim desceu aos infernos.

A sorte de uns, é o azar de outros.

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