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Holanda

E para hoje, outro Europa – América do Sul

Enfim. Do que é que falamos depois de um jogo daqueles que irá ficar para sempre, na memória das gentes, para o bem e para o mal? Alguém quer falar de outra coisa? Alguém quer ouvir outra coisa? Alguém tem disponibilidade para ler outra coisa?

Mas temos de falar e, no fundo, temos de falar de uma segunda parte. Não se quer insinuar, com isto, que o jogo de hoje é uma continuação do jogo de ontem, ou que, por alguma ideia enviesada, se queira uma espécie de vingança (?!). O que se pretende dizer é que, hoje como ontem, duas escolas de futebol vão ao confronto: o sul-americano e o europeu. O sul-americano nas forma de dois dos seus mais dignos representantes, o Brasil e a Argentina, assim como o europeu na forma, também, de dois dos seus mais dignos representantes, a Alemanha e a Holanda.

Ontem venceu o futebol europeu. Que, afinal, até é bastante composto por brasileiros que, para mais, até jogam, muitos deles, na Bundesliga alemã. Hoje, quem vencerá?

Tal como os brasileiros, também os argentinos povoam a Europa com o seu futebol mágico e bonito. Não haverá muitos na Holanda mas, para o que conta, há-os bastante pela Europa fora.

E como a história nunca se repete ou, como dizia alguém cujo nome se escapa, a mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, hoje não vai ser igual a ontem. Mas pode. Como?

Desde o jogo de inauguração do Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, que muita gente chamava a atenção para o pouco futebol que o Brasil estava produzindo, sendo Neymar a figura de proa que escondia essa pobreza. Além de, e foi dito muitas vezes e por muita gente, alguma tendência caseira por parte da arbitragem, ao contrário das queixas do seleccionador brasileiro, Luiz Felipe Scolari, usual instigador de factos para a camuflagem de outros, que ajudou um pouco ao colo brasileiro. Logo com a Croácia, no jogo inaugural, isso ficou assente. O Brasil, o Brasil do Penta, o Brasil organizador do Mundial, o Brasil de onde deus era natural, o Brasil actual potência económica no firmamento, esse Brasil não poderia ficar-se pela fase de grupos, perder com os vizinhos do Chile ou da Colômbia. O Brasil teria de seguir em frente até não ser mais possível. E esse não mais possível aconteceu ontem com outra das grandes potências do futebol. Mais cerebral. Pragmática. Insensível. E a Alemanha não vai em grupos e não tem medos nem respeitinho que é muito bonito. A Alemanha estava no Campeonato do Mundo para jogar e para ganhar. Era essa a sua obrigação, e foi isso que fizeram (parece que a selecção portuguesa também se esqueceu da obrigação primeira de um evento desta natureza).

Argentina

Argentina com demasiada euforia para o futebol apesentado

Ora, o que foi dito sobre a selecção brasileira, também tem sido dito sobre a selecção argentina. Que tem apresentado um futebol muito pobre e tristonho, a que só a magia de Lionel Messi e Ángel di Maria têm dado alguma dimensão. Agora, Ángel di Maria está lesionado e a Argentina vai enfrentar um adversário forte, muito forte e com muita capacidade de criação.

É certo que a Holanda não é a Alemanha. A Holanda, descendente de um certo Carrossel, até tem mais de futebol sul-americano que de alemão. Não é tão cerebral, mas são os holandeses que melhor futebol têm produzido neste Mundial (a Colômbia também, mas, infelizmente, já cá não está). Mas a Argentina é a Argentina, não é o Brasil. A Argentina, que não tem Deus, tem a sua mão, a Argentina que conseguiu vencer fora-de-campo o Campeonato do Mundo de 1978, em casa, e que os generais organizaram.

Logo vai ser um jogo muito táctico ao que se irá assistir. Nenhum deles quer passar o mesmo caminho desgraçado do Brasil e, para isso, a defesa coesa vai ser essencial. E, afinal, quem vai atacar? Quem vai querer ganhar o jogo, mais do que não o perder? Apostamos na Holanda. Numa Holanda com Arjen Robben em grande forma, numa selecção que, no entanto, não depende dele. Ao contrário da Argentina e da sua fatal dependência de Lionel Messi.

É de lembrar que a Argentina e Holanda cruzaram-se na final do Campeonato do Mundo de 1978, na Argentina, onde a equipa da casa se sagrou campeã, não sem se terem levantado algumas teorias da conspiração acerca do modo como a Argentina conseguiu o Campeonato. O jogo de hoje não será uma reedição, será até bastante diferente, mas é impossível até de não ver paralelismos entre o que se está a passar e o que já se passou. Por exemplo: em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha, os alemães foram eliminados na… meia-final.

A mesma água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte? Se calhar passa. Depois da condensação, volta tudo ao início.

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