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Austrália 0 - 1 Espanha

E um certo brilho apareceu na despedida da selecção espanhola

Arena da Baixada, em Curitiba. Cerca de 40.000 espectadores e com bom tempo e céu limpo e azul.

Selecção da Austrália – Mat Ryan, Ryan McGowan, Matthew Spiranovic, Alex Wilkinson, Jason Davidson, Matt McKay, Mile Jedinak, Oliver Bozanic (72′ Mark Bresciano), Mathew Leckie, Adam Taggart (46′ Ben Halloran), Tommy Oar (61′ James Troisi).

Treinador – Ange Postecoglou.

Selecção de Espanha – Pepe Reina, Juanfran, Raúl Albiol, Sergio Ramos, Jordi Alba, Xabi Alonso, Koke, Santi Cazorla (68′ Fábregas), Iniesta, David Villa (57′ Juan Mata), Fernando Torres.

Treinador – Vicente del Bosque.

Golos – 36′ David Villa – Austrália 0 – 1 Espanha / 69′ Fernando Torres – Austrália 0 – 2 Espanha / 82′ Juan Mata – Austrália 0 – 3 Espanha.

E eram 17:00′ em Portugal continental quando começou o jogo entre as selecções da Austrália e de Espanha. Jogo, este, só para cumprir calendário e tentar recuperar alguma dignidade e honra, em especial do parte da equipa espanhola, ainda detentora do título de campeã do Mundo, a que tem agregado, também, o título de campeã da Europa, em título, e que se vê já agora, arredada do Mundial para o qual trazia algumas ambições.

Os australianos não tinham outras ambições senão fazer o melhor possível, num grupo que já se sabia, à partida, muito complicado. No entanto, os australianos até se portaram à altura, fazendo mais do que aquilo que se podia esperar, tendo perdido por 3 a 1 com a Selecção do Chile, mas tendo batido o pé à Selecção da Holanda, com quem acabou por perder, mas a quem complicou a vida, chegando até, estar a ganhar.

Assim, foi em clima de grande angústia que os ainda campeões do Mundo entraram em campo para tentar minimizar a imagem deixada nos jogos anteriores, com uma equipa renovada, com várias novidades, desde logo na baliza, com a entrada de Pepe Reina para o lugar de Iker Casillas.

A Primeira Parte

E por mais estranho que possa parecer, foi a selecção australiana que entrou com vontade de fazer golo, arrancando com velocidade e força para cima do último reduto espanhol.

A espaços, a selecção espanhola lá ia sacudindo os ataques australianos, a muito custo, com uma ou outra subida ao meio-campo adversário, mas sem incomodar muito ou sem ser acutilante como se esperaria que fosse. Mas afinal, quem estava a jogar, a lutar, e a tentar vencer, eram os australianos.

Austrália 0 - 1 Espanha

O calcanhar de David Villa no único golo da primeira parte

Mas o jogo ia acontecendo assim, sem grande chama, sem grandes jogadas, sem grande futebol.

Os espanhóis só aos 20′ de jogo se aproximaram com perigo da baliza de Mat Ryan, com Iniesta a aparecer na boca da área e a cruzar à esquerda para David Villa que em posição frontal, rematou com muito perigo, mas com a bola a subir por cima da baliza. No entanto, o árbitro assinalou fora de jogo ao ataque espanhol. Dois minutos depois, e com um passe de Davi Villa, foi Jordi Alba a aparecer frente a Matt Ryan, a disparar à queima-roupa, mas com o guarda-redes a fazer uma grande defesa por instinto.

Depois desses dois remates espanhóis, o jogo acalmou, fixou-se a meio-campo, e não caía nem para um lado, nem para o outro. Mas o estatuto da equipa europeia, obrigava a outra acção, a outra disponibilidade.

Ia passando o tempo, e os jogadores iam-se passeando pelo campo sem grandes rasgos, quando, à passagem do minuto 36, Iniesta fez um grande passe em profundidade para Juanfran que se aproximou da baliza australiana, centrou a bola para David Villa que estava na pequena área, e com um ligeiro toque de calcanhar fez o primeiro golo do encontro, pondo a Espanha, pela primeira vez neste Mundial, à frente do marcador.

E a selecção espanhola passou, então, a ganhar, numa altura em que começou a ter maior percentagem de posse de bola, e começou a controlar mais o jogo, ao mesmo tempo que a Austrália começou a recuar e a perder fulgor.

No recomeço do jogo, a Austrália subiu rápida e perigosa à baliza de Pepe Reina, mas sem grandes complicações.

No último lance da primeira parte, um livre a favorecer os australianos, e a sancionar uma falta cometida por Juanfran, levou a Austrália a aproximar-se com algum perigo da baliza de Reina, mas a jogada terminou sem perigo de maior.

A Segunda Parte

A segunda parte começou com a tendência do final da primeira parte, com a Espanha a dominar o jogo, e com várias incursões de Iniesta pela defesa australiana. Os australianos começaram a acusar essa pressão espanhola, mas não estavam a conseguir afastar o perigo. Finalmente, ao fim de algum tempo, lá conseguem os australianos empurrar o jogo para meio do campo.

A Espanha começou então a tentar lançar os seus jogadores em profundidade, primeiro com David Villa, depois com Fernando Torres, mas com os jogadores a serem apanhados em fora-de-jogo.

Austrália 0 - 1 Espanha

Um jogo equilibrado mas com a Espanha a acelerar para os golos

Depois, Vicente del Bosque substituiu David Villa, que saiu do campo sem perceber muito bem a substituição, até porque era dos jogadores espanhóis mais activos e esclarecidos no ataque, e a fazer entrar Juan Mata. E logo aos 62′, e coincidindo com a ascensão da equipa australiana, Sergio Ramo é admoestado com o cartão amarelo, por falta sobre um adversário, mas o livre resultante desta falta, a não dar em nada.

A Espanha a tentar adormecer o seu adversário, mas a Austrália a não ir na conversa dos europeus.

A sentir começar a perder o meio-campo, Vicente del Bosque fez entrar Cesc Fábregas que entrou cheio de força, a provocar logo uma falta na sua primeira acção no jogo.

Aos 69′, de novo Iniesta, no meio do terreno frontal à baliza de Mat Ryan, rasgou um passe para Fernando Torres que veio de trás, passou a defesa australiana, aproximou-se de Mat Ryan e empurrou a bola para dentro da baliza. A Espanha fazia assim o 2 a 0.

E a partir deste segundo golo, a Espanha começou a ficar no meio-campo da Austrália, mas com um jogo pausado e muito lento. No entanto, aumentou, significativamente, o número de vezes que se aproximou da baliza de Mat Ryan.

De repente, por volta dos 80′, a Espanha a dar um ar de sua graça, a brindar o jogo com um momento, curto é certo, do rápido tiki-taka, e o público a cantar uns olés. Por momentos até parecia que a Espanha iria continuar em prova e era uma forte candidata ao título, mas foi puro engano.

Engano não foi o terceiro golo para a Espanha, saído dos pés de Juan Mata, a responder a um passe cortado em profundidade por Fábregas. Logo depois, também apareceu isolado Fernando Torres, e esteve à vista o 4 a 0, mas o guarda-redes australiano saiu aos pés de el Ninho e conseguiu agarrar a bola.

Conclusão

Que dizer de um jogo destes? O vazio, o deserto, o nada. E, afinal, até havia futebol para mostrar.

A Espanha seria equipa para estar a lutar por outros lugares. Por troféus. Mas não o conseguiu. A selecção espanhola deu sempre a sensação de ser uma equipa espremida e sem mais nada para dar. Os seus jogadores pareciam cansados, e se calhar estavam mesmo cansados, fruto da época desgastante que as equipas espanholas viveram em La Liga e nos jogos da Liga dos Campeões e na Liga Europa.

Austrália 0 - 1 Espanha

A Espanha conseguiu parar a Austrália e ser superior

No entanto, neste jogo contra a Austrália, mesmo que jogando numa toada muito mais calma, houve alguma Espanha. Alguma daquela Espanha que nos habituámos a ver jogar e que nos últimos anos se fartou de ganhar troféus.

Ficou, assim, a recuperação de uma honra que andava pelas horas da morte. Sem grandes brilhos, sem grandes rasgos, a Espanha mostrou que era mais do que aquela equipa que foi a jogo com a Holanda e o Chile.

Quanto à selecção australiana, que até tinha deslumbrado contra a Holanda, acabou por fazer o menos conseguido dos três jogos, muito por mérito da Espanha que não deixou jogar.

Espanha e Austrália abandonam assim o Campeonato do Mundo do Brasil. E para a próxima, haverá mais.

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