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El bandido arranca coração uruguaio

A Colômbia avança para os quartos-de-final depois de mais um grande jogo de futebol neste Mundial do Brasil, com os cafeteros a arrancarem o coração do Uruguai. O principal culpado nesta vitória de 2-0 foi James “El bandido” Rodríguez, que marcou os dois golos, o primeiro deles um tento para entrar na história do futebol, com direito a presença de gala. Num jogo muito disputado, lutado, ao melhor estilo sul-americano, foi a arte de uma equipa que tem a energia de um comboio sobre o relvado a reinar.

Mestres da tática

A partida começou com o encaixe das ideias de dois verdadeiros mestres da tática, que se conhecem bem de inúmeros duelos nas diferentes provas da América do Sul. José Pekerman fez uma ligeira alteração no seu onze, premiando a boa exibição de Jackson Martínez na partida frente ao Japão com a sua inclusão no onze, onde surgiu descaído na esquerda, oferecendo um apoio mais físico a Teo Gutiérrez. Com isto, permitia a que James Rodríguez descesse um pouco na linha do meio-campo ofensivo, respondendo desta forma à marcação que a defensiva uruguaia fazia ao astro colombiano. Óscar Tabarez tinha preparado uma linha defensiva com cinco elementos, onde Maxi Pereira e Álvaro Pereira ofereciam apoio a subir pelas alas. Com Areválo Rios a tentar limpar o meio-campo, Alvaro González era responsável por marcar a sombra de James, enquanto Cristian Rodriguez aparecia um pouco mais alto.

Os primeiros vinte e cinco minutos foram jogados numa toada bastante competitiva, com ambas as equipas a mostrarem-se ambiciosas e lutadoras, não evitando alguns confrontos mais rasgadinhos. No entanto, as grandes oportunidades não surgiam, com Ospina e Muslera a serem os únicos atletas a terem algum sossego nesta etapa inicial.

Até que aparece James

Minuto vinte e sete. Fica para a eternidade registado o movimento de James Rodríguez, na consequência de um ressalto de bola. O menino do Mónaco acariciou-a no peito e deixou-a cair, elevando a sua perna no ângulo certo, ao mesmo tempo que dobrava o tronco sobre o esférico em queda, até o pontapear com a segurança dos grandes portadores do segredo do futebol. A bola descreveu um arco imperfeito, deixando Muslera em incerteza, mas o guarda-redes uruguaio não deixou de se atirar a ela, tocando-a ao de leve, como quem tenta impedir o destino de se cumprir. A bola, essa, ainda foi beijar a barra antes de descer com violência para o relvado, já para lá da linha. Golo.

O Uruguai tenta a sua sorte

A perder por 0-1, o Uruguai não deixou de ser o Uruguai. Cavani soltou-se na frente de ataque, descaído na esquerda, e centrou forte para Carlos Sanchez roubar o golo a Cebola Rodríguez. Logo a seguir, um livre direto marcado, também, pelo avançado do Paris SG, a passar bem perto da barra de Ospina. Depois, aos trinta e oito minutos, foi Álvaro Pereira a centrar largo, com Tata González a rematar para enorme defesa de Ospina.

O Uruguai tentava a sua sorte, mas ia para o intervalo a vencer. Quando voltasse, voltaria a sentir-se traído na sua ambição de repetir os feitos de 2010. Foi numa autêntica lição de futebol oferecida pela equipa colombiana. Cuadrado ofereceu a Jackson Martínez que, de costas para a baliza, abriu Armero na esquerda. O lateral centrou forte para o segundo poste, onde Cuadrado voltou a aparecer, assistindo El Bandido para fazer o 2-0. A vantagem parecia grande demais, tal como a festa colombiana, mas Óscar Tabarez ainda não tinha desistido.

A arte da guerra

O treinador uruguaio foi ao banco buscar Gastón Ramírez e Stuani para desfazer o sistema de três centrais e colocar o jogador do Southampton como cérebro do ataque. Quando, mais tarde, José Pekerman reagiu, povoando a intermediária com Mejia para a saída de Teo Gutiérrez, já Álvaro Gonzalez e Cristian Rodríguez tinha aproveitado a vantagem numérica da zona central para fazer brilhar Ospina. As mexidas de ambos os técnicos poderiam parecer uma promessa de acalmia na emoção deste encontro, mas ainda havia Gastón.

Aos sessenta e sete minutos, Ramírez ofereceu a Cebola Rodríguez a possibilidade de remate, para ver Yepes desviar, oferecendo canto. Aos setenta e nove foi Maxi Pereira o recetor da dádiva de Gastón, rematando em esforço para Ospina fazer mais uma grande defesa. As mexidas táticas não abrandavam a intensidade do jogo, antes incendiavam os duelos, agora mais disputados na intermediária, com o Uruguai a carregar sobre a defensiva colombiana, que tentava responder com saídas no contra-ataque. A última grande oportunidade do encontro surgiu aos oitenta e quatro minutos, com Cavani a fazer forte remate e Ospina a demonstrar porque merece ser uma das grandes figuras deste encontro, ao lado de James Rodríguez.

Treme o Brasil

Depois do apuramento tremido da seleção canarinha, o espetáculo de vigor e qualidade oferecido pelos cafeteros só pode fazer tremer o Brasil, que não poderá facilitar perante uma Colômbia que, chegados aos quartos-de-final, tem a cara daqueles que estão num Mundial para chegar mais longe do que aquilo que nós lhes podemos adivinhar.

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