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Dominguez Equador

Equador eliminado, sim, mas pela Suíça

O Equador fez das tripas coração para seguir em frente mas a tarefa era superior às suas forças. A jogar com dez desde os cinquenta minutos, os sul-americanos resistiram com brio à arte de bem circular a bola dos franceses. Alexander Dominguez manteve a baliza inviolável mas faltou a outra parte, os golos. Fica a lição: o Equador não perdeu a qualificação aqui, começou a ser eliminado com o golo tardio de Seferovic.

Transições rápidas versus boa troca de bola

Como se esperava, Reinaldo Rueda a apresentar particamente a mesma formação que defrontou as Honduras. A única alteração foi a entrada de Michael Arroyo em detrimento de Felipe Caicedo. O 4-4-2 habitual transforma-se num 4-4-1-1, com Arroyo a recuar bastante até ao meio-campo. Este recuo serve uma dupla função. Vir buscar a bolo ou compensar o s desequilíbrios provocados pelos avanços de Jefferson Montero. Do lado francês, também como tinha sido adiantado, Didier Deschamps aproveitar para fazer alguma gestão do plantel. Debuchy, Varane, Evra, Valbuena e Giroud foram poupados. Mesmo com qualificação, e o primeiro lugar do Grupo E, virtualmente assegurados, não deixa de ser temerário mudar de uma vez só três terços da linha defensiva. Só Mamadou Sakho, por sinal tocado na coxa esquerda, manteve o seu lugar no eixo da defensiva, onde se lhe juntaram Bacary Sagna, pela direita, Laurent Koscielny, no centro, e Lucas Digne, pela esquerda.

Nos primeiros minutos de jogo as duas equipas revelam as suas estratégias. O Equador aposta forte nas transições rápidas, A França explana mais o seu jogo, trocando a bola com confiança a toda a largura do terreno. Com duas vitórias, oito golos marcados e dois sofridos, só uma derrota por goleada poderia por em causa a passagem dos gauleses à próxima fase. E isso não está no programa. A equipa de Deschamps vai dominando sem imprimir grande intensidade, e sem correr riscos. António Valência disse que a França podia montar três seleções e o exagero não parece muito longe da verdade. Não faltam opções no plantel, todas de elevada qualidade técnica. Morgan Schneiderlin, jogador do Southampton, só se estreou este mês pela seleção principal. Há muita juventude neste grupo – Griezmann, Pogba, Digne, Varane fazem uma média de vinte e um anos de idade. Pogba e Matuidi são muito fortes no último passe e estão a criar sérias dificuldades à defesa adversária. A natureza mais posicional de Schneiderlin liberta os dois médios criativos para tarefas mais ofensivas.

Aos dezasseis minutos, preocupações para os dois bancos. Enner Valencia tem que ser assistido no relvado e reentra em jogo algo combalido. Sakho aproxima-se da linha para lhe ser colocada um coxa elástica, o jogador está-se a ressentir do problema muscular. As investidas de Enner e Montero levam perigo mas são espaçadas. Os franceses pressionam muito bem o portador da bola e o Equador não consegue sair em ataque organizado. Apesar do controlo gaulês a primeira situação flagrante de golo só chega aos trinta e sete minutos. Um cabeceamento de Paul Pogba, mais em jeito do que em força, obriga Dominguez a sapatear para fora. Ainda assim, a melhor situação de golo pertence ao Equador, autoria do incontornável Enner, que cabeceia de cima para baixo, com intensidade. Valeram os reflexos de Hugo Lloris. Os sul-americanos já identificaram o ponto fraco e tentam aproveitar o espaço nas costas de Sakho, mais lento que Enner Valencia. A cinco minutos do intervalo, os equatorianos assustam a França. Os gauleses podem dominar mas eles ainda estão em jogo. Convém não esquecer.

Um Valencia a menos, Noboa e Dominguez de mais

O aviso do Equador, ao fechar da primeira parte, funcionou. A França vem com outra objetividade. Ao segundo minuto do segundo tempo, Sagna cruza e Griezmann, com um toque de habilidade, acerta na barra. Aliás, o jogador da Real Sociedade parece ter indicações do selecionador para, nos lances de ataque, se juntar a Benzema no corredor central e deixar Digne a percorrer a lateral. Aos quarenta e oito o lance que vai condenar o Equador. Entrada imprudente de António Vaelncia, com os pitões, sobre Lucas Digne. O homem do Manchester United vê o vermelho direto. A vida complica-se para os sul-americanos. Arroyo tem que fechar na direita e perde-se enquanto ele de ligação entre Enner Valencia e o resto da equipa. A única maneira de travar os avanços gauleses é manter duas linhas de quatro muito juntas. A França acentua a pressão e varia as opções ofensivas, com recurso a remates de meia distância, coisa nunca vista nos primeiros quarenta e cinco minutos.

Aos 61’ Deschamps mexe na equipa, Rafael Varane substitui Sakho. Dois minutos depois, Rueda troca Jefferson Montero por Renato Ibarra. Matuidi dá lugar a Giroud; Loic Remy rende Antoine Griezmann. À entrada do último quarto de hora, a Suíça alarga a vantagem para 3-0, com hat-trick de Shaqiri. O Equador passa a ter que ganhar por dois mas nesse momento todas as forças estão concentradas em evitar que a França se adiante no marcador.

Dominguez foi eleito homem do jogo. O guarda-redes defendeu nove situações de golo e impediu objetivamente que os franceses traduzissem em golos o seu domínio em campo. Mas Christian Noboa merecia tanto ou mais essa distinção. O médio equatoriano, a jogar com a cabeça enfaixada desde a primeira metade fez um jogo tremendo. Foi um guerreiro, de uma ponta à outra do relvado, essencial nos cortes, nas compensações e nos passes para a frente. Foi substituído por Caicedo a um minuto dos noventa.

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