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Dzeko Bosnia

Estreia agridoce

A Bósnia-Herzegovina estreou-se nestas andanças dos mundiais na Copa do Brasil. Um momento histórico para o jovem país que ainda há vinte anos não existia autonomamente. E não se despediu sem garantir a sua primeira vitória de sempre, 3-1 ao Irão de Carlos Queiroz. Para uma primeira experiência o saldo tem que ser positivo. Outras seleções, com muito maiores responsabilidades e expetativas também já estão de volta a casa. Mas, para a comitiva bósnia, o travo que fica é agridoce. Eles sabem que podia ter ido mais longe.

Decididos a lavar a cara

A bósnia entrou em campo já eliminada, o que, de certa forma, libertou os jogadores, que se mostraram decididos a aproveitar o privilégio de estarem na fase final de um Campeonato do Mundo. Quem sofreu com isto foi o Irão, que ainda acalentava esperanças de se apurar se conseguisse sair vitorioso do embate. Dzeko e companhia estavam determinados a mostrar que as derrotas com Argentina e Nigéria não refletem o verdadeiro nível da equipa. A vontade do avançado do Manchester City em sair por cima do mundial foi por demais evidente. O tento que inaugurou o marcador foi só o ponto mais visível de uma exibição de raiva.

O jogo dos “ses”

Aquele golo que Edin Dzeko marcou à Nigéria, e que o árbitro anulou, ainda está atravessado na garganta bósnia. O fora-de-jogo mal assinalado, que lhes daria o empate, pode ter-lhes custado a qualificação. E hoje eles estariam não a fazer as malas mas a estudar o próximo adversário, que seria a França. Percebe-se a frustração e como é tentador embarcar neste jogo dos “ses”. Mas se – agora eu – a Bósnia mantivesse o 4-4-2 com que fez todo o percurso para estar neste mundial, talvez ainda estivesse em prova. A verdade é que as alterações táticas, que se entendem na teoria, não assentaram à equipa. E insistir em abdicar da parceria Dzeko-Ibisevic, que tão boas provas tinha dado, isolando o homem do City na frente, claramente amputou a capacidade ofensiva dos bálticos. Os jogadores evidenciaram, nos dois primeiros desafios, algum desconforto, alguma rigidez, com o novo esquema. Ontem, quando se apanharam no modelo original até pareciam outros. Pode-se alegar o efeito da descompressão, de já não terem nada a perder e só quererem afirmar a sua qualidade futebolística. Mas estou convicta que o arranjo tático pesou tanto ou mais.

Safet Susic, o selecionador bósnio, fez o balanço da presença bósnia no Brasil. “Sei que o Irão queria seguir em prova mas a vitória era demasiado importante para nós. Agora podemos ir para casa com a cabeça levantada. Queríamos deixar uma boa impressão mas não estamos satisfeitos. Penso que podíamos ter feito mais”.

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