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Estreia bósnia encarada com realismo

Safet Susic passou 90 minutos numa postura impávida e, aparentemente, serena, junto à linha lateral.O treinador da seleção da Bósnia parecia passar ao lado do que ia acontecendo no terreno de jogo, limitando-se a alguns esgares e sorrisos perante as incidências da partida. No final, tal frieza transformou-se num discurso realista sobre o que acabara de acontecer no relvado do Maracana.

“Tinha dito ontem que somos realistas e o nosso objetivo era oferecer a maior resistência possível, frente a um dos favoritos a ganhar o Mundial e que tem um dos melhores jogadores de todos os tempos” – foram as palavras que Susic sublinhou. Na verdade, Messi terá sido o elemento que mais preocupou Susic na antevisão da partida, tendo agora o treinador confessado que a opção de não colocar um jogador na defesa homem-a-homem do craque passou por uma questão de sobrevivência em jogo. “Inicialmente, pensei em marcá-lo durante 90 minutos, mas é impossível. Não queria que a um jogador lhe mostrassem um ou dois cartões”, mas, de qualquer forma, a estratégia defensiva dos bósnios incluía especial atenção sobre o número 10, com uma aproximação a Messi sempre que a bola lhe chegava aos pés. Essa opção resultou durante quase todo o encontro, com exceção ao minuto 65, quando Messi se livrou de todas as marcações e marcou o segundo golo da Argentina.

Satisfação com o resultado

A derrota pela margem mínima perante o mais forte adversário do seu grupo parece ir de encontro às ideias que Safet Susic tem para este Mundial.”Estou satisfeito. Quando se joga contra a Argentina, é preciso jogar muito bem e ter muita sorte, o que não nos aconteceu, pois sofremos um autogolo logo aos três minutos. Ainda assim, cumprimos o objetivo de não sofrer muitos golos, o que pode ser importante na luta pelo segundo lugar”. A equipa da Bósnia pareceu bastante mais preparada para o momento defensivo do que para o ofensivo, já que não foi capaz, durante a maior parte do jogo, de criar perigo.

Dzeko esteve sempre muito isolado na frente da ataque e com pouca mobilidade para procurar a bola noutros terrenos. As iniciativas dos bósnios foram sempre marcadas pelo individualismo e, mesmo nos minutos finais, quando o golo de Ibisevic ofereceu algumas esperanças de pontuar, a equipa não foi capaz de demonstrar uma atitude mais solidária perante tão claro objetivo. Resta agora esperar pelos jogos frente a Nigéria e Irão para avaliar se aquilo que foi feito pelos bósnios lhes servirá para continuarem em prova.

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