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França

Franceses com a sorte que procuraram

Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Cerca de 70.000 espectadores. Bom tempo, claro e muito quente.

Selecção de França – Hugo Lloris, Mathieu Debuchy, Raphaël Varane, Laurent Koscielny, Patrice Evra, Paul Pogba, Yohan Cabaye, Blaise Matuidi, Mathieu Valbuena (90′+4′ Moussa Sissoko), Olivier Giroud (62′ Antoine Griezmann), Karim Benzema.

Treinador – Didier Deschamps.

Selecção da Nigéria – Vincent Enyeama, Efe Ambrose, Joseph Yobo, Juwon Oshaniwa, Kenneth Omeruo, Ahmed Musa, Ogenyi Onazi (59′ Gabriel Reuben), John Obi Mikel, Victor Moses (89′ Uche Nwofor), Peter Odemwingie, Emmanuel Emenike.

Treinador – Stephen Keshi.

Golos – 79′ Paul Pogba – França 1 – 0 Nigéria / 90′+1′ Joseph Yobo (pb) – França 2 – 0 Nigéria.

E começou às 17:00′ de Portugal continental, o quinto jogo dos oitavos-de-final, que veio colocar em confronto as selecções de França e da Nigéria.

A equipa francesa estava a ser uma das grandes e boas surpresas deste Mundial até pelas partida pouco conseguidas que tem executado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a equipa nigeriana acabou por ser também outra surpresa deste campeonato por ter conseguido ultrapassar a Selecção da Bósnia Herzegovina que prometia tanto e acabou por não dar nada.

A Nigéria, à semelhança de outras equipas africanas também veio para este Mundial com o problemas dos prémios de jogo por resolver, e nos últimos dias, muito se falou disso. Mas parece que tudo foi resolvido a contento.

Assim era um grande jogo que se antevia, entre o jogo bonito de passes curtos da França e o futebol mais forte e viril da Nigéria.

A Primeira Parte

A Nigéria começou este jogo ao ataque, ou melhor, a tentar ir para o ataque. A França apresentou-se em contenção. A deixar jogar os nigerianos, mas a controlar muito bem os espaços. A equipa africana tinha a bola, jogava-a e ia acercando-se da baliza francesa, mas estes deixavam-nos jogar de uma forma controlada, espalhando bem as peças pelo terreno para cobrir bem os caminhos, e aproveitando as perdas de bola da Nigéria para subir, bem e rapidamente, em contra-ataques bastante perigosos.

Nos primeiros minutos de jogo percebia-se que a Nigéria subia bastante bem, e com alguma facilidade, com a França a permiti-lo, mas quando chegavam próximo da baliza de Hugo Lloris, perdiam o discernimento, e a bola. Normalmente os franceses ensaiavam o contra-ataque com essas perdas de bola.

Aos 12′ minutos houve uma falta de Yohan Cabaye sobre Ogenyi Onazi do lado esquerdo do ataque nigeriano, junto à grande área francesa. O jogador nigeriano teve de abandonar as quatro linhas, lesionado. Na sequência da marcação do livre não aconteceu nada. A França aproveitou para se lançar em contra-ataque rápido, mas com a bola a terminar para além da linha de fundo.

França 0 - 0 Nigéria

Uma primeira parte muito disputada, mas com a Nigéria mais pressionante

A Nigéria voltou a subir, e à entrada da área, Blaise Matuidi rasteirou Peter Odemwingie. Na marcação da falta, Emmanuel Emenike rematou muito alto para fora do campo.

Aos 19′, um passe em profundidade para Ahmed Musa que rematou e colocou a bola dentro da baliza de Hugo Lloris, mas o árbitro marcou fora-de-jogo ao jogador nigeriano.

Os jogadores franceses começaram a sentir que estavam a ser demasiado pressionados pela força física dos nigerianos, e responderam com um grande contra-ataque, subindo pelo lado direito do ataque francês, com a bola a ser centrada para Paul Pogba que rematou de primeira, um potente remate, para uma defesa espectacular de Vincent Enyeama, a ceder canto.

À meia-hora de jogo, a Nigéria parecia fazer todas as despesas do jogo, atacando em constante pressão sobre a baliza de Hugo Lloris. A França mantinha-se à espera, bloqueando a defesa e aproveitando os ganhos de bola para se lançar em contra-ataque. Mas a Nigéria esteve mais próximo de fazer o golo. Como o remate de Peter Odemwingie, aos 30′, parecia sugerir.

Mas os nigerianos continuaram a jogar, acercando-se da baliza francesa com muito perigo e, aos 39′, no seguimento de um pontapé de canto, Patrice Evra abraçou Peter Odemwingie e não o deixou subir para a bola, mas o árbitro não viu o que poderia ter sido uma possível grande penalidade contra a França.

Logo na resposta, e na subida rápida gaulesa, Mathieu Debuchy apareceu sozinho à entrada da área nigeriana e chutou com força, mas com a bola a passar ao lado do poste.

Logo depois foi a Nigéria a colocar-se de novo perto da baliza francesa, com Emmanuel Emenike a disparar um potente remate à baliza, e Hugo Lloris a defender por instinto. Muito perigoso.

Entretanto chegou o intervalo. A Nigéria tem sido mais atacante. A França tem tido uns contra-ataques mais acutilantes.

A Segunda Parte

E recomeçou o jogo, mas agora com as ordens alteradas. Foi a selecção francesa que entrou em jogo disposta a pegar na bola e a mandar na partida, arrancando logo, em força, para cima da defesa nigeriana. Os homens da Nigéria passaram a aproveitar o contra-ataque.

De todas as formas, logo nos primeiros minutos de jogo, a partida chegou a parar por três vezes por assistência aos jogadores. Primeiro foi a um jogador nigeriano, Efe Ambrose, por um toque fortuito no joelho, depois por Raphaël Varane, que levou com a bola na cara, e a seguir, por causa de Ogenyi Onazi, lesionado gravemente por Blaise Matuidi, e que lhe valeu o cartão amarelo. Onazi teve de ser substituído, tendo entrado para o seu lugar, Gabriel Reuben.

Entretanto as faltas transformaram o jogo, que passou a disputar-se mais a meio do campo, e mais longe das balizas. As equipas passaram a ser mais duras. O jogo começou a ser mais faltoso.

França 0 - 0 Nigéria

Victor Moses tirou o que seria o primeiro golo francês em cima da linha

Até que aos 64′, os nigerianos conseguiram romper a linha de defesa francesa e Peter Odemwingie desferiu um violento remate que só com muita sorte Hugo Lloris conseguiu defender a soco.

E depois de um momento de jogo disputado a meio-campo, as equipas voltaram a conseguir entrar dentro das defesas da outra, o que trouxe maior perigosidade ao jogo, com várias oportunidades de golo para ambas as equipas, mas com o jogo a teimar continuar a zero.

Mas estas subidas tornaram o jogo mais alegre e disputado. Aos 70′, Karim Benzema rasgou pela defesa nigeriana e disparou à queima-roupa para uma defesa in extremis de Vincent Enyeama, e com uma recarga francesa que foi retirada quase de cima da linha de golo por Victor Moses. A Nigéria assustou-se bastante porque a jogada levava marca de golo.

Entretanto anunciava-se o golo francês, pois a França estava mais acutilante e circulava muito próximo da baliza da Nigéria, mas os jogadores nigerianos, e a barra da baliza de Vincent Enyeama, estavam muito bem a neutralizar as iniciativas gaulesas.

Mas eis que surge o minuto 79′. Canto marcado do lado esquerdo do ataque francês por Mathieu Valbuena, Vincent Enyeama, o guarda-redes nigeriano saiu à bola, desviou-a, mas apareceu a cabeça de Paul Pogba a colocar a bola no interior da baliza nigeriana e a inaugurar o marcador.

Ao fim de 80′, os franceses colocaram-se à frente do marcador. Estavam a ganhar por 1 a 0.

Mas os nigerianos não desistiram, nem baixaram os braços, arrancando para o ataque e causando vários sustos a Hugo Lloris. Com a Nigéria toda balanceada no ataque, Antoine Griezmann aproveitou uma perda de bola e um lançamento em profundidade, correu para a baliza da Nigéria e, à boca da grande área africana, disparou um grande remate ao qual respondeu Vincent Enyeama com mais uma enorme defesa.

Estava já toda a gente à espera do fim do jogo, com os nigerianos a aceitar o resultado quando, na marcação de um pontapé de canto para os franceses, a bola é centrada para o interior da área nigeriana, Antoine Griezmann antecipa-se a Vincent Enyeama e atrapalha Joseph Yobo que acaba por meter a bola na própria baliza, aumentando ao pecúlio gaulês.

Conclusão

Não foi um grande jogo de futebol, mas acabou por ser intenso.

Houve um grande equilíbrio de jogo entre as duas equipas, que se espelhou na posse de bola, onde a França teve ligeira vantagem, mas nada de muito acentuado.

França

Nção foi um grande jogo, mas foi intenso

Durante muito tempo, foi a equipa nigeriana a fazer as despesas do encontro, jogando, atacando e levando o perigo à baliza adversária. Mas embora fossem os nigerianos a jogar mais, foram dos franceses as mais perigosas das oportunidades de jogo.

A França venceu este jogo, e venceu bem. E já está nos quartos-de-final. Mas se a Nigéria tivesse levado este jogo para o prolongamento, e esteve muito próximo disso, e conseguisse vencer a equipa francesa, também não causaria muito espanto. Os nigerianos mereciam-no. Foram um adversário digno e, se calhar, não deveriam ter perdido desta forma.

Mas a França, que não foi a França dos jogos anteriores, também demonstrou que tem futebol para matar quem quer que seja, seja lá como for.

Sem ter sido um grande encontro, acabou por ser um jogo interessante.

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