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Gestão de resultado para totós

Um jogo pouco interessante terminou empatado sem golos, com a Costa Rica a sair feliz por conseguir aquilo que queria, pontuar e confirmar o seu primeiro lugar no Grupo D, e a Inglaterra, que parecia já não querer nada, a regressar a casa apenas com um ponto na bagagem. Acabou por ser uma partida que poderá ser vista como um guia para gerir resultados, que pode servir para quem jogou para os pontos, mas não serviu o espetáculo, com a ser possível ver-se um inglês a ler o jornal na bancada.

Hodgson promoveu alterações

O onze da seleção inglesa apresentava bastantes alterações, com o seu selecionador a apresentar vários nomes que poderão fazer parte do futuro da equipa. Phil Jones, Luke Shaw, Wilshere, Barkley, Lallana e Sturridge figuravam entre estas escolhas, promovendo alguma animação na busca do golo. Sturridge foi, aliás, a figura do encontro, pelo número de vezes que surgiu com espaço na frente, com quatro remates, todos a falhar a baliza, e outras tantas intervenções a serem cortadas pelos seus adversários. O avançado do Liverpool terá sido a figura mais incansável da equipa inglesa, mas ao não acertar na baliza, contribuiu para o resultado final.

A Costa Rica ia fazendo pela vida, criando boas movimentações na frente de ataque, com Brenes a oferecer velocidade e Bryan Ruiz e Joel Campbell a demonstrarem, uma vez mais, muita classe na forma de tratar a bola. A equipa centro-americana gostava de ter a bola em sua posse e conseguia ir gerindo bem os seus espaços, mas também não queria perder as posições no espaço defensivo, já que tinha bem claro no seu plano de jogo que somar um ponto poderia trazer-lhe benefícios históricos. A melhor oportunidade do primeiro tempo acabou por surgir mesmo à beira do intervalo, quando Brenes surgiu solto e esquecido pelos defesas inglês, mas ao controlar a bola já dentro da área adversária, acabou por perder espaço de manobra.

Segunda parte – tempo morto

Depois do intervalo, os ingleses ainda tentaram acelerar um pouco a partida, mostrando maior intensidade na abordagem da bola e também lutando para chegar ao golo. Barkley continuava a ser instrumental neste esforço, servindo Sturridge na frente, ou então, depois, já com a companhia de Sterling, que veio trazer velocidade também nas faixas, onde Lallana e Milner não estiveram ao nível esperado.

Jorge Luís Pinto refrescava a sua equipa, trazendo Bolaños para jogo, tornando o seu meio-campo ofensivo mais esclarecido na procura da bola, mas sempre com o empate na mente. A Costa Rica passou alguns momentos de aflição, quando depois dos sessenta minutos os ingleses iam conseguindo subir as suas linhas, mas Navas esteve sempre muito bem, a cortar todas as esperanças de golo do conjunto europeu.

Até ao final da partida, ainda houve tempo para dar descanso a Joel Campbell e para chamar Gerrard e Rooney para o golo. O avançado do Manchester United ainda tentou um chapéu, para grande intervenção de Navas, e o tempo foi passando para satisfação da equipa da Costa Rica e para desilusão dos adeptos ingleses.

Sem jeito para balanços

A Costa Rica adiciona mais uma linha aos sucessos alcançados neste Mundial, num jogo onde mostrou também saber defender com bastante qualidade. Depois de jogos frente a Uruguai, Itália e Inglaterra, a equipa de Jorge Luis Pinto sofreu apenas um golo, pelo que poderá confiar na sua estrutura. Para o ataque, neste encontro, houve menor intensidade e tentativa de segurar a bola sem apostar tanto no desgaste, algo que os costarriquenhos não têm como principal qualidade.

A Inglaterra regressa a casa e, apesar de uma boa exibição frente à Itália, sobretudo na primeira parte, faltou poder de fogo e organização ao conjunto britânico. Sem dúvida que existe muito talento e juventude neste grupo inglês, mas talvez Roy Hodgson não seja a melhor pessoa para o explorar em busca de vitórias. Sem jeito para balanços, a transformação da cara do futebol inglês continuará, mas bem longe do Brasil.

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