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Camarões

Há algo de podre na República dos Camarões

Os Leões Indomáveis já estão fora do Mundial há uma semana mas a história pode não ter ficado por aí. A Federação camaronesa de futebol está a ser obrigada a olhar com atenção para alegações de manipulação de resultados que envolvem membros da comitiva dos Camarões. Na origem estão revelações de Wilson Raj Perumal, o famoso “match-fixer” natural de Singapura, que anda a disparar em várias direções.

Raj Perumal, o manipulador

Wilson Raj Perumal, cidadão de Singapura, foi condenado por ter tido influência no desenrolar de jogos, nos mais diversos desportos. A manipulação não vai tanto no sentido de conseguir vitórias ou derrotas, o que seria mais evidente e despertaria mais facilmente desconfianças. O modus operandi passa por abordar e subornar intervenientes dos jogos para garantir aspetos específicos – como o número de cantos, de livres ou até de cartões – e fazer apostas avultadas nesse sentido. É assim que estes indivíduos lucram avultadamente com o esquema.
Perumal escreveu um livro, em conjunto com dois jornalistas italianos, em que relata a sua participação. Alega ter influenciado jogos desde os Jogos Olímpicos – de Atlanta 96 a Londres 2012 – a Campeonatos do Mundo de Futebol, passando também pelas principais ligas profissionais europeias e asiáticas. As alegações de Perumal implicam diversas instituições e até alguns particulares e têm lançado uma miríade de investigações subsequentes. Tanto o Comité Olímpico como a FIFA ainda não reagiram oficialmente a estas revelações. No Reino Unido estão a ser conduzidas várias investigações, não só às ligas profissionais como às amadoras. A coisa sobrou para os Leões Indomáveis quando Perumal disse ter predito com exatidão os 4 a 0 face à Croácia, indo até ao detalhe de apostar que um jogador camaronês iria ver um cartão vermelho.
O livro foi lançado depois de Perumal ter sido capturado na Finlândia, na semana passada, na execução de um mandado das autoridades de Singapura.

Identificar as maçãs podres, se as há

A comissão de ética da Fecafoot – a Federação camaronesa de futebol – decidiu abrir um inquérito à alegada fraude desportiva e para tanto vai analisar os três jogos que a seleção camaronesa realizou no Brasil. Especial atenção vai para a partida que opôs Camarões à Croácia. Em causa estão as alegações de que alguém dentro da comitiva esteve envolvido na manipulação de resultados. Há até referências concretas à existência de “sete maçãs podres”. Assim, antes que a FIFA venha exigir explicações, a Fecafoot diz que se quer antecipar e esclarecer todo o assunto. “Assumimos convictamente o compromisso de usar todos os meios necessários para esclarecer este assunto perturbador no mais breve espaço de tempo possível”, disse o presidente interino da federação, Joseph Owona.

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