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Há mais em Los Ticos que o efeito surpresa?

José Mourinho afirmou que o efeito surpresa, que impulsionou a vitória por 3 a 1 da Costa Rica sobre o Uruguai não se voltaria a repetir. Campbell também já não é um ilustre desconhecido e assim os próximos adversários de Los Ticos sabem o que os espera. E que esgotado esse trunfo não antevia mais nenhum brilharete dos costarriquenhos. As palavras não caíram bem entre a comitiva e Jorge Luis Pinto já reagiu. “Esperamos jogar ainda melhor do que contra o Uruguai”.

Pinto desafiante

José Mourinho não se limitou a atribuir o sucesso inicial da Costa Rica ao efeito surpresa. Disse também que não acreditava que a equipa de Jorge Luis Pinto fosse capaz de repetir a extraordinária exibição que teve frente aos uruguaios duas vezes na mesma semana. Pinto, um admirador confesso do trabalho do treinador português do Chelsea, deve ter ficado magoado com as palavras mas não o demonstrou. Reagiu, muito ao jeito de Mourinho, com ironia e muita autoconfiança. “Surpreende-me que tenha dito isso, quando ele joga à quarta e ao domingo não consegue repetir um bom desempenho? Nós vamos consegui-lo, pelo menos vamos tentar.” Aliás, segundo o diretor técnico, a ideia é fazer ainda melhor que no jogo de estreia. Corrigir algumas pequenas coisas que não correram tão bem, como a situação que deu azo ao golo dos Charruas.

Quando questionado sobre o feito que a vitória frente ao Uruguai teve no grupo, Pinto foi muito direto. “Três aspetos fundamentais: deu-nos confiança, segurança e concentração no que estávamos a fazer. Deram-se conta que aquela história do trabalho compensa. Hoje estamos também mais tranquilos. Não tenho receio de dizer que nos primeiros minutos até eu estava nervoso.”

Anatomia da ameaça italiana

Como bom estudioso do futebol, El Explosivo tem consciência dos riscos que a Itália comporta. Será um desafio enorme anulá-las e até estão bastante bem identificadas. Pinto diz que tem que se preocupar com os onze que entrarem em campo, porque estando em dia bom todos eles, sem exceção são um perigo. Mas logo admite identifica três ameaças principais, pelo efeito que têm no jogo coletivo. Pirlo, quase nem vale a pena dizê-lo. “Ando a analisá-lo desde 2006 quando para mim foi o melhor do Mundial”. É o jogador italiano que mais e melhor pensa o jogo e é essencial que a Costa Rica seja capaz de lhe limitar os movimentos. Nesta hierarquia segue-se Antonio Candreva, um jogador muito incisivo. Por causa dele Los Ticos vão precisar de ter especial cuidado nas subidas pela direita, para não serem surpreendidos. O terceiro “inimigo” que o selecionador destaca é Daniel de Rossi. Se Pirlo é o maestro, de Rossi é o carregador de pianos. Pode passar mais despercebido mas o seu trabalho de sapa é fundamental na contenção defensiva e primeiro momento da construção de jogo.

Com a qualidade que os Azzurri têm no miolo, os costarriquenhos terão que ser uma equipa ainda mais solidária, com Bryan Ruiz e Christian Bolaños a ter que encostar para reforçar a primeira linha de defesa. Por último, não perder nunca de vista Mario Balotteli. Às vezes parece que anda meio à toa mas as qualidades de matador estão lá – seja em remates de longes, toques na cara do golo ou em cabeceamentos indefensáveis. Uma desatenção custa bastar ao avançado italiano.

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