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Cartao vermelho

Honduras: Entrada com o pé esquerdo no Mundial

De todas as Selecções presentes no Mundial 2014 no Brasil,  que têm tido azar, a Selecção das Honduras ocupa com certeza um lugar pioneiro.

Depois de toda a discussão sobre a tecnologia da linha de golo usada no jogo contra a Selecção da França – em que o jogador Noel Valladares afirmou que num dos golos a bola não entrou totalmente na baliza -  e da ausência do hino nacional nesse mesmo jogo – já para não falar da derrota, e das lesões de alguns dos jogadores – agora é o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci que está no centro de toda a polémica.

Expulso pelo segundo cartão amarelo, o avançado Wilson Palacios criticou o árbitro por não ter mostrado o vermelho para Pogba, médio da Selecção Francesa, numa troca de agressões entre os dois jogadores no meio de campo – o hondurenho roubou a bola, com falta não marcada, e levou uma rasteira do francês na continuação da jogada, tendo ambos sido punidos na ocasião apenas com cartão amarelo – contudo não tira o mérito da vitória à Selecção adversária.

“Há que dizer a verdade, devia ter sido cartão vermelho para o Pogba. (…) Iria ser um contra-ataque nosso. Para mim foi uma má decisão do árbitro, mas isso tudo são desculpas. A verdade é que França jogou muito bem.” – afirmou.

Contudo, e apesar de não afirmar que fez falta sobre Pogba, Palacios assumiu responsabilidade pela derrota e por ter deixado os seus colegas de equipa com menos um jogador em campo.

“Estávamos a jogar muito bem, a expulsão significou muito. Não é certo se foi penálti, mas se foi, eu calculei mal a bola” – reconheceu o jogador, que agora torce para que não tenha uma pena de suspensão demasiado alta.

“Espero que seja só um jogo. Creio que sim, pois não foi vermelho directo.”

Mas as críticas ao árbitro não se ficaram apenas por Wilson Palacios. Também Espinoza, médio das Selecção das Honduras, questionou as interpretações do árbitro, que na visão do hondurenho teve maior peso contra a sua Selecção,  e prejudicaram a equipa aquando da expulsão de Palacios.

“O penálti e o cartão vermelho não foram nada violentos. Creio que um jogador deles deveria ter recebido o cartão vermelho no início quando bateu num colega nosso.  (…) Acabou por atrapalhar, com dez é complicado jogar contra uma Selecção de alto nível.” – afirmou.

Ao contrário de Palacios, o treinador das Honduras, Suárez, também afirmou não ter sido um jogo fácil, sobretudo a partir do momento em que começaram a jogar só com dez jogadores, contudo não contesta a decisão do árbitro relativamente à expulsão de Palacios. Já o mesmo não se aplicou à tecnologia usada durante o jogo.

“(…) É difícil ter inferioridade numérica por tanto tempo contra uma Selecção que tem o controlo da bola. Mas são as circunstâncias do jogo, e o árbitro está ali para cumprir justiça. (…) Na parte do futebol, eles foram melhores. Jogar com dez por mais de sessenta minutos não é fácil em nenhum lugar, principalmente no Mundial.”- acrescentando ainda, sobre a questão da tecnologia usada em jogo, que  ”não fiquei chateado porque o golo foi dado, mas sim pela decisão da máquina, que foi inicialmente de “não golo”,  ao contrário da segunda, que foi “golo”. Ou seja, não sei qual seguir. Se tecnologicamente tudo fica claro a princípio, e aquela bendita máquina disse que não era, e depois que sim… qual é a verdade?” – questionou.

Sem nenhum ponto e com três golos sofridos, a Selecção das Honduras irá tentar recuperar no próximo jogo frente à Selecção do Equador, na próxima sexta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba, encerrando depois a sua participação na primeira fase contra a Selecção da Suíça, no dia 25, na Arena da Amazónia, em Manaus.

Violência Hondurenha 

A forma agressiva de jogar das Honduras, já questionada pelos ingleses, foi novamente comentada. No entanto, Suárez não levou os críticas muito em conta dizendo que a equipa nunca levou nenhum cartão vermelho.

“Creio que está dentro da regra. Procura sempre jogar com um estilo intenso, respeitando sempre as regras. E se falhamos as regras existem árbitros para fazer justiça. Se nós nos enganamos e o árbitro nos dá um cartão vermelho, temos que aceitar isso. É o primeiro cartão vermelho nos nossos jogos oficiais.” – ressaltou.

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