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Importam-se de não repetir?

Japão e Grécia foram protagonistas daquele que poderá vir a ser considerado o pior jogo deste Mundial, tendo terminado empatado a zero. As duas equipas seguem para a última jornada com esperança de ainda conseguirem o apuramento, mas a pouca qualidade do futebol praticado e a forma como perdoaram nas oportunidades alcançadas perto da baliza do adversário nada de bom promete para gregos e japoneses.

Sem pés nem cabeça

A primeira parte do Japão – Grécia foi parca em emoções. A equipa japonesa privilegiava um jogo de posse, com um futebol mais rendilhado, pensando em avançar no terreno através de pequenas conquistas, enquanto do lado grego, com as linhas bastante mais descidas, se procurava responder com rapidez a cada bola conquistada, tocando o menor número de vezes possível até rematar. A diferença de estilos, sob a chuva de Natal, acabou por criar um desafio muito enrolado, com algumas quezílias, para o qual contribuía o árbitro Joel Aguilar com o apitar de faltas atrás de faltas.

O primeiro sinal de perigo foi criado pelo Japão, com um remate de Yamaguchi, tendo a Grécia respondido com um bom remate de Kone ao passar dos dez minutos, na sequência de um contra-ataque. À passagem dos vinte minutos, os nipónicos chegavam por duas vezes perto da baliza do seu adversário, com Osako a rematar fora da área em ambos os casos, enquanto Maniatis não foi capaz de aproveitar um lance onde surgiu sozinho na área japonesa, decidindo mal, quando se jogava o minuto vinte e seis.Pouco depois, era de novo o Japão quem criava perigo, desta vez através de um livre direto marcado por Honda, para defesa complicada de Karnezis.

Foi depois da meia-hora que o jogo levou uma sacudidela. A Grécia enfrentou duas contrariedades, primeiro com a lesão de Mitroglou, aos trinta e quatro minutos, sendo substituído por Gekas, e três minutos depois com a expulsão de Katsouranis, que entrou de carrinho quando já tinha um amarelo, vendo, com inteira justiça, o cartão vermelho. Curiosamente, com menos um jogador, a Grécia parece ter encontrado nova forma de respirar e nos cinco minutos finais apareceu, jogando com outra intensidade, em terrenos mais adiantados. Torosidis, numa jogada de insistência, rematou forte para defesa do keeper nipónico e uns minutos depois, o mesmo Torosidis, respondeu com um cabeceamento ao lado a um livre marcado, de longe, por Karagounis, que entretanto havia entrado para o lugar de Fetfazidis.

Mais vida, a mesma sorte

Na segunda parte, os minutos iniciais pareciam prometer maior intensidade na partida. O Japão subia, em busca do golo, enquanto a Grécia estabilizava as suas linhas. E contra aquilo que seria de esperar, foi a equipa helénica quem acabou por criar perigo, num canto marcado por Karagounis e Gekas a responder de cabeça para grande defesa. Logo a seguir, nova bola para a área japonesa e Kawashima, uma vez mais, a afastar. Aos sessenta e sete minutos, aconteceu a oportunidade mais flagrante para marcar. Kagawa abriu na direita, onde Uchida centrou forte para Okubo falhar a bola e atirar ao lado. Era uma bola difícil de controlar, mas com Karnezis fora da jogada, o japonês poderia ter feito melhor.

Uchida acabou por ser um jogador em foco nesta segunda parte, tendo estado em, pelo menos, mais dois lances de perigo junto da área grega. Os helénicos ainda criaram perigo, à entrada dos últimos dez minutos, por Samaras, depois de um canto, enquanto o Japão voltou a criar perigo com Yoshida a ver a bola embater-lhe depois de um potente centro-remate de Nagatomo. As mudanças operadas pelos dois treinadores na segunda parte preocuparam-se, mais, em refrescar os seus elementos em campo, não havendo, de parte a parte, direito a correr grandes riscos.

O empate acabou por ser encarado como um mal menor pelos dois lados. Na última jornada, esperam conseguir uma vitória que lhes permita atingir os oitavos-de-final, ainda que nenhuma destas equipas, pelo enfadonho espetáculo dado, mereçam mais do que uma curta estadia no Brasil.

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