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Ashkan Dejagah Irão

Irão é mais forte com os expatriados

Carlos Queirós assumiu o comando da seleção iraniana de futebol há três anos e uma das suas missões foi encontrar jogadores iranianos, ou de origem iraniana, espalhados pelo mundo, que pudessem fortalecer o coletivo. Não foi uma tarefa fácil, nada no Irão o é. Qualquer iniciativa tem que ter em conta as implicações políticas e religiosas. O sucesso do apuramento da Team Melli, festejado nas ruas, esconde os momentos de tensão e as lutas que o técnico português teve que com as autoridades iranianas. Como facilmente se pode imaginar essa ideia de ir buscar jogadores “ocidentalizados” não caiu às mil maravilhas no regime de Ahmadinejad e dizer que sofreu forte resistência é uma eufemismo.

O antigo adjunto de Fergusson no Manchester United, ex-treinador do Real Madrid e das seleções nacionais de Portugal, África do Sul e agora Irão foi fundamental para convencer vários jogadores a viver e jogar fora do Irão a darem o seu contributo nesta campanha. Ashkan Dejagah, um avançado de vinte e sete anos que nasceu em solo iraniano mas imigrou ainda jovem para a Alemanha, agora a alinhar no Fulham de Inglaterra, é um desses casos. Outro é Reza Ghoochannejhad, que cresceu na Holanda e até tem dupla nacionalidade. Tornou-se herói popular ao marcar o golo à Coreia do Sul que garantiu a presença do Irão no Campeonato do Mundo do Brasil. Reza é jogador do Standard de Liège mas alinha por empréstimo no Charlton Athletic, da segunda divisão inglesa.

Stephen “Mehrdad” Beitashour, por exemplo, só foi chamado pela primeira vez a representar o Irão em 2013, apesar dos seus vinte e sete anos. O defesa nasceu em San José, na Califórnia, de pais iranianos e fez lá toda a sua vida. Representa os Vancouver Whitecaps, que disputam a MLS, o campeonato americano de futebol. Chegou a treinar com a formação dos Estados-Unidos, orientada por Klinsmann mas nunca entrou em campo com a camisola do país onde nasceu. Quando Queirós lhe endereçou o convite para representar o Irão, Stephen, que nem sequer sabia falar persa, agarrou a oportunidade. O que ele queria era jogar futebol, as polémicas não lhe interessam.

No meio campo a equipa do Irão conta ainda com Javad Nekounan – que jogou cinco anos no Osasuna – e Andranik Teymourian – que passou por Fulham, Barnsley e Bolton Wanderers. A experiência internacional destes elementos foi essencial para elevar o nível do grupo, constituído maioritariamente por futebolistas que jogam nos campeonatos internos, muito menos competitivos.

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