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Japão e as contas de somar

A Arena das Dunas recebeu ontem mais um jogo do Mundial com as Selecções do Japão e da Grécia a debaterem-se por passar à fase de grupos, num jogo que acabou empatado sem golos marcados, e que deixa as duas equipas numa situação complicada dentro do Grupo C – onde actualmente ocupam os dois últimos lugares.

O duelo foi dominado principalmente pelos ataques da Selecção do Japão e pela defesa cerrada da Selecção da Grécia , com a equipa grega a competir com um jogador a menos – o capitão da equipa, Katsouranis, que já tinha um cartão amarelo, foi expulso ainda durante a primeira parte, após falta contra Hasebe.

Para o treinador da Selecção Nipónica, Alberto Zaccheroni  - que não gostou nada do rendimento dos japoneses em jogo – , o problema esteve essencialmente na falta de velocidade da equipa, na excelente forma física do adversário, e no facto da equipa não ter sabido aproveitar a vantagem numérica a seu favor.

“Eu não estou satisfeito. Esperávamos ter mais pontos neste momento no torneio. (…) Tentámos atacar desde o início, pois um empate não seria nada bom para nós. Este era um jogo que tínhamos de ganhar. Preparámos-nos para a vitória e trabalhámos para (…) ter uma boa movimentação entre as linhas de defesa e de ataque. (…) Tentei manter muitos atacantes em campo, tanto que, na segunda parte eu tinha Okubo, Okazaki e Osako, e atrás deles ainda estava Honda. Seria impossível ter mais atacantes que isso. (…) Na primeira parte, quando as duas equipas tinham onze jogadores, chegámos a ter 70% da posse de bola, mas faltou velocidade no passe e nas finalizações. Os lançamentos eram curtos demais e muito lentos. No segundo tempo podíamos ter movimentado a bola mais rapidamente, mas também passámos devagar. (…) A Grécia começou a formar um muro, uma verdadeira fortaleza na defesa. (…) É claro que eles usaram a força física já que são superiores nesse aspecto.” – resumiu.

Cartão vermelho para Katsouranis

Cartão vermelho para Katsouranis

Ainda sobre a falta de velocidade, Zaccheroni lembrou que esta sempre foi o ponto forte da equipa japonesa, mas que foi justamente nesse ponto que os samurais azuis pecaram nos jogos do Campeonato do Mundo.

“Esta equipa trabalhou quatro anos numa direcção, tentando não dar espaço aos adversários. Tínhamos de usar a maior qualidade da equipa, que é a velocidade. A jogar assim o Japão obteve excelentes resultados, por isso achei oportuno apresentar-me assim no Mundial. Eu achei que não seria bom mudar as coisas em cima da hora, porque estava tudo a funcionar. O Japão tem que ter coragem de se impor no futebol mundial com esta velocidade. Infelizmente, nestes dois jogos, não conseguimos demonstrar isso.” – concluiu.

Mas não foi só o treinador que ficou desiludido com o duelo.

Nem mesmo o prémio de melhor jogador em campo mudou a frustração do médio japonês, Honda, após o empate sem golos frente à Selecção da Grécia. Visivelmente insatisfeito com o resultado, o astro japonês elogiou a defesa adversária e disse que faltou ao Japão encontrar uma saída para conseguir penetrar na fortaleza que os gregos tinham erguido durante o jogo.

“Atacámos bastante, mas não conseguimos marcar. (…) Haviam alguns defesas muito fortes e foi difícil superá-los. Agora vamos continuar a trabalhar , e pessoalmente espero contribuir para um bom resultado no próximo jogo. (…) O importante agora é ganhar para que também possamos passar a fase de grupos. Nós pensámos que pudéssemos vencer a Grécia e desse modo ficar mais próximos da classificação, mas temos de melhorar para passar aos oitavos de final.” – contou.

Com apenas um ponto, os samurais azuis vêem-se agora numa situação “bicuda”, uma vez que precisam de vencer a Selecção da Colômbia – que já tem garantida a passagem para a próxima etapa na competição – e rezar para que a Costa do Marfim não vença o jogo contra a Selecção Grega. Caso um destes resultados aconteça, a decisão será baseada nos critérios de desempate.

O jogo do Japão com a Colômbia vai ter lugar na Arena Pantanal, em Cuiabá, na próxima terça-feira, pelas 16h (horário do Brasil). No mesmo horário, e também por um lugar nos oitavos de final, joga a Selecção da Grécia contra a Costa do Marfim.

Kagawa no banco

A ausência do craque Shinji Kagawa entre os titulares do Japão chamou a atenção da imprensa do país no jogo de ontem frente à Selecção da Grécia, na Arena das Dunas, em Natal.

O jogador do Manchester United só entrou na segunda parte da competição, depois de Osako ser substituído. Questionado sobre o motivo pelo qual optou por deixar Kagawa no banco durante grande parte do jogo, o treinador, Alberto Zaccheroni, explicou que o estudo que fez sobre o adversário teve peso nessa decisão.

“Esta escolha, foi uma escolha táctica. Nós queríamos trabalhar mais pelas alas, controlá-las, para evitar os contra-ataques, já que se sabe que essa é uma das forças da Grécia. Assim, poderíamos criar espaço na defesa adversária. Kagawa tende a ir pelo meio, e por ali ele teria um confronto físico maior com a defesa grega.” – esclareceu.

Contrariamente aos bons resultados no jogos amigáveis, resta agora saber se a equipa de Zaccheroni será ou não capaz de passar à fase dos oitavos de final.

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