Última Hora

• Nenhum artigo encontrado
Estados Unidos da América

Klinsmann, os belgas que não aparecem e os quartos-de-final para quem?

Pergunta: no jogo entre as selecções da Bélgica e dos Estados Unidos, quem tem mais possibilidade de passar aos quartos de final?

Resposta: a Alemanha.

Terrível a vida que se adivinha para aqueles lados de Salvador da Baía. De um lado, uma Bélgica que chegou ao Campeonato do Mundo rodeada de uma aura de grande equipa que, mesmo tendo ganho todos os jogos da fase de grupos, ainda não se revelou. Do outro lado, uma equipa que, como escrevia Miguel Esteves Cardoso numa sua crónica sobre o Mundial, vem em decrescendo, ao contrário de Portugal, tendo começado com uma vitória, depois um empate  por último uma derrota. O que seguirá?

Mas vamos ao essencial. A máxima de que o futebol são onze jogadores para cada lado e no fim ganha a Alemanha tem razão de ser. Ontem, foi o facto da selecção comandada por Joachim Low ser alemã que lhe garantiu a continuidade em prova, ganhando direito a estar nos quartos-de-final, em detrimento de uma Argélia aguerrida, forte e senhora de um futebol bonito e concretizador. Bom, e para que conste, Jürgen Klinsmann, o seleccionador norte-americano, é alemão, antiga vedeta do Bayern Munique e da selecção, e traz consigo a força dessa máxima.

Pois, mas se tomarmos atenção à História, também percebemos que a Bélgica é descendente alemã. Não é por acaso que uma percentagem de belgas tem como língua materna e primeira, o alemão.

Mas isto são somente conjunturas.

Verdade é que no abstracto, a selecção belga era uma das selecções das quais se esperava grande coisa neste Mundial, mesmo uma caminhada até ao título. Grandes valores individuais, de grandes equipas da Europa, em vários lugares chave. Uma equipa completa. E com uma muito boa segunda linha. E a verdade é que a Bélgica ganhou todos os jogos que realizou até agora. Sempre pela margem mínima, é certo (2 a 1 à Argélia, 1 a 0 à Rússia e 1 a 0 à Coreia do Sul). Mas o que conta é o resultado. Três vitórias. Mas pouco consistentes.

Jürgen Klinsmann

Jürgen Klinsmann quer aplicar aos Estados Unidos a máxima de quem ganha no fim

Os Estados Unidos são sempre vistos como uma bizarria. Uma selecção de um povo que chama soccer ao que o resto do Mundo chama futebol. Porque futebol para eles é outra coisa, uma espécie de rugby com anabolizantes. E depois ainda há o basketball e o baseball e ainda o hóquei no gelo e, finalmente, o soccer. Mas a história dos norte-americanos com o soccer é muito antiga, e não é tão má quanto isso. Nunca chegaram muito longe, é verdade, mas têm mais presenças que Portugal, por exemplo. E se ultrapassaram a selecção portuguesa na corrida para os oitavos-de-final, não foi caso único. Em 2002, na Coreia do Sul/Japão, a história foi muito parecida, com a agravante de que lá, os norte-americanos derrotaram os portugueses.

E então? O que se irá passar?

Tudo é possível. Este Campeonato do Mundo já provou ser muito bom, cheio de jogos fantásticos jogados por equipas que se transcendem. A Selecção da Bélgica pode, finalmente, chegar ao Brasil. E mostrar porque era tão receada. E Jürgen Klinsmann pode puxar de todo o seu alemão e mostrar que os Estados Unidos têm futebol para muito mais do que as pessoas normalmente esperam.

Será um grande jogo, na senda dos que tem sido os jogos dos oitavos-de-final, este que iremos poder ver, logo, a partir das 21:00′, hora de Portugal continental, directamente do Arena Fonte Nova, em Salvador.

Armes for education week http://writemyessay4me.org focus of work often on securing grants by jason tomassini printer-friendly email article reprints comments googletag

Outros Artigos Recomendados

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *