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Laranja rouba à Canarinha prémio de consolação

Jogo do terceiro e quarto lugar

Brasil 0 – Holanda 3

Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Arbitragem do argelino Djamel Haimoudi

 

Brasil: Júlio César – Maicon, Thiago Silva, David Luiz, Maxwell – Paulinho, Luiz Gustavo – Ramires, Oscar, Willian – Jô.

Holanda: Jasper Cillessen – Stefan de Vrij, Ron Vlaar, Martins Indi – Dirk Kuyt, Giorginio Wijnaldum, Jordy Clasie, Daley Blind – Jonathan de Guzmán – Robbin van Persie, Arjen Robben.

Começa o encontro que ninguém quer jogar, com a entrar para o banco e a receber a ovação da noite. São seis as alterações que Scolari faz no onze inicial, relativamente ao jogo da meia-final. Dante, Marcelo, Fernandinho, Bernard, Hulk e Fred ficam de fora. O capitão Thiago Silva regressa ao seu lugar no eixo da defesa, Maxwell é o escolhido para a esquerda. Marcelo seria um tremendo risco defensivo, frente aos arranques de homens como Robben, Van Persie ou até Dirk Kuyt. Na primeira linha de médios do Brasil, Paulinho volta à titularidade, para jogar ao lado de Luiz Gustavo. Daqui para a frente é que muda quase tudo. Só Oscar se mantém dos habituais escolhidos. Ramires e Willian ocupam as alas, Jô a área adversária. Do lado da Holanda são duas as modificações. Uma foi programada e era até esperada. Jordy Clasie, que já tinha substituído de Jong quando este se ressentiu do problema físico, é promovido a titular. A segunda foi de última hora. Wesley Sneijder ressentiu-se, durante o aquecimento, da pancada que sofreu no jogo contra a Argentina e não chegou a alinhar. O seu lugar foi ocupado pelo médio do Swansea, Jonathan de Guzmán.

Primeira parte

Aconteceu tudo muito depressa. Aos três minutos, a Canarinha apanha-se a perder no Estadio Nacional de Brasília. Thiago Silva coloca a mão no ombro de Arjen Robben, por trás, para travar o avançado que se isolava. O árbitro assinala grande penalidade a favor da Holanda e mostra o cartão amarelo ao capitão brasileiro. Robbin van Persie não perdoa e a Laranja adianta-se no marcador. Adivinha-se o pior, uma reedição do desmoronamento das meias-finais. Ainda por cima, o penálti foi mal assinalado, a falta acontece falta da área. Mas o Brasil não desmorona. Thiago repete várias vezes aos companheiros, “calma”. No início do jogo, e mesmo depois do golo holandês, ambas as equipas deram tudo na procura da bola e a tentar atacar à primeira oportunidade. A Canarinha vai reagindo, metendo velocidade nas situações ofensivas. A cada corte bem-sucedido das linhas defensivas brasileira a torcida responde com um bruá de aprovação. Mas aos dezassete minutos, a Holanda dá a segunda machadada. Cruzamento de de Guzmán, pela direita, David Luiz ainda desvia de cabeça, mas fá-lo para trás onde está Daley Blind, livre de marcação. Júlio César não podia fazer nada. O Brasil é uma equipa que tenta, tem vontade de dar a volta ao resultado, mas não tem pensamento de jogo. Falta organização, os setores não se ligam. Os erros individuais são apenas a manifestação mais evidente dessas falhas estruturais.

O trio do meio-campo laranja – Wijnaldum, de Guzmán, Clasie – é muito forte na pressão ao jogador que tem a bola. O Brasil tem muita dificuldade em sair com a bola jogável. Oscar tem sido o jogador brasileiro que se destaca, claramente acima dos companheiros. Ele pensa o jogo e é o único a encontrar espaços e criar jogadas com princípio e maio. Vai faltando a finalização. O problema é que ele tem que fazer tudo. Vir atrás buscar a bola, construir, fazer tabelas e ainda tentar penetrar na área. Holanda continua a controlar mas agora baixando um pouco o ritmo e saindo menos para o contra-ataque.

Segunda parte

Ao intervalo, o selecionador brasileiro faz entrar Fernandinho, por troca com Luiz Gustavo. Oito minutos bastam ao médio do City para ser admoestado com um amarelo por “virar” Van Persie por completo, quando este lhe escapava. Aos dez minutos do segundo tempo, nova alteração no Brasil: Hernanes por Paulinho. O jogador do Inter também entra a matar e faz duas faltas às duas primeiras vezes que intervém no jogo. Scolari muda as peças mas não altera nada. O problema do Brasil é a ideia de jogo, ou a falta dela. Jogadores como Ramires e Fernandinho, por exemplo, são indiscutivelmente futebolistas de elite, que encaixam às mil maravilhas numa equipa organizada, em que cada elemento sabe claramente o seu lugar e papel. Aqui ficam à toa, num esforço inconsequente.

A Holanda caiu muito do ponto de vista físico na segunda parte. O dia a menos de descanso e os minutos a mais do prolongamento estão a começar a pesar. Ainda assim, Van Gaal só faz a primeira alteração a vinte minutos do fim, quando o autor do segundo golo se lesiona. Sai Blind, entra Janmaat. Aos setenta e dois, Scolari esgota as substituições com a entrada de Hulk, por troca com Ramires. A Holanda era uma equipa desgastada que sabe gerir o seu esforço com inteligência. A vencer por dois golos de vantagem pode-se dar ao luxo de trocar a bola com calma e deixar que seja o Brasil corra atrás do prejuízo.

No primeiro minuto dos descontos, Wijnaldum dá o golpe de misericórdia, fixando o resultado final nos 3 a 0. Cruzamento de Janmaat, pela direita, e o homem do PSV remata de primeira.

Mesmo nos momentos em que o Brasil esteve mais ativo e teve mais bola, o coletivo nunca funcionou. O marcador premeia a melhor equipa em campo. A Holanda é a terceira classificada nesta Copa e Robbin van Persie é eleito Homem do Jogo.

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