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Camarões Samuel Eto'o

Leões indomáveis querem ver a cor ao dinheiro

A seleção camaronesa chegou finalmente ao Brasil. Durante doze horas os jogadores recusaram embarcar no avião que os levaria ao Rio de Janeiro, enquanto o dinheiro acordado para os prémios de jogo não estivesse garantido. O problema não é novo – já se arrasta desde o amigável com a Moldávia – e nem sequer inédito. Já em 2002 se verificou uma situação semelhante. Esperemos que desta vez a participação dos Camarões vá além da fase de grupos.

Nas vésperas do Mundial da Coreia e Japão, em 2002, também os jogadores camaroneses se recusaram a abandonar o hotel de estágio, em França, até chegarem a acordo com a Federação relativamente ao valor monetário dos prémios a receber. Eto’o e companheiros, como já vimos acontecer com outras equipas nacionais africanas, reclamam da falta de organização e profissionalismo dos dirigentes, desconfiança essa que os leva a assumir posições de força nestes momentos. Seja como for, não é difícil associar estes tumultos às prestações menos conseguidas desses mesmos coletivos nas fases finais dos Mundiais ou mesmo da CAF.

Bons resultados não chegam.

Bons resultados não chegam.

A questão até parecia em vias de resolução quando a greve aos treinos foi levantada, antes do amigável com a Alemanha. Mas seis dias depois, no final do jogo de preparação com a Moldávia, os media franceses relataram que o plantel boicotou uma cerimónia com o primeiro-ministro camaronês, em protesto pelo impasse das negociações, acabando por ser o selecionador Volker Finke a representar a equipa.

Os Camarões, que se estreiam já na sexta-feira treze frente ao México, na Arena da Dunas, na cidade de Natal, estão a tentar com a sorte com esta situação. Meio-dia de atraso, mais dezoito horas de viagem, primeiro até ao Rio e depois até Vitória, mais a frustração e irritação que problemas como estes causam, era tudo o que os jogadores não precisavam a três dias de um Mundial. Como se não bastasse partilharem o grupo com os anfitriões Brasil, México e Croácia, o maior obstáculo dos camaroneses parece mesmo ser a falta de organização interna. O último episódio caricato aconteceu ainda em Yaoundé. Aparentemente, Cédric Djeugoue e Fabrice Olinga tinham ficado esquecidos nos quartos de hotel e por um triz não perderam o avião.

He has not decided whether he’ll stay in public service or return to the private sector

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