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Scolari Brasil

Luiz Felipe Scolari: uma estrela num labirinto tático

Não é de hoje a empatia que Luiz Felipe Scolari tem com a torcida brasileira. Campeão do Mundo em 2002, o discurso afetivo e os gestos autoritários tornam-no uma figura querida entre os adeptos, que sentem no seu discurso de disciplinador uma forma de organizar o talento disponível na equipa canarinha. No entanto, entre o discurso e o método, há uma longa diferença. A grande dificuldade dos brasileiros neste Mundial tem sido a forma desordenada de enfrentar os seus adversários, que tentam povoar espaços e evitar o surgir da criatividade no relvado.

Menos Neymar

Para o jornalista Paulo César Vasconcelos, do GloboEsporte, a questão ofensiva está ligada à nível de performance de Neymar. “Quando o Neymar estiver muito bem marcado ou quando não jogar bem, cabe ao restante do time compensar isso. E entendo que no jogo contra o México o restante do time não conseguiu compensar isso. Você ter uma estrela da companhia é normal, mas esse entorno do Neymar precisa ser mais ativo e produtivo”

À volta de Neymar, Scolari optou por ter Óscar e Ramires, dois jogadores que não foram capazes de compensar esse apagamento do número 10 canarinho. Sem Hulk, a entrada de Bernard ao intervalo coincidiu com o crescer do México no terreno de jogo. Ou seja, o Brasil acabou por se transformar numa equipa cujas linhas demasiado recuadas ofereceram a bola e a iniciativa ao seu adversário.

André Rizek foi um pouco mais longe na sua análise a Neymar. “Ele ainda não jogou o que a gente sabe que pode jogar. Mas também não podemos criticar. Temos que esperar um pouco, está começando agora a Copa”. Palavras, no mínimo, estranhas, tendo em conta que Neymar marcou dois golos na primeira jornada e o Mundial se aproxima do final da fase de grupos.

Na defesa, tudo bem

Ao nível defensivo, o esquema de Scolari vai gozando de boa crítica. Até agora, o único golo sofrido saiu de um autogolo de Marcelo e a dupla David Luiz e Thiago Silva têm estado em bom plano. Para o capitão, apesar do empate, “jogamos melhor, tivemos uma evolução grande, mas quando você não consegue uma vitória juntamente com essa evolução, as pessoas podem duvidar.”

A presença de Paulinho e Luiz Gustavo na frente do quarteto defensivo também ajuda, e bastante, a manter a solidez no momento de salvaguardar as suas redes. Aliás, o que é uma vantagem do ponto de vista defensivo, acaba por ser um problema para o ataque, tendo em conta que falta gente para fortalecer as opções ofensivas da equipa. Na baliza, Júlio César não tem revelado grandes problemas. O guarda-redes não errou em nenhuma das partidas, o que acaba por lhe permitir ganhar ritmo de jogo longe das análises daqueles que consideram que o “goleiro” poderia ser uma das fragilidades do conjunto de Scolari.

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