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Luta decidida nas grandes penalidades

A Costa Rica venceu uma verdadeira guerra frente à Grécia nas grandes penalidades, por 5-3, depois de jogar reduzidas as dez unidades desde o minuto 65 da partida. A equipa de Jorge Luís Pinto resistiu estoicamente, sempre tentando manter os gregos em atenção, com o conjunto helénico a poder queixar-se de, com tanto tempo para fazer a diferença, não conseguiu ultrapassar Navas. Aliás, o guarda-redes acabou por ser mesmo a figura da partida, já que defendeu uma grande penalidade marcada por Gekas para festejar a vitória.

100% de aproveitamento nas grandes penalidades

Comecemos pelo fim. Depois de 120 minutos verdadeiramente esgotantes, os jogadores da Costa Rica tiveram a capacidade de marcar todas as cinco grandes penalidades. Borges, Bryan Ruiz, Gonzalez, Campbell e Umaña merecem ser referidos pela capacidade de no momento psicologicamente mais exigente, não terem falhado. A defender, Navas foi instrumental quando parou o remate de Gekas, o quarto grego a avançar, depois de Mitroglou, Lazaros e Holebas terem cumprido com a sua missão.

O prolongamento já tinha sido um momento de grande sofrimento para ambas as partes, com a Grécia, que jogava com mais um elemento, a ter mais oportunidades, mas vendo Navas salvar por diversas vezes um golo que chegou a parecer certo. Aliás, o guarda-redes do Levante já tinha começado a ganhar aura de herói do jogo quando nos descontos dos 90 minutos, impediu o golo de Mitroglou.

Fiéis aos princípios

Jorge Luís Pinto e Fernando Santos foram fiéis aos seus princípios com os onzes que apresentaram. A Costa Rica apresentou o seu melhor onze, ainda que isso deixasse o seu meio-campo em desvantagem numérica, algo que se sentiu de forma mais intensa na primeira parte, enquanto a Grécia reforçava a sua presença nessa área do terreno, com Maniatis e Samaris a ofereceram melhor cobertura e Karagounis a pensar o jogo um passo adiante.

Durante toda a partida foi a Grécia que cumpriu melhor com o seu plano de jogo, demonstrando enorme rigor tático e respeitando o desenho do seu treinador. Samaras foi um elemento mais solto na frente de ataque, acabando por manter esse espírito quando recuou perante a aposta ofensiva do Engenheiro, quando já se encontrava com mais um elemento em jogo. Jorge Luis Pinto, após a expulsão de Duarte por duplo-amarelo, passou a jogar com uma linha defensiva de quatro elementos, confiando na capacidade dos seus jogadores para resistir.

Primeira parte sem história, segunda parte de emoções

A primeira parte foi pouco interessante, já que ambos os conjuntos acreditavam poder ficar reféns de um erro na busca dos quartos-de-final. Daí que ninguém tenha querido arriscar, ainda que os gregos estivessem um pouco mais fortes na gestão dos espaços. No entanto, a Costa Rica demonstrava capacidade de criar perigo sempre que Bolaño ou Campbell colocavam a sua velocidade ao serviço da equipa.

Logo no início do segundo tempo, a Grécia dava sinais de querer dar o passe adiante na disputa do resultado, mas acabou por serem Los Ticos a marcar primeiro. Joel Campbell recebeu a bola de costas para a área e abriu em Bolaños pela esquerda, originando um desequilíbrio na defesa helénica. Bryan Ruiz acabou por receber, sem marcação, a bola na entrada da área, rematando, lento, para o poste contrário, com Karnezis a ver a bola passar.

Com Duarte expulso, a Grécia carregava na partida, com Los Ticos a recuar linhas e a pedir a Campbell uma missão de enorme sofrimento, sozinho na frente, a procurar desgastar a defesa adversária. O golo dos gregos acabou por surgir mesmo em cima dos 90 minutos, com a bola a cair na área costarriquenha, Gekas a conseguir virar-se e a rematar para defesa de Navas, que viu Sokratis surgir só na recarga para empatar. A Costa Rica poderia ter caído aí, ou logo a seguir, no lance já falado de Mitroglou, mas os homens deste pequeno país revelaram uma grandeza de espírito inesperada.

Sofrer até conquistar

Navas costa rica

Navas, o herói

Não é demais dizer, um jogo de sofrimento para a Costa Rica acabou por oferecer mais um enorme espetáculo neste Mundial. A equipa de Jorge Luís Pinto pode ainda queixar-se de uma grande penalidade que ficou por marcar, logo após terem feito o 1-0, com Torosidis a desviar, com o braço, uma bola que ia para os pés de Bolaño. No entanto, o que é de sublinhar é a fibra da Costa Rica, a crença nos seus princípios e nas suas qualidades, bem como o reconhecimento das suas fragilidades para se adaptar às circunstâncias do jogo.

Para a Grécia, naquele que acaba por ser o jogo da despedida de Fernando Santos, cabe a sensação de ter caído de pé, num jogo onde terá feito tudo aquilo que estava ao seu alcance para vencer, mas esbateu, sobretudo, na pouca inspiração dos seus jogadores mais avançados, com Mitroglou a não conseguir ser mais do que apenas uma sombra dos seus melhores momentos. Navas foi superior, sempre, aos avançados gregos, e espera agora voltar a brilhar frente à Holanda, uma partida para a qual a Costa Rica terá que recuperar, de modo a continuar competitiva na sua caminhada histórica neste Mundial.

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