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“Magoados mas felizes”

Ao quinto jogo, a Costa Rica despede-se do Campeonato do Mundo. Caiu de pé. Robben quis muito, correu muito, barafustou quando a bola não lhe chagava, mas do outro lado estiveram onze – vinte e três, cinco milhões – que quiseram tanto ou mais. Os costarriquenhos saem com o coração destroçado mas com a alma intacta, com um enorme orgulho do feito alcançado. E como disse Pinto, “não perdemos um jogo, nem com as superpotências”.

Sem perder um único jogo

A Costa Rica, equipa sensação deste Mundial do Brasil, despede-se nos quartos-de-final, eliminada pela Holanda de Van Gaal na marcação de grandes penalidades. Noventa minutos, cento e vinte, não foram suficientes para os europeus confirmarem o seu favoritismo e superioridade em campo. Foi preciso chegar aos penáltis e um coelho gigante sacado da cartola do selecionador holandês. Numa manobra surpreendente, Tim Krul, guarda-redes do Newcastle, entrou no último minuto do prolongamento para assumir a responsabilidade entre os postes. A verdade é que Jorge Luis Pinto tem razão. Em jogo jogado ninguém foi capaz de bater a seleção centro-americana, e os candidatos foram de peso. Uruguai, Itália, Inglaterra, Grécia e Holanda, não conseguiram. Ao contrário dos oitavos-de-final, Keylor Navas, “deu a vida em cada penalidade mas não foi capaz de defender nenhuma”. Por isso, nessa noite não houve lágrimas no balneário tico. Nas palavras do avançado Marcos Uraña, “Estamos orgulhosos do que fizemos aqui. Ontem (sábado) ninguém chorou e todos mantivemos a cabeça bem levantada.”

“Merecemos que nos considerem bons jogadores”

Celso Borges, o médio que tem ascendência brasileira, fala da importância que esta prestação pode ter para a região. A Concacaf colocou três seleções nos oitavos-de-final – Costa Rica, México e EUA –, o que pode ser um argumento a favor de uma quarta qualificação direta. Para os costarriquenhos, em particular, esta caminhada histórica em que atingiram pela primeira vez os quartos da competição teve impacto económico, social e desportivo. E pode muito bem tornar-se um ponto de viragem na história do futebol tico. E há, claro, a dimensão pessoal, de quem se sente a fazer história. “Todos os Campeonatos do Mundo têm uma equipa revelação. Estou muito feliz que desta vez tenhamos sido nós. Como sorteio que tivemos ninguém acreditava que tivéssemos hipótese”, revela Borges. “Ultrapassar tudo isso demonstra muita estabilidade mental e que temos bons jogadores. No meio de tudo isto, merecemos ser considerados bons jogadores. É por isso que devemos estar felizes.”

Não foi obra do acaso

Ao contrário do que muitos pensam, a prestação da Costa Rica no Mundial não foi um golpe de sorte. Os milagres são escassos e este feito não apareceu por acaso. Como concluiu Celso Borges, cada um destes selecionados está há seis meses em preparação diária para o mundial – regime alimentar, treino físico. “Foram quase três anos a treinar com os mesmos princípios, os mesmos métodos de treino”, são coisas como esta que fazem a diferença. Jorge Luis Pinto falou dessa organização muitas vezes, imputando este sucesso à entrega dos seus jogadores e ao muito trabalho. No final da eliminatória, a comitiva estava magoada com o desfecho mas feliz com as etapas superadas. Deram tudo e fizeram muito mais do que o esperado. “Deixamos uma imagem positiva e digna do futebol da Costa Rica. O ainda selecionador tico deu o domingo livre e foram muitos os membros do plantel e corpo técnico que aproveitaram por passear por Santos, a cidade do Estado de São Paulo onde a Costa Rica esteve sediada. A rua recebeu-os com palavras de apoio e admiração, com um carinho muito especial, o que deixou o próprio Pinto emocionado. “Ser assim abraçado na terra de Pelé é uma coisa inimaginável, esta gente de Santos é mesmo especial.”

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