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Futebol na Televisão

Manual de Sobrevivência para Trabalhadores e Patrões Durante o Mundial

A pouco mais de 2 meses do início do Campeonato do Mundo de Futebol, o Brasil desperta para a necessidade de adaptar o mundo do trabalho durante os jogos do Mundial, em especial durante os jogos da Selecção Brasileira.

É certo e sabido que um jogo de futebol e um samba são capazes de despertar um brasileiro da calmaria onde esteja enfiado. Mais fácil será pará-lo de fazer o que quer que esteja a fazer, para ver e vibrar com um jogo de futebol da sua selecção, ainda para mais, num Campeonato do Mundo que, ainda por cima, se realiza no Brasil. Coisa mais importante no Mundo, com certeza que não existirá. Porque o Brasil irá parar quando a selecção canarinha estiver a jogar. E depois? E depois dos jogos, vistos em botecos e botequins e esplanadas, regados com Skol, Brahma e Antárctica, em garrafas de 600 ml, quem quererá ir trabalhar? Isto, se o Brasil ganhar os jogos. E se o Brasil os perder? A tudo isto juntar-se-á uma enorme depressão. Como resolver todo este drama, que será bem real? Irá o Brasil parar, definitivamente?

Na base de toda esta problemática está um assunto ainda em discussão na sociedade brasileira: nos dias em que a Selecção do Brasil jogar, será feriado ou não?

Está tudo dependente da decisão governamental, sendo certo, porém, que será, de todo, impossível proibir um brasileiro de ver e torcer pela sua selecção.

No entanto, já estão a circular uns manuais, feitos por advogados, para aconselhar os empregadores sobre o que fazer durante o período do Campeonato do Mundo de Futebol, em especial durante a altura em que joga a Selecção Brasileira.

Uma das soluções apontadas passa por o empregador trocar o horário do jogo, ou o dia do jogo, por outro. Ou seja, o empregador dar esse dia para o empregado e em troca o empregado trabalhará num dia não previsto, no fundo, a troca de um dia por outro. Mas ao mesmo tempo aconselham a que esta discussão terá de ser feita, em princípio, com o sindicato.

Outra das soluções apresentadas passa pela disponibilização de telas com a projecção dos jogos no local de trabalho e apontar para uma diminuição da produção para essas datas.

Um problema real pode ser o do funcionário que se embriague durante os jogos. Ora, nestes manuais, os empregadores são aconselhados a não despedir os empregados por estarem alcoolizados, mas a mandá-los embora para casa e a descontar esse dia no salário. No entanto, os empregadores são aconselhados a não usar o medidor de álcool no sangue, porque tal não é permitido, por lei, no local de trabalho. No entanto, se se perceber, a olho nu, que a embriaguez é resultado momentâneo do jogo, o empregador deve mandar o empregado para casa e descontar-lhe o dia do salário. Mas se a embriaguez for resultado de uma doença, ou motivado por ela, o empregador é aconselhado a não despedir o trabalhador.  Por outro lado, o desconto salarial é também aconselhado para as faltas ou ausências injustificadas – partindo do princípio que um jogo da selecção não possa ser uma justificação. No entanto, se houver tentativa de justificação de falta com o recurso a atestados médicos que se venham a provar ser falsos, os empregadores são aconselhados a aplicar outras sanções ao prevaricador.

Também a conduta dos trabalhadores fora do local de trabalho e do horário de expediente pode ser analisada pelos empregadores. Um trabalhador Ver Futebol num Barque recorra ao vandalismo, mesmo que fora do local e do horário de trabalho, mas que tenha repercussões negativas para a empresa, para outros colegas ou para o regular funcionamento da empresa, o empregador deve fazer uma análise cuidada do acontecimento e, em último caso, pode decidir-se por sanções ao trabalhador, que podem terminar com o despedimento consoante o grau de responsabilidade e de vandalismo.

Um outro ponto a ter atenção por parte das entidades empregadoras é a possibilidade de haver apostas no local de trabalho. Ora o empregador é aconselhado a proibir as apostas porque estas são consideradas um jogo de azar e isso está proibido por lei, excepto nos casos em que existe legislação própria a definir os jogos, como jogá-los e em que condições.

Em Portugal não está previsto nada de parecido, se bem que a nossa relação com a Selecção de Portugal e o funcionamento das empresas não são se modo a criar grandes problemas, como se tem visto em outros Mundiais de Futebol e, inclusivamente, no Euro 2004 que Portugal organizou.

O país irá quase parar para ver os jogos da Selecção. Mas só durante o horário do jogo. Irá beber umas imperiais, até porque é Verão e estará calor, mas não se embebedará. O empregador também irá ver o jogo, junto com o empregado. Os jogos serão vistos em televisores nos locais de trabalho ou em cafés, esplanadas e bares próximo dos locais de trabalho. E ganhe ou perca, não haverá vandalismo. Somos um povo tranquilo.

 

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